Eleições parlamentares europeias de 2009 (Itália)

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As eleições parlamentares europeias de 2009 na Itália foram realizadas nos dias 6 e 7 de junho para escolher os 72 deputados para representar o país no Parlamento Europeu. Nos mesmos dias, foram escolhidos os prefeitos e governadores das províncias do país. As urnas foram abertas às 15h locais e fechadas às 22h do dia 6, voltando a abrir no dia seguinte. É incomum ocorrerem eleições na Itália aos sábados e domingos, geralmente elas ocorrem aos domingos e segundas.

Projeções[editar | editar código-fonte]

O Povo da Liberdade (PdL), partido do primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, despontava como favorito no pleito. Segundo as pesquisas, o PDL iria obter cerca de 40% dos votos, o que o lhe daria uma grande vitória. Berlusconi afirmou que esperava conseguir entre 40% e 45% dos votos, algo que, segundo ele, faria com que seu partido fosse o de maior peso de todo o Parlamento, sendo capaz de nomear o próximo presidente da câmara europeia. Entretanto, o PdL obteve apenas 35,2% dos votos. O governista Liga Norte de Umberto Bossi, aliado de Berlusconi, obteve cinco cadeiras a mais do que nas últimas eleições.

Os levantamentos davam ao principal partido de oposição, o Partido Democrático (PD), um resultado discreto na votação, com uma porcentagem abaixo dos 25%. O partido obteve 26,1% dos votos, aumentando em três cadeiras a sua bancada no Parlamento Europeu. O também oposicionista Itália de Valores (IdV) do ex-procurador Antonio di Pietro obteve um notável crescimento no pleito, aumentando em seis cadeiras a sua bancada no Parlamento Europeu.

O primeiro-ministro Berlusconi dominou toda a campanha eleitoral no país, que se viu abalada pela publicação no jornal espanhol El País de várias fotos que mostram hóspedes da mansão do governante na ilha da Sardenha completamente nus ou com pouca roupa. O ex-primeiro-ministro tcheco Mirek Topolánek reconheceu que também aparece nas fotos, mas declarou que se trata de uma montagem feita por computador.

Resultados[editar | editar código-fonte]

Partido Votos % Assentos Assentos
em 2009[1]
+/–
Povo da Liberdade (incluindo a UDEUR) 10.807.327 35,26 29 26[2] +3
Partido Democrático 8.007.854 26,13 21 18 +3
Lega Nord 3.126.915 10,20 9 4 +5
Itália de Valores 2.452.569 8,00 7 1 +6
União do Centro 1.996.901 6,51 5 4[3] +1
Lista Anticapitalista (PRC, PdCI, entre outros) 1.038.247 3,38 3[4] –3
Esquerda e Liberdade (Verdes, PS, MpS e SD) 958.458 3,12 14[5] –14
Lista Bonino-Pannella 743.273 2,42 2[6] –2
Pólo da Autonomia (A Direita, MPa, PP e AdC) 682.046 2,22 3[7] –3
Chama Tricolor 244.982 0,79 - 1 –1
Partido Comunista dos Trabalhadores 166.317 0,54 - - =
Força Nova 146.619 0,47 1 –1
Partido Popular Sul-Tirolês (aliado ao PD) 143.027 0,46 1 1 =
Liberal Democratas (incluindo MAIE) 71.218 0,23 =
União Valdotaniana (aliada ao PdL) 32.926 0,10 =
Renovação Valdotaniana (aliada ao IdV) 27.086 0,08 =
Total 32.747.722 100,0 72 78 –6

Fonte: Ministério do Interior

Bancada do governo italiano no Parlamento Europeu (38 deputados)
Bancada italiana de oposição no Parlamento Europeu (34 deputados)

Referências

  1. Assentos ao fim do mandato 2004-2009.
  2. Fim do mandato: Forza Italia (18) e Aliança Nacional (8).
  3. Fim do mandato: União dos Democratas-Cristãos e Democratas de Centro (2), Veneto para o PPE (1) e um independente.
  4. Fim do mandato: Partido da Refundação Comunista (2) e Partido dos Comunistas Italianos (1).
  5. Fim do mandato: Partido Socialista (4), Esquerda Democrática (4), Verdes (2), Movimento para a Esquerda (2), Unir a Esquerda (1) e um independente.
  6. Fim do mandato: Lista Bonino (2).
  7. Fim do Mandato: A Direita (1), Movimento pela Autonomia (1) e Partido dos Pensionistas (1).

Fontes[editar | editar código-fonte]