Eliseo Salazar

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Eliseo Salazar
Eliseo Salazar (1).jpg
Nome completo Eliseo Salazar Valenzuela
Nacionalidade    Chile Chileno
Data de nascimento 14 de Novembro de 1954 (60 anos)
Registros na Fórmula 1
Anos 1981-1983
Times 4 (March, Ensign, ATS e RAM)
Campeonatos 0 (18º em 1981)
Pontos 3
Voltas mais rápidas 0
Primeiro GP Estados Unidos GP dos EUA-Oeste, 1981
(não-classificado)
Último GP Bélgica GP da Bélgica, 1983
(não-classificado)
GPs Poles Pódios Vitórias
37 (24 largadas) 0 0 0
Registros na IndyCar Series
Anos 1996-2002
Times 4 (Scandia, R & S Cars, Nienhouse e Foyt)
Campeonatos 0 (4º em 2000)
Pontos 1109
Voltas mais rápidas 0
Primeira corrida Estados Unidos GP da Walt Disney, 1996
(não-classificado)
Última corrida Estados Unidos GP do Texas (corrida 2), 2002
GPs Poles Pódios Vitórias
57 (54 largadas) 0 4 1
Registros na CART/Champ Car
Anos 1995-1996
Times 1 ([Dick Simon Racing]])
Campeonatos 0 (21º em 1995)
Pontos 21
Voltas mais rápidas 0
Primeira corrida Estados Unidos GP de Miami, 1995
Última corrida Estados Unidos GP de Mid-Ohio, 1996
GPs Poles Pódios Vitórias
21 (20 largadas) 0 0 0
Registros nas 24 Horas de Le Mans
Anos 1989-1990
Times 1 (Tom Walkinshaw Racing)
Melhor colocação 8º (1989)
Outros campeonatos
1994-1997
1988, 1990
1986-1987
1979
Exxon World Sports Car
FIA World Sport Prototype Championship
Fórmula 3000
Fórmula 3 britânica

Eliseo Salazar Valenzuela (Santiago do Chile, 14 de novembro de 1954) é um automobilista chileno. É o único piloto de seu país, até hoje, a competir na Fórmula 1. Participou de 37 GPs (largou em 24), estreando em 15 de março de 1981. Marcou três pontos no campeonato.

Início de carreira[editar | editar código-fonte]

Desde os tempos de estudante, Salazar mostrava-se bastante ligado ao automobilismo, tanto que chegou a ser cronometrista do circuito de Las Vizcachas, e ainda foi copiloto de corridas de regularidade aos 15 anos.

Tendo corrido em categorias de pequena expressão em seu país e na Argentina, partiu para a Europa em 1979, onde disputou a Fórmula 3 britânica. Seu melhor resultado no certame foi um quinto lugar no GP de Thruxton.

Fórmula 1 (1981-1983)[editar | editar código-fonte]

A estreia de Salazar na Fórmula 1 aconteceu em 15 de março de 1981, no GP dos EUA-Oeste, pela equipe March, onde não conseguiu largar. A estreia de facto do chileno na categoria foi na etapa de San Marino, tendo abandonado.

Em 1982, assinou com a Ensign, onde marcou seu primeiro ponto na F-1, graças a um sexto lugar no GP da Holanda. Para o ano seguinte, Salazar foi contratado pela equipe ATS, marcando dois pontos no GP de San Marino (marcado pelo boicote das equipes Brabham, Williams, McLaren, Lotus, Ensign, March, Fittipaldi, Ligier, Arrows e Theodore e pela disputa pela vitória entre Didier Pironi e Gilles Villeneuve, que terminaria com triunfo do francês).

Incidente com Nelson Piquet[editar | editar código-fonte]

O momento mais famoso da carreira de Salazar na Fórmula 1 aconteceu quando ele colidiu com Nelson Piquet, no GP da Alemanha.

Depois dos dois pilotos descerem de seus automóveis avariados, um enfurecido Piquet, que era o líder da corrida e preparava-se para inaugurar o sistema de reabastecimento dos carros, começou a esmurrar e a chutar Salazar, para choque e espanto de milhares de fãs da F-1 que assistiam a corrida ao vivo pela TV. Salazar não respondeu aos ataques devido a sua amizade com o piloto brasileiro, que o havia ajudado em sua primeira experiência na Europa como piloto de corridas.

