Elevação biológica

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Elevação biológica é o conceito, comum na ficção científica, de que uma espécie sentiente pode utilizar uma espécie não-sentiente e, através de técnicas de evolução forçada ou engenharia genética, dotá-la de inteligência.[1]

Uma das obras de ficção científica que tratou deste tema foi O Planeta dos Macacos. Nesta série, macacos antropoides foram elevados e passaram a ter inteligência comparável à humana.[2] De acordo com David Brin, os vários exemplos de elevação na ficção científica - O Planeta dos Macacos de Pierre Boulle ou The Food of the Gods e The Island of Dr. Moreau de H. G. Wells - tratavam a elevação como uma obra de algum cientista louco, cujas criaturas eram oprimidas e tratadas como escravas; em sua série Elevação, o programa é realizado com boas intensões, com o objetivo de tornar as criaturas nossas companheiras, pessoas interessantes e, de certa forma, até mesmo melhor que nós.[3]

De certa forma, a elevação de não-humanos pode ser comparada, eticamente, à elevação cultural, o fenômeno que ocorre quando uma civilização tecnologicamente mais avançada encontra uma civilização mais primitiva.[4] A questão é controversa: assim como Kyle Munkittrik e George Dvorsky são favoráveis a este procedimento, Paul Raven e Dale Carrico são contrários.[2]

Referências

  1. David Brin, David Brin's Uplift Universe, What is Uplift? [em linha]
  2. a b Alex Knapp, Forbes, Is It Ethical to Make Animals As Smart As People? [em linha]
  3. David Brin, Questions frequently asked -- about WRITING, SCIENCE FICTION, & the FUTURE [em linha]
  4. George Dvorsky, Journal of Evolution and Technology - Vol. 18 Issue 1 – May 2008 – pgs 129-142, All Together Now: Developmental and ethical considerations for biologically uplifting nonhuman animals [em linha]