Elétricos de Lisboa

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Eléctrico “remodelado”.
Eléctrico “articulado”.

A rede de elétricos da Carris, empresa transportadora municipal de Lisboa, em Portugal, é composta atualmente por cinco carreiras e percorre um total de 48 km de linhas em bitola de 900 mm, sendo 13 km em faixa reservada. Emprega 165 guarda-freios (condutores de elétricos, funiculares e elevador) e uma frota de 58 veículos (40 históricos, 10 articulados e 8 ligeiros[1]), baseados numa única estação — Santo Amaro.

Índice

[editar] História

A rede de elétricos da cidade desenvolveu-se a partir das linhas dos chamados “carros americanos”, puxados por cavalos.

[editar] Século XX

Em 1900 instalaram-se novos carris e os cabos aéreos, e construiu-se a “Geradora”, uma central termoelétrica a carvão, que fornecia energia para a operação da rede. Em 1901 era inaugurada a primeira linha, do Cais do Sodré a Algés.[2]

Em Fevereiro de 1995, a companhia Carris recebeu o primeiro dos 10 eléctricos modernos articulados; os primeiros seis veículos foram encomendados pela empresa espanhola Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles, sendo os restantes quatro fabricados pelas Sociedades Reunidas de Fabricações Metálicas.[3] Nesta altura, planeava-se que os primeiros serviços a serem assegurados por estes veículos ligariam a Praça da Figueira a Algés, passando pelo Palácio de Belém e pelo Mosteiro dos Jerónimos, com um intervalo entre composições, em hora de ponta, de 3 minutos.[3] Também se previu, para mais tarde, estender os serviços destes veículos até Santa Apolónia e Cruz Quebrada, o que totalizaria cerca de 13 quilómetros.[3] Previa-se que, com a sua capacidade, poderiam transportar até cerca de 4000 passageiros por hora, nas horas de ponta.[3] Para a entrada dos novos veículos, e permitir maiores velocidades comerciais, a operadora Carris realizou vários trabalhos de modernização e preparação da via, como a substituição de carris, travessas e dos fios aéreos, e introduziu novos sistemas de semáforos; elevou, igualmente, a altura das plataformas, para facilitar o trânsito dos passageiros.[3]

[editar] Caracterização

As 5 carreiras de elétricos prestam serviço na zona urbana da Carris (Lisboa), mas a carreira 15 sai da cidade de Lisboa e serve a vila de Algés, no concelho de Oeiras.

[editar] Linhas

Rede de ferrovias urbanas em Lisboa, 1995, incluindo segmentos abandonados e inutilizados.
Carreiras em operação em 2011.
Rede histórica, e rede em uso.

[editar] Carreira 12E Praça da Figueira (Circulação)

12E Praça da Figueira (Circulação)
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Praça da Figueira MetroLisboa-linha-verde.pngRossio(Metro de Lisboa)
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Martim Moniz MetroLisboa-linha-verde.pngMartim Moniz (Metro de Lisboa)
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Socorro
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Largo Terreirinho
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Rua Lagares
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S.Tomé
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Largo Portas do Sol
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Miradouro Santa Luzia
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Limoeiro
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Rua Augusto Rosa
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Rua da Conceição/Rua Fanqueiros
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Praça da Figueira MetroLisboa-linha-verde.pngRossio (Metro de Lisboa)
Mapa da carreira (a roxo).

É uma carreira de carácter local na zona mais Central da cidade de Lisboa, ligando a Baixa (área comercial) aos bairros da Mouraria, Alfama e Castelo. Circulando por São Tomé, permite a ligação rápida entre o Martim Moniz e o Largo das Portas do Sol quando comparado com a carreira 28E que circula pela Graça. Funciona, diariamente, entre as 08:00 e as 20:00, aproximadamente.


[editar] Carreira 15E Praça da Figueira//Algés=

15E Praça da Figueira//Algés
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Praça da Figueira MetroLisboa-linha-verde.pngRossio(Metro de Lisboa)
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Praça do Comércio BSicon BOOT.svg
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Corpo Santo
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Cais Sodré BSicon BOOT.svg MetroLisboa-linha-verde.png Cais sodré(Metro de Lisboa) Madrid-MetroRENFE.svg Logo CP 2.svg
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Av. 24 de Julho
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Santos Madrid-MetroRENFE.svg Logo CP 2.svg
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Cais Rocha
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Av. Infante Santo
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Alcântara Madrid-MetroRENFE.svg Logo CP 2.svg
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Cálvario
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Santo Amaro (estação)
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Rua Junqueira
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Hospital Egas Moniz
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Altinho
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Belém BSicon BOOT.svg Madrid-MetroRENFE.svg Logo CP 2.svg
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Mosteiro dos Jerónimos
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CCB
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Lg. da Princesa
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Pedrouços
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Damião de Góis
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Praça D.Manuel I
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Algés Madrid-MetroRENFE.svg Logo CP 2.svg


