Eleição presidencial no Brasil em 1930
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| 1º de março de 1930 Eleição anulada pela Revolução de 1930 |
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| Candidato | Júlio Prestes | Getúlio Vargas | ||
| Partido | PRP | AL | ||
| Natural de | São Paulo | Rio Grande do Sul | ||
| Companheiro de chapa | Apoiou Vital Soares | Apoiou João Pessoa | ||
| Votos | 1.091.709 | 742.794 | ||
| Porcentagem | 59,39% | 40,41% | ||
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Presidente do Brasil Titular Eleito |
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A eleição presidencial brasileira de 1930 foi a décima-segunda eleição presidencial e a décima-primeira eleição presidencial direta. Foi realizada em 1º de março em todos os vinte estados da época e no Distrito Federal com sede no Rio de Janeiro, tendo seus resultados divulgados em 21 de maio. Foi a última eleição da República Velha (1889-1930). Júlio Prestes foi eleito, mas não chegou a tomar posse por causa da Revolução de 1930.
Índice |
Processo eleitoral da última eleição da República Velha (1889-1930) [editar]
Ella – É o Zé Besta?
Elle – Não, é o Zé Burro!1
De acordo com a Constituição de 1891 que vigorou durante toda a República Velha (1889-1930), o direito ao voto foi determinado a todos os homens com mais de 21 anos que não fossem analfabetos, religiosos e militares.2 Mesmo tendo o direito de voto estendido a mais pessoas, pouca parcela da população participava das eleições.3 A Constituição de 1891 também declarou que todas as eleições presidenciais seriam realizadas em 1º de março.4 A eleição para presidente e vice eram realizadas individualmente, e o mesmo poderia se candidatar para presidente e vice.
Durante a República Velha, o Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Republicano Mineiro (PRM) fizeram alianças para fazer prevalecer seus interesses e se revezarem na Presidência da República, assim, esses partidos na maioria das vezes estiveram a frente do governo, até que essas alianças se quebrassem em 1930. Essas alianças são chamadas de política do café com leite.5
Nessa época, o voto não era secreto, e existia grande influência dos coronéis - pessoas que detinham o Poder Executivo municipal, e principalmente o poder militar da região. Os coronéis praticavam a fraude eleitoral e obrigavam as pessoas a votarem em determinado candidato. Com isso, é impossível determinar exatamente os resultados corretos.6
As candidaturas e a quebra da política do café com leite [editar]
De acordo com a política do café com leite, era a vez de um candidato mineiro ser Presidente da República, mas o então presidente paulista Washington Luís decidiu que outro paulista o sucederia, o advogado Júlio Prestes. Com o apoio de dezessete estados da época, Júlio Prestes pelo Partido Republicano Paulista (PRP) formou a "Concentração Republicana". O Partido Republicano Mineiro (PRM) não aceitou a candidatura de Júlio e apoiou o governador de Minas Gerais Antônio Carlos Ribeiro de Andrada. O PRM inseguro da eleição procurou fazer alianças com outros estados, e em 17 de junho de 1929, Antônio Carlos cedeu sua candidatura ao gaúcho Getúlio Vargas. Assim, os três estados dissidentes de Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba formaram a Aliança Liberal (AL), e indicaram o governador do Rio Grande do Sul Getúlio Vargas para presidente, tendo apoiado o paraibano João Pessoa como candidato a vice.7
Getúlio Vargas defendeu o voto secreto, reformas democráticas, a independência do judiciário, a anistia para os tenentes envolvidos nas diversas rebeliões ao longo dos anos de 1920, a proteção à exportação do café e reformas sociais. Ganhou a adesão do Partido Democrático Paulista, da maior parte das oposições estaduais. A campanha mobilizou as grandes cidades, mas prevaleceu a fraude praticada por quase todos os partidos envolvidos. Julio Prestes foi eleito, mas não assumiu o governo, graças à Revolução de 1930.7
Resultados [editar]
A população aproximada em 1930 era de trinta e sete milhões e quatroscentas mil de pessoas (37.400.000), sendo dois milhões e quinhentos e vinte e cinco (2.525.000) eleitores, dos quais compareceram um milhão e novescentos mil e duzentos e cinquenta e seis (1.900.256), representando 5% da população.
| Eleição para presidente do Brasil em 1930 | Eleição para vice-presidente do Brasil em 1930 | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Candidato | Votos | Porcentagem | Candidato | Votos | Porcentagem |
| Júlio Prestes | 1.091.709 | 59,39% | Vital Soares | 1.079.360 | 59,67% |
| Getúlio Vargas | 742.794 | 40,41% | João Pessoa | 725.566 | 40,11% |
| Minervino de Oliveira | 131 | 0,007% | Gastão Valentim | 141 | 0,007% |
| Outros | 3.701 | 0,20% | Outros | 3.723 | 0,21% |
| Votos nominais | 1.838.335 | Votos nominais | 1.808.790 | ||
| Votos brancos/nulos | 61.921 | Votos brancos/nulos | 91.466 | ||
| Total | 1.900.256 | Total | 1.900.256 | ||
| Fonte:7 | |||||
Nota geral: os valores são incertos (ver processo eleitoral).
Referências
- ↑ As próximas eleições... “de cabresto”. Revista de História da Biblioteca Nacional (05/08/2008). Página visitada em 12 de julho de 2010.
- ↑ Constituição de 1891. Cola da Web. Acessado em 14/10/2011
- ↑ Cidadania no Brasil: o longo caminho. José Murilo de Carvalho. Página 40. Google Books. Acessado em 14/10/2011.
- ↑ Constituição dos Estados Unidos do Brasil de 1891. Art. 47. Wikisource. Acessado em 14/10/2011.
- ↑ Política do café com leite. História do Brasil - UOL Educação. Acessado em 14/10/2011.
- ↑ Coronelismo. História do Brasil - UOL Educação. Acessado em 14/10/2011.
- ↑ a b c Eleição Presidencial - 1º de março de 1930 (Sábado) (Pós 1945) Acessado em 23/10/2011.
- Bibliografia
- PIRES, Aloildo Gomes. ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NA PRIMEIRA REPÚBLICA - UMA ABORDAGEM ESTATÍSTICA. Salvador: Autor (Tipografia São Judas Tadeu), 1995.
