Eleição presidencial nos Estados Unidos em 2000

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Eleição presidencial dos Estados Unidos em 2000
 

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7 de novembro de 2000
GeorgeWBush.jpg Al Gore, Vice President of the United States, official portrait 1994.jpg
Candidato George W. Bush Al Gore
Partido Republicano Democrata
Natural de Texas Tennessee
Companheiro de chapa Dick Cheney Joe Lieberman
Colégio eleitoral 271 266
Vencedor em 30 20 + DC
Votos 50.460.110 51.003.926
Porcentagem 47,87% 48,38%
ElectoralCollege2000.svg

Seal of the President of the United States.svg
Presidente dos Estados Unidos

Titular
Bill Clinton
Democrata

Eleito
George W. Bush
Republicano

A eleição presidencial dos Estados Unidos de 2000 foi uma disputa entre o candidato republicano George W. Bush, então Governador do Texas e filho do ex-presidente George H. W. Bush (1989-1993) e o candidato democrata Al Gore, então Vice-presidente. Bill Clinton, o Presidente em exercício, estava a desocupar a sua posição depois de ter servido o máximo de dois mandatos permitidos pela Vigésima Segunda Emenda. Bush ganhou as eleições de 7 de Novembro por uma margem estreita, com 271 votos no Colégio Eleitoral contra os 266 de Gore (com um eleitor a abster-se na contagem oficial).

Esta eleição ficou conhecida devido à controvérsia sobre a concessão dos 25 votos no Colégio Eleitoral da Flórida[1] e o subsequente processo de recontagem nesse estado. Foi a quarta eleição em que o vencedor do voto no Colégio Eleitoral não recebeu também a pluralidade do voto popular.

Resultados[editar | editar código-fonte]

Com excepção da Flórida e do estado-natal de Gore, o Tennessee, Bush ganhou nos estados do Sul por margens confortáveis ​​(incluindo o estado-natal do então presidente Bill Clinton, o Arkansas) e também assegurou vitórias no Ohio, Indiana, na maioria dos estados rurais do Centro-Oeste, a maioria dos estados das Montanhas Rochosas e o Alaska. Gore balanceou Bush por ganhar os estados do nordeste dos Estados Unidos (com a única exceção de New Hampshire, que Bush ganhou por pouco), a maior parte dos estados rurais da região Centro-Oeste Superior, e todos os estados da Costa do Pacífico (Washington, Oregon e Califórnia) e ganhou também no Havai. À medida que a noite eleitoral avançava, os resultados num punhado de estados de pequeno e médio tamanho, incluindo no Wisconsin e Iowa, estavam extremamente próximos; no entanto, seria o estado da Flórida que deixaria claro o vencedor da eleição. Com os resultados finais nacionais registados na manhã seguinte, Bush tinha claramente ganho um total de 246 votos eleitorais, enquanto Gore tinha ganho 255 votos. 270 votos eram necessários para vencer. Dois estados menores - Novo México (5 votos no Colégio Eleitoral) e Oregon (7 votos) - ainda estavam demasiado próximos para se tirarem conclusões . Foi na Flórida (25 votos eleitorais), no entanto, que os meios de comunicação social concentraram a sua atenção. Matematicamente, os 25 votos eleitorais da Flórida tornaram-se a chave para uma vitória eleitoral para qualquer candidato. Embora os estados do Novo México e Oregon tenham sido declarados em favor de Gore nos dias seguintes, a votação em todo o estado da Flórida tornou-se n centro das atenções, porque o vencedor daquele Estado acabaria por ganhar a eleição. O resultado da eleição ainda não era conhecido mais de um mês após a votação devido ao longo processo de contagem e depois de recontagem dos votos das eleições presidenciais da Flórida.