[editar] Carreira 18E Alfândega//Ajuda

18E Alfândega//Ajuda
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Rua da Alfândega BSicon BOOT.svg
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Praça do Comércio
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Corpo Santo
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Cais Sodré BSicon BOOT.svg MetroLisboa-linha-verde.png Cais sodré(Metro de Lisboa) Madrid-MetroRENFE.svg Logo CP 2.svg
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Av. 24 de Julho
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Cais Rocha
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Av. Infante Santo
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Alcântara Madrid-MetroRENFE.svg Logo CP 2.svg
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Cálvario
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Calçada Tapada
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Pavilhão da Ajuda
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Rua João Barros
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Alto St.º Amaro
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Aliança Operária
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Rio Seco
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Calçada Boa Hora
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Bica Marquês
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Calçada da Ajuda(GNR)
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Calçada da Ajuda(Palácio)
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Ajuda (cemitério)


[editar] Carreira 25E Alfândega//Campo de Ourique

25E Alfândega//Campo de Ourique
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Rua da Alfândega BSicon BOOT.svg
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Praça do Comércio
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Corpo Santo
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R. S. Paulo
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Bica
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Conde Barão
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Santos Madrid-MetroRENFE.svg Logo CP 2.svg
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Santos-o-Velho
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S.João Mata
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Garcia Orta
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S.Domingos à Lapa
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Buenos Aires
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Estrela
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Saraiva Carvalho
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Igreja Stº Condestável
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Campo de Ourique (Prazeres)


[editar] Carreira 28E Martim Moniz//Campo de Ourique

28E Martim Moniz//Campo de Ourique
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Martim Moniz MetroLisboa-linha-verde.pngMartim Moniz (Metro de Lisboa)
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R. Palma MetroLisboa-linha-verde.png
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Igreja Anjos MetroLisboa-linha-verde.png
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R. Maria Andrade
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R. Maria Fonte
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R. Angelina Vidal
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Sapadores
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R. Graça
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Graça
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Voz Operário
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Cç. S. Vicente
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R. Escolas Gerais
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Lg. Portas Sol
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Miradouro Sta. Luzia
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Limoeiro
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R. Conceição
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R. Vitor Cordon / R. Serpa Pinto
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Lg. Belas Artes
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Chiado MetroLisboa-linha-verde.pngMetroLisboa-linha-azul.svg Baixa-Chiado (Metro de Lisboa)
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Pç. Luis Camões
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Calhariz (Bica)
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Sta. Catarina
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Cç. Combro
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R. Poiais S. Bento
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R. S. Bento / Cç. Estrela
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Cç. Estrela / R. Borges Carneiro
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Cç. Estrela / R. Teófilo Braga
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Estrela (Basílica)
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Estrela / R. Domingos Sequeira
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R. Domingos Sequeira
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R. Saraiva Carvalho
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Igreja Sto. Condestável
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Campo de Ourique (Prazeres)
Mapa da carreira (a vermelho).



[editar] Frota

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A frota é constituída pelos dez carros elétricos “articulados” (série 500), pelos 40 “remodelados” (série 540) e pelos oito “ligeiros” (série 700), num total de 58 veículos[1]. Os “articulados” apenas podem percorrer a linha da carreira 15, enquanto as restantes séries podem alcançar toda a rede.

Alguma da frota abatida ao serviço, encontra-se nas mão de particulares, em estado de conservação variável.[4][5]

[editar] Elétricos “remodelados”

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Frente e retaguarda do “remodelado”.
Sistema dual de contacto: à direita, hemipantógrafo erguido e vara abaixada; à esquerda, o inverso.

Em 1995-1996 quase toda a frota remanescente (45 veículos, renumerados 541 a 585) foi modernizada, mantendo a traça clássica Brill/Stephenson mas equipada com modernos sistemas de propulsão (Škoda / ALS 2480 LN) e travagem (Knorr). Aos elétricos “remodelados” foi retirada a bidirecionalidade, passando a apresentar o caraterístico farol central apenas numa das extremidades, apenas um posto de comando, à frente, e bancos não-reversíveis. Foram ainda equipados com sistema dual de contacto com a catenária, dispondo tanto de vara (trolley pole) como de hemipantógrafo, a utilizar complementarmente, erguendo-se um ou outro dispositivo consoante o tipo de intraestrutura aérea (sendo esta porém na sua maior parte passível de ser usada por ambos os sistemas de contacto).

