Einstein@home

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Einstein@Home é um projeto baseado em computação distribuída e voluntária executado sobre a plataforma de software BOINC. Ele procura por pulsares e ondas gravitacionais emitidas por pulsares, buracos negros, estrelas de nêutrons, estrelas de quarks e outros objetos bem densos, que, teoricamente, podem emitir fortes ondas gravitacionais.

Em comemoração ao centenário de nascimento de Albert Einstein, a Assembléia das Nações Unidas instituiu que 2005 fosse o Ano Internacional da Física. Para tentar comprovar algumas das teorias de Einstein, surgiu, em 20 de fevereiro do mesmo ano, o projeto BOINC chamado Einstein@home.

Objetos densos são descritos como os que tem a massa do Sol, mas numa espaço com menos de 10 km de raio. Isso faz a estrela girar a uma freqüência de centenas de vezes por segundo, em alguns casos superando as 38.500 RPM.

De acordo com a Teoria Geral da Relatividade de Einstein, um pulsar não funciona como um gerador perfeito de ondas gravitacionais, gerando falhas que viajam em todas as direções, à velocidade da luz, passando eventualmente pela Terra. Vários projetos internacionais estão procurando medir a passagem de tais ondas.

Dois desses projetos, o LIGO (Estados Unidos) e o GEO600 (Reino Unido e Alemanha), estão operando diversos detectores (interferômetros), sendo auxiliado pelo LIGO Scientific Collaboration (LSC). Os detectores estão desenhados para capturar Ondas Gravitacionais a partir de um dos quatro principais tipos de fontes: buracos negros ou estrelas de nêutrons, explosões de supernovas, pulsares ou ruídos de fundo. Einstein@Home foi desenhado para procurar ondas gravitacionais emitidas por pulsares. Naturalmente, o projeto pode acabar encontrando algo diferente, totalmente novo e inesperado.

Objetivos cientificos[editar | editar código-fonte]

O projeto foi criado para observar todo o céu para criar dados sobre fontes de onda gravitacional contínua anteriormente desconhecidas, utilizando dados dos instrumentos detectores[1] . A classe principal de alvos de fontes de ondas é de estrelas de nêutrons de rotação rápida[2] (incluindo pulsares ) que é esperaro que esse tipo de fonte emita ondas gravitacionais devido a um desvio de sua simetria axial. Os resultados do processamento desses dados, além de validar a teoria da Relatividade Geral de Einstein, a detecção direta de ondas gravitacionais[3] também constituie uma nova e importante ferramenta astronômica. Como a maioria das estrelas de nêutrons são eletromagneticamente invisível, observações de ondas gravitacionais pode permitir inteiramente novas populações de estrelas de nêutrons a ser reveladas. A detecção de onda gravitacional contínua poderia ser extremamente útil para o estudo astrofísico de estrelas de nêutrons e que acabaria proporcionando uma visão única sobre a natureza da matéria em altas densidades[4] .

Análise de dados e resultados[editar | editar código-fonte]

No dia 13 de agosto de 2010 o projecto anunciou a sua primeira descoberta[5] [6] e em 2013, utilizando o poder de computação combinada de 200 mil computadores , o projeto descobriu 24 novos pulsares[7] .

Referências

  1. Ernie Tretkoff (nov. 2005). With One Data Set Analyzed, Einstein@Home Forges Ahead in Search for Gravitational Waves AMERICAN PHYSICAL SOCIETY. Visitado em nov. 2014.
  2. As estrelas de nêutrons Observatório Nacional do Brasil (2013). Visitado em nov. 2014.
  3. Detectores de ondas gravitacionais Luiz Bruno Vianna. Visitado em nov. 2014.
  4. Mirian Enriqueta Bracco (30 de novembro de 1993). Matéria nuclear a altas temperaturas e densidades CDi/FAPESP - Centro de Documentação e Informação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Visitado em nov. 2014.
  5. Descobriu um pulsar tão raro que só existem mais 10 como ele.
  6. Computadores domésticos descobrem estrela rara (2010). Visitado em nov. 2014.
  7. Einstein@Home Project Discovers 24 New Pulsars in Archival Data (August 29, 2013). Visitado em nov. 2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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