Eleição presidencial no Brasil em 1985

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15 de janeiro de 1985
Eleição indireta (Colégio Eleitoral)
Tancredo Neves.jpg Maluf20122006-3.jpg
Candidato Tancredo Neves Paulo Maluf
Partido PMDB PDS
Natural de Minas Gerais São Paulo
Companheiro de chapa José Sarney Flávio Marcílio
Votos 480 180
Porcentagem 72,40% 27,3%



Presidente do Brasil

A Eleição Presidencial brasileira de 1985 foi a última ocorrida de forma indireta, através de um Colégio Eleitoral, sob a égide da Constituição de 1967.

Disputavam a sucessão do Presidente João Figueiredo, as seguintes chapas:


Tancredo Neves é saudado por populares em Brasília. Ao fundo, olhando para a câmera, está o então secretário particular de Tancredo, seu neto Aécio Neves (1984).

Durante o ano de 1984, o Partido Democrático Social (PDS), sucessor da antiga ARENA e partido de apoio ao Regime Militar, celebrou uma espécie de eleição primária para escolher seu candidato à Presidência da República nas eleições de 1985. Duas pré-candidaturas então surgiram: a do ex-governador de São Paulo e então deputado federal Paulo Maluf (com o deputado federal cearense Flávio Marcílio para Vice-Presidente) e a do ex-Ministro dos Transportes do Governo Médici, o coronel gaúcho Mário Andreazza (com o ex-governador de Alagoas Divaldo Suruagy para Vice-Presidente). Maluf derrotou Andreazza nas primárias do PDS, contando com o apoio do ideólogo do Regime Militar, o general Golbery do Couto e Silva, mas encontrou forte oposição de caciques nordestinos, notadamente Antônio Carlos Magalhães, Hugo Napoleão, Roberto Magalhães, entre outros. Estes descontentes, após a vitória de Maluf na eleição primária do PDS, saíram do partido e formaram a chamada Frente Liberal. A Aliança Democrática foi uma coligação entre o PMDB, o principal partido de oposição ao Regime Militar e os dissidentes do PDS que formavam a Frente Liberal. Esta dissidência acabaria por formar o PFL (atualmente o Democratas).

O Presidente João Figueiredo em audiência com Paulo Salim Maluf, em meados de 1980.

No dia 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral reuniu-se e Tancredo Neves foi eleito presidente para um mandato de 6 anos com 480 votos (72,4%) contra 180 dados a Maluf (27,3%). Houve 26 abstenções, principalmente de parlamentares do PT, que foram orientados a votar nulo pelo diretório nacional partido. Os deputados Bete Mendes, Airton Soares e José Eudes, votaram na chapa da Aliança Democrática e acabaram sendo expulsos do PT.