Eleições estaduais no Brasil

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História do Brasil
Eleições
Federais (Presidenciais) Estaduais | Municipais

As eleições estaduais ocorrem no Brasil a cada quatro anos para definir os ocupantes dos cargos de governador, vice-governador e deputados estaduais das 27 unidades federativas do Brasil (26 estados mais o Distrito Federal). Ao mesmo tempo, elegem-se também os representantes dos estados no Congresso Nacional: os deputados federais e os senadores, estes escolhidos alternadamente na razão de uma ou duas vagas a cada pleito.

As eleições para Governador e Vice-Governador no período de 1945-1965 eram diretas e não coincidiam necessariamente com as eleições para o Poder Legislativo, havendo até casos em que o mandato dos governadores não era necessariamente o mesmo em cada unidade da federação: havia estados em que o mandato era de cinco anos e outros onde a duração do mesmo era de apenas quatro, uma aparente liberalidade não defesa em lei e adaptada conforme as constituições estaduais vigentes. Durante o Regime Militar de 1964, os Governadores eram indicados pelo Governo Federal e depois referendados em votação indireta pelas Assembléias Legislativas. As eleições diretas para Governador e Vice-Governador passaram a ser novamente diretas e realizadas na mesma data para a eleição de Senadores, Deputados Estaduais e Federais a partir de 1982.

Desde 1994, as eleições estaduais acontecem concomitantemente com as eleições presidenciais no Brasil. Antes, porém, elas nunca coincidiam, intencionalmente.

Até 1990, o governador do Distrito Federal não era eleito, mas sim nomeado pelo presidente da República. Depois daquele ano, o cargo passou a ser eleito por voto direto dos eleitores do Distrito Federal.

Também até 1990, o Brasil possuía territórios cujos governadores não eram eleitos, mas também nomeados pelo presidente da República. Paulatinamente, os territórios foram extintos ou transformados em estados. O Acre foi transformado em estado em 1963; Rondônia em 1981; Roraima e Amapá em 1990; o território de Fernando de Noronha foi incorporado a Pernambuco. Desde 1990, o Brasil não tem mais territórios.


Eleições estaduais de 2010[editar | editar código-fonte]

Eleições destacadas pela continuidade do PSDB no governo de São Paulo e de Minas Gerais e pela consolidação do PSB, com a conquista do governo de seis Estados. Pela primeira vez desde 2002, o DEM (ex-PFL) volta a conquistar um governo no Nordeste (Rio Grande do Norte). pela primeira vez desde que surgiu, o PDT não consegue eleger nenhum governador.

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Eleições estaduais de 2006[editar | editar código-fonte]

As eleições estaduais de 2006 foram acompanhadas pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, à presidência. A grande surpresa desta eleição foi a vitória de Jacques Wagner (PT) na Bahia, derrotando Paulo Souto (PFL). No Paraná, Roberto Requião (PMDB) venceu o pleito numa eleição disputada voto a voto e, no Rio Grande do Sul, Yeda Crusius foi eleita pelo PSDB. No Pará, Ana Julia Carepa (PT) derrota o candidato favorito, Almir Gabriel (PSDB), de virada. Pela primeira vez desde que surgiu, o PFL não consegue eleger nenhum governador no Nordeste.

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Eleições estaduais de 2002[editar | editar código-fonte]

As eleições estaduais de 2002 foram acompanhadas pela eleição de Luís Inácio Lula da Silva, do PT, à presidência. O vencedor em Roraima, Flamarion Portela (à época no PSL, depois no PT) foi cassado por compra de votos, assumindo o segundo colocado, Ottomar de Souza Pinto, segundo colocado (à época no PTB, hoje no PSDB).

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Eleições estaduais de 1998[editar | editar código-fonte]

As eleições estaduais de 1998 foram marcadas pela expansão dos governadores da base aliada ao governo FHC, dos partidos PSDB, PFL, PMDB e PPB. Por outro lado, o PT conseguiu vitórias em um reduto tradicional da direita, o Acre. Em São Paulo, o governador Mário Covas foi reeleito, e faleceu no exercício do mandato. Seu vice, Geraldo Alckmin, assumiu o governo.

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Eleições estaduais de 1994[editar | editar código-fonte]

As eleições estaduais de 1994 foram marcadas pela eleição de Fernando Henrique Cardoso à presidência já no primeiro turno e pelo impacto eleitoral do Plano Real, o que beneficiou os candidatos do PSDB, que elegeu sete governadores, entre eles, Mário Covas, em São Paulo, Eduardo Azeredo, em Minas Gerais e Marcello Alencar, no Rio de Janeiro.

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Eleições estaduais de 1990[editar | editar código-fonte]

O governo federal elegeu 15 governadores contra 12 da oposição. O PDT voltou a conquistar o Estado do Rio de Janeiro, com Leonel Brizola, e o PMDB continuou no comando de São Paulo. Foi a primeira eleição em que os recém-criados estados do Amapá, Roraima e Rondônia (até 1988, territórios) e do Tocantins (desmembrado de Goiás) elegeram seus governadores.

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Eleições estaduais de 1986[editar | editar código-fonte]

As eleições estaduais de 1986 foram extremamente influenciadas pelo impacto político-eleitoral do Plano Cruzado, o que beneficiou decisivamente o PMDB, que elegeu todos os governadores. O único estado em que foi eleito um governador de outro partido foi Sergipe, com o PFL, parceiro da coalizão governamental.

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Eleições estaduais de 1982[editar | editar código-fonte]

Foi disputada por apenas cinco partidos: PDS, sucedâneo da ARENA; PMDB, PDT e PTB, frações do velho PTB getulista, e o PT, que abrigou diversas facções esquerdistas e sindicalistas. O voto era vinculado, em todos os cargos (só se podia votar em candidatos do mesmo partido); A maior surpresa foi a eleição de Leonel Brizola (PDT) no Rio de Janeiro, com cerca de 34% dos votos, batendo Moreira Franco (PDS) por cerca de 200 mil votos, e outros tres candidatos: Miro Teixeira (PMDB), Sandra Cavalcanti (PTB) e Lysâneas Maciel (PT), e após as acusações de fraude e o caso Proconsult, na tentativa de desvio de votos em favor do candidato do PDS. A vitória do PMDB em 09 estados foi garantida pela fusão do PMDB com o Partido Popular (PP), como em Minas, beneficiando Tancredo Neves (PMDB), que derrotou Eliseu Resende (PDS) por pequena margem de votos. O PDS surpreendeu no Rio Grande do Sul com Jair Soares (PDS) ganhando o Governo pela divisão de votos entre PMDB de Pedro Simon e PDT de Alceu Collares, e em Pernambuco, com a vitória de Roberto Magalhães do PDS sobre Marcos Freire (PMDB). Em São Paulo, nenhuma surpresa, com a vitória do peemedebista Franco Montoro sobre Reynaldo de Barros (PDS), Jânio Quadros (PTB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

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Ver também[editar | editar código-fonte]