Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 1994

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Um total de 147 times se inscreveram para as Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 1994, competindo por um total de 24 vagas na fase final. Os Flag of the United States.svg Estados Unidos, como país-sede, e a Bandeira da Alemanha Alemanha, como defensores do título, se classificaram automaticamente, deixando 22 vagas.

As 24 vagas disponíveis na Copa do Mundo de 1994 seriam distribuídas entre as zonas continentais da seguinte maneira:

  • Europa (UEFA): 13 vagas, 1 delas iria à Alemanha, que se classificou automaticamente, enquanto as outras 12 vagas foram disputadas por 38 times (incluindo Israel).
  • América do Sul (CONMEBOL): "3 vagas e meio", a última vaga seria disputada entre o quarto colocado da CONMEBOL e o vencedor da Oceania ou da CONCACAF.
  • América do Norte, América Central e Caribe (CONCACAF): 2.25 vagas, 1 delas iria aos Estados Unidos, que era o país-sede. A outra vaga seria disputada em uma repescagem entre um representante da CONCACAF e um representante da CONMEBOL ou da OFC.
  • África (CAF): 3 vagas disputadas entre 40 times.
  • Ásia (AFC): 2 vagas, disputadas por 30 times.
  • Oceania (OFC): 0,25 vaga, disputada por sete times. O vencedor enfrentaria um representante da CONMEBOL.

Um total de 130 times jogaram pelo menos uma partida das Eliminatórias. Um total de 497 partidas foram disputadas com 1446 gols marcados (uma média de 2,91 por jogo).

Abaixo estão os países classificados nas eliminatórias e na repescagem.

Europa[editar | editar código-fonte]

  • Grupo 1: Itália e Suíça.
  • Grupo 2: Noruega e Holanda.
  • Grupo 3: Espanha e Irlanda.
  • Grupo 4: Romênia e Bélgica.
  • Grupo 5: Grécia e Rússia.
  • Grupo 6: Suécia e Bulgária.
  • Portugal, Dinamarca, França, Inglaterra e Tchecoslováquia não se classificaram. A Iugoslávia estava suspensa de competições internacionais em virtude da guerra, e não disputou as eliminatórias.

Itálico: A Tchecoslováquia se dissolveu em 1993, mas a equipe ainda disputava as eliminatórias. A seleção tcheco-eslovaca se dissolveu definitivamente no fim do torneio.

América do Sul[editar | editar código-fonte]

  • Grupo 1: Colômbia.
  • Grupo 2: Brasil e Bolívia.
  • Na repescagem: Argentina.

O Chile foi impedido de disputar as eliminatórias da Copa de 1994 em virtude de Roberto Rojas fingir que fora atingido por um sinalizador em 1989.

Concacaf[editar | editar código-fonte]

  • México (classificado).
  • Canadá (perdeu na repescagem).

África[editar | editar código-fonte]

  • Grupo 1: Nigéria.
  • Grupo 2: Marrocos.
  • Grupo 3: Camarões.
  • Zâmbia, Egito, Costa do Marfim, Gana e Zimbábue ficaram fora da fase final.

Ásia[editar | editar código-fonte]

  • Coréia do Sul e Arábia Saudita (classificadas).

O Japão perdeu a vaga no final, e viu sauditas e sul-coreanos pegarem uma vaga certa para os nipônicos.

Oceania[editar | editar código-fonte]

  • Austrália (perdeu na repescagem).

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Tragédia no ar[editar | editar código-fonte]

Boa parte da seleção da Zâmbia morreu em um acidente de avião no Gabão, quando iam para um jogo qualificador contra o Senegal. O país tinha praticamente que construir uma nova equipe a partir do zero, mas esse novo time foi o adversário dos próprios zambianos, que não se classificaram para o mundial por um ponto. Kalusha Bwalya foi o único sobrevivente, em virtude dele estar na Holanda, e não viajou para o Senegal.

Gol mais rápido das Eliminatórias[editar | editar código-fonte]

Davide Gualtieri, de San Marino, marcou o gol mais rápido em uma eliminatória de copa: abriu o placar contra a poderosa Inglaterra depois de apenas 8,3 segundos, embora o English team ganhasse o jogo por 7 a 1. Apesar da goleada, a Inglaterra perdeu a vaga para a Holanda por um pontinho.

Bulgária x França: herois e vilões[editar | editar código-fonte]

Emil Kostadinov foi o herói da Bulgária no jogo contra a França nos últimos segundos do jogo, em novembro de 1993. A partida correu no Parc des Princes, em Paris. Os búlgaros já haviam se classificado para a fase final, e a Seleção da França foi fortemente criticada pela perda de uma vaga garantida. O principal alvo das críticas foi o meio-campista David Ginola. Os Bleus, com mais dois jogos, ainda tiveram a oportunidade de superar Israel ou obter um ponto contra a Bulgária para garantir a sua qualificação, mas perdeu os dois jogos.

O drama do Japão em Doha[editar | editar código-fonte]

O Japão também tinha uma grande oportunidade de atuar em uma Copa pela primeira vez em sua história caso vencesse o Iraque em seu último jogo, o que faria a Coréia do Sul ser eliminada do Mundial. Entretanto, com um gol no último minuto, os Samurais Azuis perderam essa chance, colocando os sul-coreanos e a Arábia Saudita (então estreante em Copas) entre os classificados. No Japão, este episódio é chamado de "Agonia de Doha".

Chile fora das Eliminatórias[editar | editar código-fonte]

Houve apenas nove participantes nas eliminatórias sul-americanas, pois o Chile não poderia participar da qualificação em virtude do incidente protagonizado pelo goleiro Roberto Rojas em 1989.