Eleições presidenciais no Quirguistão em 2009

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As eleições presidenciais quirguizes de 2009 foram realizadas em 23 de julho. Seis candidatos concorreram ao cargo de chefe de Estado do país.

O pleito e resultados[editar | editar código-fonte]

Mais de 500 observadores internacionais supervisionaram a jornada eleitoral e a apuração, que começou imediatamente após o fechamento das urnas, as 20h locais. As autoridades quirguizes proibiram as manifestações após o fechamento dos postos de votação. Além disso, o Governo mobilizou milhares de soldados na capital, Bisqueque, a fim de dissipar eventuais protestos. A participação ficou na casa dos 79,38% dos cerca de 2,9 milhões de eleitores do país.

O presidente, Kurmanbek Bakiyev, foi reeleito por uma maioria arrasadora, segundo os dados preliminares oferecidos hoje pelas autoridades eleitorais dessa ex-república soviética na Ásia Central, em resultados que a oposição não reconhece e denuncia como fraudulentos.

O presidente, Kurmanbek Bakiyev, foi reeleito com 76,43% dos votos "A favor de Kurmanbek Bakiyev votaram mais de 1.700.000 eleitores". O principal adversário de Bakiyev, o ex-primeiro-ministro e líder do Movimento Popular Unido, Almazbek Atambayev, obteve 8,39% dos votos.

Acusações de fraude[editar | editar código-fonte]

"As eleições presidenciais transcorreram em um clima bastante tranquilo e amistoso", disse Lisovski. A oposição quirguiz não reconheceu os resultados do pleito e convocou manifestações de protesto, com a intenção de reivindicar uma nova eleição. Em plena votação, dois dos seis candidatos, Atambayev e o independente Zhenishbek Nazaraliev, anunciaram que se retiravam da disputa por considerar o pleito fraudulento. A única mulher que participava da disputa pela Presidência, Toktaiym Umetalieva, também expressou sua inconformidade com os resultados parciais anunciados pela CEC.. A Comissão Eleitoral Central (CEC) tachou de "ilegal" a renúncia dos dois candidatos durante a votação, pois a lei eleitoral permite retirar a candidatura só até três dias antes do pleito. Um relatório preliminar da missão de observadores da Assembleia Parlamentar da Organização para a Cooperação e Segurança na Europa (OSCE) e do Escritório para o Desenvolvimento de Instituições Democráticas (ODIHR) indicou que as eleições não cumpriram os padrões do organismo. Já os observadores da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) declararam que as eleições foram "livres e transparentes" e que durante sua realização "foram observados os direitos e liberdades constitucionais dos cidadãos".

Fontes[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]