Eleição presidencial brasileira de 1989
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| 17 de dezembro de 1989 (Segundo Turno) |
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|---|---|---|---|---|
| Candidato | Fernando Collor de Mello | Luiz Inácio Lula da Silva | ||
| Partido | PRN | PT | ||
| Estado de Origem | Rio de Janeiro / Alagoas | Pernambuco / São Paulo | ||
| Companheiro de chapa | Itamar Franco | José Paulo Bisol | ||
| Votos | 35.089.998 | 31.076.364 | ||
| Porcentagem | 49,94% | 44,23% | ||
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Presidente do Brasil Titular Eleito |
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| República Federativa do Brasil |
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A eleição presidencial brasileira de 1989 foi realizada em 15 de novembro, sendo a 25ª eleição presidencial do Brasil. No total, 22 chapas de candidatos a Presidente e Vice-presidente do Brasil concorreram na eleição. Os principais candidatos foram Fernando Collor de Mello para Presidente e Itamar Franco para Vice-presidente do PRN e Luís Inácio Lula da Silva do PT para Presidente e José Paulo Bisol do PSB para Vice-presidente.
Índice |
[editar] Contexto histórico
Em 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves vence as eleições para presidente da República do Brasil no Colégio Eleitoral, encerrando a ditadura militar no país. Entretanto, Neves morre e quem assume o cargo é José Sarney, seu vice. Sarney é visto com suspeita pela população, pois faz parte de uma dissidência da Aliança Renovadora Nacional (rebatizada de Partido Democrático Social em 1980), o partido dos militares, que mais tarde formaria o Partido da Frente Liberal (atual Democratas). Isso sem contar que havia dúvidas constitucionais sobre se era Sarney ou o então presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães, quem deveria assumir o cargo; foi decisivo o apoio do general Leônidas Pires Gonçalves, indicado por Neves como ministro do Exército, para que a posse de Sarney se concretizasse. Entretanto, conforme prometido, o governo Sarney redemocratizou o país e, em 1986, ocorreram eleições para formar a Assembléia Nacional Constituinte, que promulgou uma nova constituição em 5 de outubro de 1988. A Constituição determinava a realização de eleições diretas para presidente no ano seguinte. Durante o governo Sarney, partidos até então clandestinos como o PSB, o PCB e o PCdoB foram legalizados.
Assim sendo, as eleições de 1989 foram as primeiras desde 1960 em que os cidadãos brasileiros aptos a votar escolheram seu presidente da república. Por serem relativamente novos, os partidos políticos estavam pouco mobilizados e vinte e duas candidaturas à presidência foram lançadas. Essa quantidade expressiva de candidatos mantém o recorde de eleição presidencial com mais candidatos. Foi também a primeira eleição na qual uma mulher disputou o posto mais elevado da República – Lívia Maria do Partido Nacionalista (PN).[1] Como nenhum candidato obteve a maioria absoluta dos votos válidos, isto é, excluídos os brancos e nulos, a eleição foi realizada em dois turnos, conforme a então nova lei previa. O primeiro foi realizado em 15 de novembro de 1989, data que marcava o centésimo aniversário da proclamação da República, e o segundo em 17 de dezembro do mesmo ano. Foram para o segundo turno os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva, da coligação encabeçada pelo Partido dos Trabalhadores, e Fernando Collor de Mello, da coligação encabeçada pelo hoje extinto Partido da Reconstrução Nacional.
[editar] Resultado da eleição
[editar] Primeiro turno
O resultado do primeiro turno, ocorrido em 15 de novembro de 1989, foi o seguinte:[2]
| Fotografia | Candidato | Vice | Coligação | Votos | % |
|---|---|---|---|---|---|
| Fernando Collor de Mello (PRN) | Itamar Franco (PRN) | PRN, PSC, PTR, PST | 22.611.011 | 28,52 | |
| Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | José Paulo Bisol (PSB) | PT, PSB, PCdoB | 11.622.673 | 16,08 | |
| Leonel Brizola (PDT) | Fernando Lyra (PDT) | Nenhuma | 11.168.228 | 15,45 | |
| Mário Covas (PSDB) | Almir Gabriel (PSDB) | Nenhuma | 7.790.392 | 10,78 | |
| Paulo Salim Maluf (PDS) | Bonifácio José Tamm de Andrada (PDS) | Nenhuma | 5.986.575 | 8,28 | |
| Guilherme Afif Domingos (PL) | Aluísio Pimenta (PDC) | PL, PDC | 3.272.462 | 4,53 | |
| Ulysses Guimarães (PMDB) | Waldir Pires (PMDB) | Nenhuma | 3.204.932 | 4,43 | |
| Roberto Freire (PCB) | Sérgio Arouca (PCB) | Nenhuma | 769.123 | 1,06 | |
| Aureliano Chaves (PFL) | Cláudio Lembo (PFL) | Nenhuma | 600.838 | 0,83 | |
| Ronaldo Caiado (PSD) | Camilo Calazans Magalhães (PDN) | PSD, PDN | 488.846 | 0,68 | |
| Affonso Camargo Neto (PTB) | Luís Gonzaga de Paiva Muniz (PTB) | Nenhuma | 379.286 | 0,52 | |
| Enéas Ferreira Carneiro (PRONA) | Lenine Madeira de Souza (PRONA) | Nenhuma | 360.561 | 0,50 | |
| José Alcides Marronzinho de Oliveira (PSP) | Reinau Valim (PSP) | Nenhuma | 238.425 | 0,33 | |
| Paulo Gontijo (PP) | Luís Paulino (PP) | Nenhuma | 198.719 | 0,27 | |
| Zamir José Teixeira (PCN) | William Pereira da Silva (PCN) | Nenhuma | 187.155 | 0,26 | |
| Lívia Maria de Abreu (PN) | Ardwin Retto Grunewald (PN) | Nenhuma | 179.922 | 0,25 | |
| Eudes Oliveira Mattar (PLP) | Daniel Lazzeroni Júnior (PLP) | Nenhuma | 162.350 | 0,22 | |
| Fernando Gabeira (PV) | Maurício Lobo Abreu (PV) | Nenhuma | 125.842 | 0,17 | |
| Celso Brant (PMN) | José Natan Emídio Neto (PMN) | Nenhuma | 109.909 | 0,15 | |
| Antônio dos Santos Pedreira (PPB) | José Fortunato da França (PPB) | Nenhuma | 86.114 | 0,12 | |
| Manoel de Oliveira Horta (PDCdoB) | Jorge Coelho de Sá (PDCdoB) | Nenhuma | 83.286 | 0,12 | |
| Armando Corrêa da Silva (PMB) | Agostinho Linhares de Souza (PMB) | Nenhuma | 4.363 | 0,01 |
[editar] Segundo turno
O resultado do segundo turno, ocorrido em 17 de dezembro de 1989, foi o seguinte:
Referências
- ↑ LARANJEIRA, Leandro. "Mulheres podem fazer história nas eleições de 2010". Diário do Grande ABC. 10 de agosto de 2009. Acesso em: 28 de junho de 2010.
- ↑ PORTO, Walter Costa (2000). Dicionário do Voto. Universidade de Brasília.