Elipse (figura de estilo)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Elipse é a supressão de uma palavra facilmente subentendida. Consiste da omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto ou por elementos gramaticais presentes na frase com a intenção de tornar o texto mais conciso e elegante.
Índice |
Exemplos [editar]
- "No mar, tanta tormenta e tanto dano." (em "Os Lusíadas" de Camões) - onde se omite o verbo "haver", ainda que seja óbvia a intenção do autor.
- "Na sala, apenas quatro ou cinco convidados" (Machado de Assis).
- Quanta maldade na Terra. (Quanta maldade há na Terra).
- Na oralidade, quando alguém serve chá pode perguntar "com ou sem açúcar?" - ainda que a frase não explicite que se está a referir ao chá, o próprio contexto serve para esclarecer o seu sentido.
- "Risco de vida" expressão comumente usada para se referir ao "risco de perder a vida".
Zeugma [editar]
Zeugma é uma forma particular de elipse em que a expressão subentendida já foi mencionada anteriormente:
- "O colégio compareceu fardado; a diretoria, de casaca." (R. Pompéia).
- João estava com pressa. Preferiu não entrar. (Ele, João, preferiu não entrar).
Elipse narrativa [editar]
Em narrativa, elipse é a exclusão, pelo narrador, de determinados acontecimentos diegéticos, dando origem a vazios narrativos, mais ou menos extensos. A elipse é um processo fundamental da técnica narrativa, pois nenhum narrador pode relatar com estrita fidelidade todos os pormenores da diegese.