Eleições legislativas de Angola em 2008
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As Eleições legislativas de 2008 em Angola foram realizadas em Angola em 5 e 6 de setembro de 2008, como anunciado pelo presidente José Eduardo dos Santos em 27 de dezembro de 20071 2 .
Os angolanos votaram pela primeira vez, desde 1992, para escolher, entre 14 formações políticas, o seu segundo parlamento desde que se tornou independente de Portugal, em 1975. Para isso a União Africana foi convidada a enviar observadores para o processo de votação e apuração dos votos. A União Europeia mandou uma equipa de 90 observadores.3
Concorreram às legislativas em Angola 10 partidos políticos e quatro coligações. Estavam registados 8,3 milhões de eleitores para eleger os 220 deputados à Assembleia Nacional e o novo Governo.4 5 Os partidos PDA, PSD, PREA (entre dezenas de outros partidos) não reuniram as pré-condições exigidas pela Comissão Nacional Eleitoral.
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Recenseamento [editar]
O registo de eleitores deveria ter tido lugar entre o final de 2006 e o ano de 2007. Originalmente, estava programado para acontecer em 1997, mas foi adiado numerosas vezes devido a problemas organizacionais e logísticos.6 7 . No início de Agosto de 2007, um mês antes do final do período de registo, mais de sete milhões de eleitores já haviam se recenseado para as eleições.8 . Mais de oito milhões estavam recenseados em Agosto de 2008.4
Acusação de intimidação [editar]
A oposição acusou o partido no poder há cerca de 30 anos de atacar uma delegação que fazia campanha na cidade de Londuimbali, na região central do país9 .
Em comunicado, a UNITA afirmou que o MPLA, no poder, realizou um "ataque violento com mais de 100 agressores munidos de pedras e paus" a uma delegação que fazia campanha da oposição na Província de Huambo.
Pedido de reorganização [editar]
O principal partido da oposição no país, União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), por meio do seu presidente Isaias Samakuva pediu a repetição das eleições legislativas no país no prazo de oito dias devido aos atrasos que marcaram o pleito realizado no dia 5, descrita pelo líder da oposição como "um desastre", com inúmeros atrasos por todo o país. Além disso, foi pedido à comissão a realização de um novo pleito. Os observadores da União Europeia reclamaram, também, da desorganização na votação, na qual o partido da situação, MPLA, esperava estender o seu governo de mais de três décadas10 .
Resultados 11 [editar]
A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) divulgou em 10 de setembro os últimos resultados parciais das legislativas angolanas, os quais confirmam a vitória do governista Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) com 81,76% dos votos emitidos.
Segundo a CNE, o MPLA recebeu 4.520.453 votos, contra 572.523 da União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita), que correspondem a 10,36% e colocam o principal partido opositor em segundo lugar na preferência do eleitorado angolano.
Em terceiro lugar ficou o Partido de Renovação Social (PRS), com 173.546 votos, que representam 3,14% do total.
Referências
- ↑ "L'Angola fixe aux 5 et 6 septembre 2008 les élections législatives", AFP (Jeuneafrique.com), 27 December 2007 (em francês).
- ↑ "Angolan leader sets election date", BBC News, 28 December 2007.
- ↑ "EU deploys observer mission for Angola poll", AFP (EUbusiness.com), 1 de Agosto de 2008. (em inglês)
- ↑ a b Candido Mendes, "Doubt arise as campaigning begin in Angola", Sapa-AFP (IOL), 4 de Agosto de 2008. (em inglês)
- ↑ Angola/Eleições: Eleitores ainda votavam após as 18:00, destacam "civismo"
- ↑ All Africa.com (em inglês)
- ↑ All Africa.com (em inglês)
- ↑ "Seven million Angolans registered for 2008 general elections", Xinhua (People's Daily Online), 6 de Agosto de 2007. (em inglês)
- ↑ Oposição diz ser alvo de intimidação pré-eleitoral em Angola
- ↑ Líder da oposição em Angola pede novas eleições
- ↑ Partido governista vence eleições legislativas em Angola