[editar] Elétricos “ligeiros”
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Elétrico CCFL 733, um “ligeiro”

Os veículos não remodelados desta forma mas ainda ao serviço constituem o tipo dos “ligeiros”, numerados a partir de 700. Distinguem-se prontamente pela ausência de hemipantógrafo e pelos sinais da bidirecionalidade original mantida: postos de comando em cada extremidade, bancos reversíveis e (especialmente) farol central branco posterior e farolins de retaguarda vermelhos em ambas as extremidades. Os carros “ligeiros” apenas entram ao serviço quando a disponibilidade dos outros veículos não é suficiente para as necessidades.

Elétrico “ligeiro” ex-CCFL 743, adaptado para circular n’A Corunha.

Em Dezembro de 1999, a Compañía de Tranvías de La Coruña, em Espanha, iniciou o processo de compra de um dos carros eléctricos de Lisboa; em Dezembro do ano seguinte, foi adquirido o carro número 743, que foi transportado, por via rodoviária, até à cidade espanhola.[6] Sofreu, então, várias modificações, como a sua adaptação à bitola métrica, tendo sido apresentado no dia 18 de Julho de 2001, e entrado ao serviço três dias depois, com o número 100.[6]

Em 1995, previa-se que os carros eléctricos números 734, 807 e 332 fossem restaurados e transferidos para os Caminhos de Ferro de Soller, em Espanha[7]; nos finais de 2001, esta empresa já tinha 4 antigos carros eléctricos de Lisboa em funcionamento, tendo mais um sido posteriormente, adicionado.[6] Estes veículos receberam os números 20 a 24, e foram adaptados para a bitola de 914 milímetros.[8]

[editar] Eléctricos articulados

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Eléctrico articulado de Lisboa, número 502.

Desenhados pelas empresas Siemens e e DÜWAG, na Alemanha, estes veículos são constituídos por 3 unidades articuladas, em caixa de aço inoxidável, totalizando 24 metros de comprimento.[3] A velocidade máxima é de 70 quilómetros por hora, sendo os sistemas de travagem do tipo electrodinâmico, com recuperação de energia; os travões são de disco, estimulados de forma electro-hidráulica, e equipados com sistemas anti-patinagem.[3] Em vez de trólei, utilizado pelos eléctricos tradicionais, este veículo dispõe de um pantógrafo para captar a rede eléctrica.[3] Cada veículo detém 4 portas de acesso, cada uma com uma largura de 1,30 metros, com um mecanismo de abertura accionável pelos passageiros, no interior ou no exterior; junto às portas, encontram-se máquinas de bilhetes.[3] A altura do piso, no interior, em relação ao solo, é de apenas 30 centímetros, de forma a facilitar o acesso a utentes com dificuldades de locomoção.[3] A capacidade máxima é de 210 passageiros por veículo, dos quais 65 sentados.[3] Cada eléctrico conta com um equipamento de ar condicionado, e com o sistema integrado de informação "Sibas 16" a bordo, para o condutor.[3]

Estas unidades foram adjudicadas, em 1995, ao Depósito de Santo Amaro.[3] Estes veículos são muito semelhantes aos que estavam a ser utilizados, em 1995, na cidade espanhola de Valência.[3]

[editar] Elétricos “caixote”

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Elétrico “caixote” CCFL 473, em 1985

Mais recentes que os elétricos de construção original Brill mas menos procurados pelo turismo, os elétricos da Carris tipo “caixote” foram abatidos ao serviço na década de 1980, subsistindo à vista do público um único exemplar, estacionado na “raquete” de Belém onde serve de quiosque à empresa.


O Commons possui uma categoria com multimídias sobre a atividade eletroviária da CCFL

[editar] Ligações externas

Notas

  1. a b Frota da Carris, página oficial.
  2. OLIVEIRA, Fernando Correia de. Folheto Em Lisboa, à descoberta da Ciência e da Tecnologia: vagueando pelas ruas. Pavilhão do Conhecimento Ciência Viva; Câmara Municipal de Lisboa, s.d.
  3. a b c d e f g h i j k l m n BRAZÃO, Carlos. (1995). "Nuevos Tranvias para Lisboa" (em Espanhol). Maquetren (35): 108, 109.
  4. Rafael Santos: “Férias na cidade V: Restaurante «O Marques», um ícone da cidadeDiário do Tripulante 2009.07.23
  5. Ex-CCFL 332 no Jardim Gago Coutinho, em Oeiras
  6. a b c (Dezembro de 2001) "Noticias" (em Espanhol). Carril (57): 62. Barcelona: Associació d'Amics del Ferrocarril-Barcelona. ISSN 1136-2499.
  7. MARTÍNEZ, Chema. (1995). "Noticias Maquetren" (em Espanhol). Maquetren (40): 77.
  8. El tranvía. Recorrido y estaciones (em Espanhol). Ferrocarril de Sóller. Página visitada em 1 de Janeiro de 2012.


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