Elisa Alicia Lynch

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Wikitext.svg
Esta página ou seção precisa ser wikificada (desde julho de 2012).
Por favor ajude a formatar esta página de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo.
Elisa Alícia Lynch
Elisa Alícia Lynch
Primeira-dama do Paraguai Paraguai
Período 1862
até 1 de março de 1870
Vida
Nascimento 3 de junho de 1835
Charleville, Irlanda República da Irlanda
Morte 27 de julho de 1886 (51 anos)
Paris, França França
Dados pessoais
Primeiro-cavalheiro Solano Lopez (antes: Xavier Quatrefages)
Profissão Enfermeira, Atriz

Elisa Lynch, originalmente Elisabet Alícia Lynch (Charleville, 3 de junho de 1835 - Paris, 27 de julho de 1886), foi a primeira-dama (não-oficial) do Paraguai, mais conhecida como Elisa Alicia Lynch. Irlandesa de nascimento, filha do médico John Lynch e de Jane Lloyd[1] .

Sobre Elisa pairam dúvidas e contradições. Provavelmente exercia as atividades de meretriz na cidade de Paris, França, onde foi convocada por Solano López para uma noite de favores sexuais que acabou se transformando numa tórrida paixão. Este decidiu trazê-la consigo para o Paraguai, onde, segundo ele, ela se tornaria a Imperatriz da América Latina. Forte apoiadora das estratégias de guerra, insistia na posição do Paraguai contra a Tríplice Aliança. Fontes, contrárias a ela, fundamentam que todos os saques contendo luxuosidades ficasse em seu poder. Outras fontes sugerem que Elisa era implacável com os inimigos.

No Paraguai há um sentimento popular que Elisa foi uma mulher bondosa e que fazia ações de caridade ajudando vítimas da controversa Guerra do Paraguai. Fontes asseguram que ainda teve fôlego para cavar a sepultura do marido após ele ser morto em ataque sofrido na etapa final da Guerra do Paraguai e também de um filho morto na mesma ocasião[2] .

Após a guerra, o governo imposto pelos vencedores expulsou-a para França, onde viveu usufruindo das riquezas do país arrasado que trouxe consigo e faleceu em 25 de julho de 1886. É considerada como heroína nacional da cultura paraguaia.

Em julho de 1961, por ocasião das festividades do aniversário de Elisa, o governo do Paraguai, por determinação do ditador-presidente Alfredo Stroessner trouxe clandestinamente (foram exumados na calada da noite do cemitério Père Lachaise, em Paris) os restos mortais de Lynch e os depositaram no cemitério do museu histórico do Ministério da Defesa, na capital paraguaia, em uma majestosa urna de bronze, pois a igreja católica protestara, à época, que como Elisa e López nunca foram casados, não poderiam descansar lado a lado no mausoléu construído para o ditador que condenou o Paraguai à ruína.

Livro[editar | editar código-fonte]

Mausoléu de Eliza Alicia Lynch no Cemitério Recoleta em Asunção

Escreveu e publicou um livro: Exposição e protesto que faz Elisa Lynch, publicado em Buenos Aires em 1875, reivindicando flexibilidade da condição de exilada e por justiça com os bens retidos pelo governo dos "vencedores" da Guerra do Paraguai.

Filhos[editar | editar código-fonte]

  • Juan Francisco "Panchito" (1855-1870)
  • Corina (1856-1857]])
  • Enrique (1858-1917)
  • Federico (1860-1904)
  • Carlos (1861-1924)
  • Leopoldo (1862-1870?)
  • Miguel Marcial (1866)

Biografos de Elisa Lynch[editar | editar código-fonte]

Desde o fim da Guerra do Paraguai muitos escritores e escritoras mundo afora tem escolhido municiar a vida de Elisa Lynch. Entre muitos podemos citar: Josefina Plá, Fernando Baptista, William E. Barret, Héctor Pedro Blomberg, Carlos R. Centurion, Hector Francisco Decoud, Halle Van, Hélio Leoncio Martins, Siân Rees, Lily Tuck, Héctor Florencio Varela, Georges Fourniarol, Rúben Bareiro Saguier.

Referências

  1. BAPTISTA, Fernando. Elisa Lynch: mulher do mundo e da guerra. São Paulo: civilização brasileira. 1986.
  2. LILLIS, Michael; FANNING, Ronan. Calúnia - Elisa Lynch e a Guerra do Paraguai. São Paulo; editora terceiro nome.2009.
  • BARRET, William E. Uma amazona: la vida de Elisa Lynch y Francisco Solano López. Buenos Aires: Compañía editora del Plata, 1940.
  • BLOMBERG, Hector Pedro. La dama del Paraguay. Buenos Aires: Editora Inter-americana, 1942.
  • BAPTISTA, Fernando. Elisa Lynch: mulher do mundo e da guerra. São Paulo: civilização brasileira. 1986.
  • CENTURION, Carlos R. La mujer paraguaya a traves de la historia. Asunción: Imp. Ariel, 1939.
  • DECOUD, Hector Francisco. Elisa Lynch de Quatrefages. Buenos aires: Casa Editora Librería Cervantes, 1939.
  • FOURNIAROL, Georges; SAGUIER, Rubén Bareiro. Elisa Alicia Lynch: guerrera contra los ingleses y la Triple Allianza. Asunción: Serví libro, 2008.
  • LILLIS, Michael; FANNING, Ronan. Calúnia - Elisa Lynch e a Guerra do Paraguai. São Paulo; editora terceiro nome.2009. ISBN 9788578160449.
  • MARTINS, Hélio Leôncio. Gloriosas amantes. Rio de Janeiro; do autor, 2005.
  • PLÁ, Josefina. La Gran Infortunada. Asunción: Críterio ediciones, 2007.
  • REES, Siân. The shadows of Elisa Lynch: how a nineteenth century Irish courtesan became the most powerful woman in Paraguay. London: review, 2003.
  • TUCK, Lily. The news from Paraguay: a novel. New York: Harper Collins, 2004.
  • VAN, Halle. Lopez, viagem ao Paraguay: episódio da vida intima do ex-ditador e de sua favorita Elisa Lynch. Rio de Janeiro: Typografia Americana, 1870.
  • VARELA, Héctor Florêncio. Elisa Lynch. Rio de Janeiro/Buenos Aires: Editorial Tor, 1933.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]