Recontagem da Flórida[editar | editar código-fonte]

Por volta das 07:50 EST, no dia da eleição, 10 minutos antes do fecho das urnas na zona de maioria republicana da Flórida, Panhandle, que está no fuso horário Central, algumas redes de notícias de televisão, declararam que Gore tinha ganho os 25 votos eleitorais da Flórida. Eles basearam esta previsão, substancialmente, nas sondagens. No entanto, na contagem de votos real, Bush começou a assumir a liderança cedo, na Flórida, e às 22:00 EST essas redes tinha retirado essa previsão e colocado a Flórida de volta para a coluna de estados "indecisos". Por volta das 2h30, com cerca de 85% dos votos apurados na Flórida e com Bush liderando por mais de 100.000 votos, as redes declararam que Bush havia ganho a Flórida e, portanto, tinha sido eleito Presidente. No entanto, a maioria dos votos restantes a serem contados na Flórida foram localizados em três condados fortemente democratas - Broward, Miami-Dade e Palm Beach - e à medida que os seus votos foram sendo apurados, Gore começou a ganhar vantagem em relação a Bush. Por volta das 4h30, depois de todos os votos contados, Gore tinha reduzido a margem de Bush para pouco mais de 2.000 votos, e as redes tinham retirado as suas previsões de que Bush tinha ganho a Flórida e a presidência. Gore, que tinha em privado concedido a eleição para Bush, retirou a sua concessão. O resultado final na Flórida era magro o suficiente para exigir uma recontagem obrigatória (por máquina) sob a lei estadual; a vantagem de Bush tinha diminuído para cerca de 300 votos no momento em que foi concluída no final daquela semana. Uma contagem de votos dos militares no exterior aumentou depois a sua margem para cerca de 900 votos.

A maior parte da controvérsia pós-eleitoral girou em torno de pedido de Gore para recontagens manuais em quatro condados (Broward, Miami Dade, Palm Beach e Volusia), conforme previsto na lei estadual da Flórida. A Secretária de Estado da Flórida, Katherine Harris, anunciou que ela iria rejeitar quaisquer revisões dos totais daqueles condados se não fossem entregues até 14 de Novembro, o prazo regulamentar para resultados alterados. O Supremo Tribunal da Flórida estendeu o prazo para 26 de Novembro, uma decisão posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal dos EUA. Miami-Dade parou mesmo a sua recontagem e resubmeteu o seu total original para o conselho de prospecção do Estado ("state canvassing board"), enquanto que Palm Beach County não conseguiu cumprir o prazo prorrogado. Em 26 de Novembro, o conselho de prospecção do estado certificou Bush como o vencedor dos "grandes eleitores" da Flórida por 537 votos. Gore contestou formalmente os resultados certificados, mas uma decisão judicial do estado ignorando Gore foi revertida pelo Supremo Tribunal da Flórida, que ordenou a recontagem de mais de 70.000 votos anteriormente rejeitada por contadores de máquinas. O Supremo Tribunal dos EUA suspendeu a ordem rapidamente.

Em 12 de Dezembro, o Supremo Tribunal decidiu numa votação de 7-2 que a decisão do Supremo Tribunal da Flórida exigindo uma recontagem dos votos em todo o estado era inconstitucional, e num voto de 5-4 que as recontagens na Flórida não podiam ser concluídas antes de um prazo que fosse um "porto seguro" a 12 de Dezembro, pelo que deviam cessar e o total previamente certificado devia manter-se. A decisão do Supremo Tribunal foi uma decisão não assinada ou "Per curiam"; a decisão foi "limitada às circunstâncias actuais" e não poderia ser citada como precedente.

Resultados[editar | editar código-fonte]

Candidatos Partido Votos no
colégio eleitoral
Voto popular
George W. Bush/Dick Cheney Partido Republicano 271 50.460.110 (47,9%)
Al Gore/Joe Lieberman Partido Democrata 266 51.003.926 (48,4%)
Ralph Nader/Winona LaDuke Partido Verde 0 2.883.105 (2,7%)
Pat Buchanan/Ezola Foster Partido Reformista 0 449.225 (0,4%)
Harry Browne/Art Olivier Partido Libertário 0 384.516 (0,4%)
outros partidos 0 236.593 (0,2%)

Referências