Eleição da sede da Copa do Mundo FIFA de 2014

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Estátua de JK em Brasília com a camisa da seleção brasileira, após anúncio oficial feito pela FIFA confirmando o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014.

A eleição da sede da Copa do Mundo FIFA de 2014 foi um processo feito pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) que formalizou o Brasil em 30 de outubro de 2007 como sede da Copa do Mundo FIFA de 2014.

Cronologia e desenvolvimento dos acontecimentos[editar | editar código-fonte]

No dia 3 de Junho de 2003, a Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) havia anunciado que a Argentina, o Brasil e a Colômbia se candidataram à sede do evento. Em 17 de março de 2006, as confederações da CONMEBOL votaram de forma unânime pela adoção do Brasil como seu único candidato.

O presidente da FIFA, Joseph Blatter, disse em 4 de Julho de 2006 que, nesse caso, a Copa do Mundo de 2014 provavelmente seria sediada no país. No dia 28 de Setembro do mesmo ano, ele se encontrou com o Presidente Lula e disse que queria que o país provasse sua capacidade antes de tomar uma decisão. O dia 7 de fevereiro de 2007 seria a data final para as inscrições, porém a FIFA antecipou o prazo, tendo este acabado em 18 de dezembro de 2006.

No dia 13 de abril de 2007, após visitar o Maracanã, no Rio de Janeiro, o Morumbi, em São Paulo, o Mineirão, em Belo Horizonte, e o Beira-Rio, em Porto Alegre, Blatter disse que o país não tinha nenhum estádio em condições de sediar a Copa. Lula, porém, disse a jornalistas no dia 15 de setembro de 2006 que o Brasil deveria construir doze novos estádios para ser capaz de sediar a Copa. Lula ainda disse que nem mesmo a Kyocera Arena, o moderno estádio do Atlético Paranaense em Curitiba, tinha os pré-requisitos, pois havia questões de acesso e estacionamento.[1]

Apesar de tudo, tanto Blatter quando o Presidente Lula estavam otimistas na reunião. O Ministro dos Esportes do Brasil, Orlando Silva, disse que "o Brasil fará o que for preciso para que a Copa seja realizada no país." O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, disse que recuperar estádios e/ou construir novos estádios seria responsabilidade da iniciativa privada.

Em 31 de maio de 2007, encerrou-se o prazo dado pela FIFA e pela CBF para que as cidades interessadas em sediar partidas do Mundial fizessem suas respectivas candidaturas. Vinte e uma cidades de dezenove estados, mais o Distrito Federal entregaram à comissão organizadora os protocolos preenchidos de acordo com o Caderno de Encargos da FIFA.

Em 31 de julho de 2007 a CBF entregou na sede da FIFA em Zurique, na Suíça, os documentos da proposta, na qual apareciam as dezoito cidades selecionadas (incluída a candidatura conjunta de Recife e Olinda).[2]

Joseph Blatter faz o anúncio do Brasil como país-sede da Copa do Mundo de 2014.

No final no mês de agosto de 2007 uma comissão formada por inspetores da FIFA esteve nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre, para vistoriar pessoalmente os estádios e a infra-estrutura destas cidades candidatas a sede. Além das visitas, os inspetores da FIFA assistiram às apresentações dos projetos das demais cidades candidatas.

No dia 30 de outubro de 2007 a FIFA ratificou o Brasil como país-sede da Copa do Mundo de 2014.[3] A escolha das cidades-sede ficou para o fim de 2008.[4]

Um dia após, um estudo realizado pelo Sindicato de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco) mostrou que, sete anos antes da Copa, nenhum estádio do país atende aos padrões da Fifa. Coordenado pelo jornalista Rodrigo Prada, o dossiê apontava a Fonte Nova, na Bahia, como a pior dentre todas arenas visitadas no país. Dias depois, um acidente na estrutura do estádio da Fonte Nova prejudicou a comemoração da torcida baiana e matou sete pessoas[carece de fontes?].

