Eleições presidenciais no Brasil

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Este artigo lista as eleições presidenciais ocorridas no Brasil desde a instauração do regime republicano.

Índice

[editar] República Velha

O periodo compreendido entre 1889 e 1930 é denominado de República Velha, oligárquica, ou simplesmente de Primeira República. É caracterizada pela baixa participação popular, somente 3 a 6% da população, masculina somente, é quem vota. É dominada por partidos estaduais, com o predomínio dos Partidos Republicanos Paulista (PRP) e Mineiro (PRM). As eleições para Presidente e Vice-Presidente são feitas separadamente, e em poucas ocasiões as eleições são competitivas e representam divergências entre situacionismos estaduais.

[editar] 1891

(indireta) 25 de fevereiro para presidente

branco - 2 votos

para vice-presidente

[editar] 1894

1º de março para presidente:

  • outras fontes dão números diversos: Prudente teria 276.583 votos (88,5%), e Afonso Pena teria 35.972 (11,5%).

para vice-presidente:

[editar] 1898

1º de março

para presidente:

para vice-presidente:

[editar] 1902

1º de março

para presidente:

para vice-presidente:

  • Devido à morte de Silviano Brandão, em 18 de Novembro de 1903, houve novas eleições para vice-presidente, tendo sido eleito Afonso Pena (PRM) com 652.247 votos.

[editar] 1906

1º de março

para presidente:

para vice-presidente:

[editar] 1910

1º de março para presidente:

para vice-presidente:

[editar] 1914

1 de março para presidente (*):

para vice-presidente:

(*) a chapa encabeçada por Rui Barbosa, mesmo não registrada, obteve cerca de 47 mil votos, por protesto.

[editar] 1918

1 de março para presidente:

para vice-presidente:

(*) Rodrigues Alves não tomou posse como presidente, pois morreu em 1919, vitimado pela gripe espanhola.

[editar] 1919

12 de abril para presidente:

para vice-presidente (**):

(**) eleição realizada em 6 de setembro de 1920 com o falecimento de Delfim Moreira, vice eleito em 1918.

[editar] 1922

1º de março para presidente:

para vice-presidente:

20 de julho de 1922 para vice-presidente

(*) Eleição suplementar realizada pelo falecimento de Urbano Santos, o vice eleito.

[editar] 1926

1 de março para presidente:

para vice-presidente:

[editar] 1930

1 de março para presidente:

  • Júlio Prestes (PRP) (eleito, não assumiu devido à Revolução de 30): 1.091.709 votos (59,51%)
  • Getúlio Vargas (Aliança Liberal: PRM + PD paulista + PRR + Partido Libertador Gaúcho + PR paraibano): 742.794 votos (40,49%)

para vice-presidente:

[editar] Era Vargas

A eleição de 1934, se deu pela Assembléia Nacional Constituinte, na conclusão dos seus trabalhos. A eleição de 1938 não chegou a ocorrer, em virtude do golpe de 10 de novembro de 1937, que implantou o Estado Novo, e durou até 1945, com a deposição de Vargas.

[editar] 1934

(indireta) 17 de julho

[editar] República Nova

Na redemocratização após a ditadura Vargas, estas eleições foram realizadas conjuntamente com as da Assembléia Constituinte ou sob a Constituição de 1946, a primeira elaborada democraticamente no Brasil a vigorar por um tempo significativo (quatro mandatos presidenciais). As eleições eram diretas e secretas, para presidente e para vice-presidente da República, separadamente, e na mesma data.

[editar] 1945

2 de dezembro

para presidente:

(*) o PRP que apoiou Eduardo Gomes é o Partido Republicano Progressista, de Ademar de Barros, depois renomeado PSP, em 1947.

19 de setembro de 1946

para vice-presidente:

  • obs: o cargo de vice-presidente foi criado pela Constituição de 18/09/1946. A eleição foi pelo Congresso Nacional.

[editar] 1950

3 de outubro para presidente:

para vice-presidente:

[editar] 1955

3 de outubro para presidente:

para vice-presidente:

[editar] 1960

3 de outubro para presidente:

para vice-presidente:

(*) O candidato Jânio Quadros concorreu pelo Partido Trabalhista Nacional coligado ao Partido Democrata Cristão (PDC), e com o apoio da União Democrática Nacional (UDN), não o contrário, como costumeiramente se acredita.

[editar] Regime Militar

As eleições, no período do regime militar foram realizadas pelo Congresso Nacional, dominado pela ARENA (Aliança Renovadora Nacional), no bipartidarismo (o MDB - Movimento Democrático Brasileiro, permaneceu oposicionista em todo o período), ou por um Colégio Eleitoral, a partir de 1974, formado pelos membros do Congresso Nacional, e delegados das Assembléias Legislativas. A partir de 1966, o vice-presidente foi eleito em chapa conjunta com o candidato a presidente.

[editar] 1964

(indireta) 11 de abril

para presidente:

abstenções - 72 (15,2%) não compareceram - 37 (7,8%)

para vice-presidente:

[editar] 1966

(indireta) 3 de outubro

abstenções - 41 não compareceram - 136

[editar] 1969

(indireta)

22 de outubro

abstenções - 76 não compareceram - 09

[editar] 1974

(indireta)

15 de janeiro

branco - 21 votos abstenções - 06

[editar] 1978

(indireta) 15 de outubro


[editar] Nova República

A última eleição ainda realizada pelo Colégio Eleitoral. Graças a uma Emenda Constitucional, e decisão do Tribunal Superior Eleitoral, acabou a fidelidade partidária, permitindo o aparecimento de uma dissidência no partido governista, o PDS, denominada "Frente Liberal", ocasionando a vitória do PMDB e da Frente oposicionista ) denominada "Aliança Democrática", que ainda obteve o apoio majoritário em outros dois partidos oposicionistas representados no parlamento: o PTB e o PDT. Parte dos parlamentares do PT apoiaram Tancredo Neves e foram expulsos. A maioria dos petistas absteve-se.

[editar] 1985

(indireta) 15 de janeiro

abstenções - 17 não compareceram - 09

Com o restabelecimento da democracia, e a promulgação da Constituição de 1988, as eleições são diretas, e realizadas em dois turnos, caso nenhum dos candidatos não tenha a maioria absoluta dos votos válidos. O vice-presidente é eleito em chapa conjunta com o candidato a presidente, podendo ser de legendas partidárias diversas.

[editar] 1989

[editar] Primeiro turno

15 de novembro de 1989

Candidatura anulada

[editar] Segundo turno

17 de dezembro de 1989

[editar] 1994

2 de outubro de 1994

Candidatura anulada

[editar] 1998

4 de outubro de 1998

[editar] 2002

[editar] Primeiro turno

6 de outubro de 2002

(*) Como nenhum candidato recebeu metade dos votos mais um, realiza-se o segundo turno.

[editar] Segundo turno

27 de outubro de 2002

[editar] 2006

Ver artigo principal: Eleições brasileiras de 2006

[editar] Primeiro turno

1 de outubro de 2006

39.968.369 votos (41,64%)

(*) Rui Costa Pimenta, candidato do PCO, teve a sua candidatura impugnada por não ter apresentado a prestação de contas relativa à eleição de 2002. Seus votos foram considerados nulos. [1]

[editar] Segundo turno

29 de outubro de 2006

58.295.042 votos (60,83%)

37.543.178 votos (39,17%)


[editar] Ligações externas

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