Eleições legislativas portuguesas de 2005

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Portugal
Coat of arms of Portugal.svg

Este artigo é parte da série:
Política e governo de
Portugal



Outros países · Atlas

As eleições legislativas portuguesas de 2005 realizaram-se a 20 de Fevereiro de 2005, e delas resultaram a vitória da maioria do Partido Socialista, liderado por José Sócrates, o que levou à formação do XVII Governo Constitucional de Portugal.

Índice

[editar] Contexto económico

As eleições realizaram-se no contexto de uma conjuntura económica difícil. Foram frequentemente apontadas as necessidades de várias reformas, incluindo as seguintes:

  1. A redução do peso do aparelho do Estado no PIB, uma situação que dificulta o cumprimento dos limites impostos por Bruxelas quanto ao défice.
  2. A elevada evasão fiscal
  3. A crescente fuga de capitais externos do país, motivada pela procura de países com mão-de-obra mais barata e mais qualificada.

[editar] Resultados

Resultados nacionais apurados pela Comissão Nacional de Eleições.[1]

Resumo das Eleições Legislativas Portuguesas de 2005
Partido Votos Votos (%) Votos (±) Assentos Assentos (%) Assentos (±)
  Partido Socialista 2 588 312
 
45,03%
+7,24% 121 52,61% +25
  Partido Social Democrata 1 653 425
 
28,77%
-11,44% 75 32,61% -30
  Coligação Democrática Unitária(a) 433 369
 
7,54%
+0,6% 14 6,09% +2
  Partido Popular 416 415
 
7,24%
-1,48% 12 5,22% -2
  Bloco de Esquerda 364 971
 
6,35%
+3,61% 8 3,48% +5
  PCTP/MRPP 48 186
 
0,84%
+0,18% 0 0% 0
  Nova Democracia 40 358
 
0,7%
+0,7% 0 0% 0
  Partido Humanista 17 056
 
0,3%
+0,09% 0 0% 0
  Partido Nacional Renovador 9 374
 
0,16%
+0,07% 0 0% 0
  Partido Operário de Unidade Socialista 5 535
 
0,1%
+0,02% 0 0% 0
  Partido Democrático do Atlântico 1 681
 
0,03%
+0,03% 0 0% 0
Totais 5 578 682   230  
Votos em Branco 103 537 1,8% +0,79%  
Votos Nulos 65 515 1,14% +0,18%  
Participação 5 747 734 64,26% +2,78%  
↑ (a)  Partido Comunista Português (12 deputados) e "Os Verdes" (2 deputados) concorreram em coligação
Fonte: Comissão Nacional de Eleições, Assembleia da República - Resultados Eleitorais

[editar] Análise dos resultados

Gráfico representativo do número de deputados na Assembleia da República (em inglês).
Gráfico com as perdas e ganhos de lugares de deputados na Assembleia da República (em inglês).

Comparando os resultados com os de 2002, o PS cresceu (e de forma significativa) graças aos votos do eleitorado do centro (que vagueia entre o PS e o PSD) e uma parte significativa dos portugueses que normalmente se abstêm de votar e que, desta vez, optaram por ir à urnas para penalizar o PSD.

Deste modo, o crescimento do PS não surgiu às custas do eleitorado à sua esquerda, que apresentou uma subida, nomeadamente a CDU, que inverteu a tendência de perda de votos e mandatos que já existia há cerca de 20 anos, e o Bloco de Esquerda, uma formação política que surgiu em 1999 pela "fusão" da UDP, PSR e outros partidos de extrema esquerda, e que nestas eleições quase triplicou o número de mandatos (tinha 3). O Bloco tem uma presença forte nos grandes centros urbanos e na população mais jovem.

Deste modo, os grandes derrotados são os partidos que estavam no governo. O PSD, sem dúvida o maior derrotado, e o PP, principalmente por ter elevado demasiadamente a fasquia. Os seus objectivos (obter mais votos e lugares que a soma do PCP e do BE, 10%, manter a posição de 3º partido, impedir uma maioria absoluta do PS, ...) não foram alcançados, o que levou Paulo Portas a apresentar a demissão. Pedro Santana Lopes anunciou a realização de um congresso extraordinário e anunciou que não voltaria a ser candidato à liderança do partido.

[editar] Partidos não representados na assembleia

Relativamente aos partidos que não têm representação na Assembleia da República, o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP), marxista-leninista-maoista e do conhecido advogado perito em legislação laboral, Garcia Pereira, mantém-se como o maior dos mais pequenos.

A Nova Democracia (PND) é um partido conservador liberal que está no espaço do CDS e surgiu com base na imagem do seu líder, Manuel Monteiro, ex-presidente do CDS-PP. Recebeu 40221 votos.

O Partido Humanista (PH) é um partido de esquerda que baseia o seu discurso no princípio da política dever servir os homens e não os interesses económicos. Recebeu 16870 votos.

O Partido Nacional Renovador (PNR) representa a extrema direita portuguesa. Obteve 9401 votos.

O Partido Operário de Unidade Socialista (POUS), de Carmelinda Pereira é trotskista e praticamente só tem expressão quando se realizam eleições.

O Partido Democrático do Atlântico (PDA) é um partido que se baseia nos Açores. Teve 1640 votos.

[editar] Ver também

Notas e referências

  1. Resultados Nacionais. Comissão Nacional de Eleições. Página visitada em 7 de maio de 2010.

[editar] Ligações Externas

Ferramentas pessoais
Espaços nominais

Variantes
Ações
Navegação
Colaboração
Imprimir/exportar
Ferramentas
Noutras línguas