Candidaturas que não chegaram a ser lançadas[editar | editar código-fonte]

Argentina e Chile

Em 2005, chegou a ser levantada a hipótese de que estes dois países apresentassem à FIFA uma candidatura conjunta para o Mundial de 2014, assim como ocorreu no mundial de 2002 na Coréia do Sul e no Japão.[5] Porém, tal candidatura não foi levada em frente e ambas as federações nacionais de futebol decidiram apoiar a candidatura brasileira.

Canadá

O Canadá expressou interesse em sediar a Copa do Mundo de 2014. Era um candidato em potencial, caso o Brasil não conseguisse preencher os requisitos que a FIFA exige para sediar o evento.[6]

Colômbia

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, anunciou em 15 de Julho de 2006 que o país se candidataria a sede do Mundial de 2014. A Colômbia enviou o pedido de inscrição no último dia, concorrendo com o Brasil. A Colômbia seria a sede da Copa do Mundo de 1986, mas a sede passaria para o México por questões econômicas, atritos com a FIFA e pelo momento instável em que o país se encontrava.

No dia 11 de abril de 2007 a Federação Colombiana de Futebol enviou um comunicado para a FIFA desistindo de sua candidatura e apoiando incondicionalmente a candidatura brasileira para a sede do Mundial de Futebol.

Comunidade Andina

Em 2002, a Federação Peruana de Futebol anunciou sua intenção de apresentar junto a FIFA uma proposta para que a sede da Copa do Mundo de 2014 ocorresse não em um país mas na Comunidade Andina (Colômbia, Equador, Peru e Bolívia). Porém tal especulação nunca foi sequer oficialmente admitida por todas as federações envolvidas, vez que, a idéia seria impraticável, pois seriam quatro países automaticamente classificados para o mundial, deixando para os demais países filiados à CONMEBOL apenas uma vaga para a repescagem. Outro fator que inviabilizaria o projeto é a questão das grandes altitudes.

Estados Unidos

O presidente da FIFA, Joseph Blatter sugeriu no fim de 2006 que caso o Brasil desistisse ou não cumprisse os encargos exigidos para sediar um mundial, os Estados Unidos poderiam organizar a Copa do Mundo de 2014, pois além de terem grandes e modernos estádios de futebol americano, que facilmente seriam adaptados para a prática do futebol, o país conta com uma grande infra-estrutura e experiência na organização de grandes eventos esportivos e realizou impecavelmente a Copa do Mundo de 1994.[7]

Venezuela

O presidente venezuelano Hugo Chávez, por ocasião da realização da Copa América 2007 em seu país, manifestou ao presidente da FIFA, Joseph Blatter, o interesse de seu país em sediar o Torneio Mundial de Futebol de 2014. Porém, a investida venezuelana foi descartada pelo mandatário da FIFA, pois o prazo para inscrições de candidaturas para sediar o Mundial de 2014 já havia se encerrado.[8]

Referências

  1. Lula: Brasil precisa de 12 novos estádios para Copa-2014 (em português) Gazeta Esportiva.
  2. Brasil oficializa candidatura para a Copa de 2014 (em português) Gazeta Esportiva.
  3. FIFA oficializa Brasil como sede da Copa do Mundo-2014 (em português) Folha Online (30/10/2007). Página visitada em 2 de dezembro de 2007.
  4. Brasil vê agora disputa interna para a definição das subsedes da Copa (em português) Folha Online (30/10/2007). Página visitada em 29 de janeiro de 2009.
  5. Presidente da CBF agradece por "alerta" sobre Copa de 2014 (em português) UOL (14/04/2006). Página visitada em 29 de janeiro de 2009.
  6. 1 (em português) Estadão.
  7. EUA podem se candidatar a receber Copa de 2014 (em português) Terra (06/12/2006). Página visitada em 29 de janeiro de 2009.
  8. Fifa rejeita inclusão de Venezuela na disputa pela Copa de 2014 (em português) UOL (18/07/2007). Página visitada em 29 de janeiro de 2009.

Ver também[editar | editar código-fonte]