Salazar ficou sabendo anos mais tarde pelo próprio Piquet que aquele acidente foi a melhor coisa que podia ter acontecido à BMW, porque evitou a vergonha do motor alemão explodir em seu próprio país. Piquet conseguiu a informação de um engenheiro do motor que trabalhou com o piloto brasileiro na equipe Brabham naquela época.

Devido à crise econômica do Chile no início da década de 1980, Salazar, que ainda disputaria duas provas da temporada de 1983 pela equipe RAM e chegou a negociar com a Toleman, foi obrigado a deixar a categoria, e competiu com pouco sucesso no campeonato da Fórmula 3000 e em algumas corridas da Fórmula 3 sul-americana. Ele começou a correr em ralis no Chile, vencendo o campeonato da temporada de subidas de montanhas de 1985 no Chile em um Toyota Corolla XT.

Protótipo esportivo (1988-1990)[editar | editar código-fonte]

No final da década de 1980, Salazar participou de algumas corridas na FIA World Sport Prototype Championship. Seu melhor resultado foi um primeiro lugar na classe C-1 na Fuji 1000 km de 1988, no Japão, com um automóvel Spice SE88C Ford da BP Spice Engineering. Graças a seu contato com a TWR, ele assinou contrato com a equipe de construtores da Jaguar Silk-Cut, para disputar as 24 Horas de Le Mans. Na corrida de 1989, o chileno, juntamente com Alain e Michel Ferté, obtiveram a oitava colocação com um Jaguar XJR-9; porém o seu melhor resultado seria a vitória do evento em 1990 em um Jaguar XJR-12, numa corrida que foi histórica, mas após dirigir várias horas no carro de número 3, ele foi forçado a deixar a direção para o piloto britânico Martin Brundle, que recebeu a bandeirada da chegada, e Salazar foi obrigado a mudar-se para o carro de número 4, que teve que abandonar a corrida depois das 20 horas devido a problemas mecânicos (o automóvel original de Brundle, o número 1, foi retirado com 14 horas de prova por apresentar problemas elétricos). Devido a esse fato em particular, ele foi chamado de O Desportista do Ano de 1990 pela prestigiosa revista britânica Autosport.

Carreira nos Estados Unidos (1994-2002)[editar | editar código-fonte]

Depois de anos sem competir, trabalhando como comentarista na versão chilena do programa televisivo "funniest home videos" chamado "Video Loco" (o nome em espanhol para "Crazy Videos", transmitido pelo canal da Universidad Católica Televisión, também conhecido por "Canal 13"), Salazar recebeu um convite para fazer parte da equipe de construtores da Ferrari-Momo para o campeonato de protótipos esportivos da IMSA de 1994 na série WSC (World Sport Car), com o italiano Gianpiero Moretti. Ele correu no Exxon World Sports Car Championship em 1994 e 1995 conseguindo várias vitórias e podiums com uma Ferrari 333 SP. Esses resultados foram suficientes para levá-lo à CART (futura Champ Car).

Ele assinou um contrato com a Dick Simon Racing em 1995 para correr na CART, com uma bem-sucedida estreia nas Indy 500 deste ano. Com uma Lola-Cosworth, ele começou a corrida em trigésimo terceiro lugar e terminou em quarto no Cristal-Copec-Mobil 1 de número 7.

Quando IRL e Champ Car romperam relações em 1996, Eliseo escolheu competir na nova série. Ele tornou-se um piloto regular das primeiras colocações na Indy 500 com quatro resultados Top 10. Seu melhor resultado em Indianápolis foi um terceiro lugar em 2000. com um Dallara-Oldsmobile Aurora da equipe Foyt. Aquele foi também o ano de sua melhor classificação, justamente a terceira colocação em Indianápolis.

2000 e 2001 foram os melhores anos para Eliseo na IRL, terminando em quarto e quinto nesses campeonatos, com cinco resultados top 5 em 2000. Correu na IRL até 2002, quando retirou-se depois de vários acidentes graves e de problemas econômicos devido aos crescentes custos. Ele retirou-se das séries, com uma vitória na IRL, a última corrida da temporada de 1997 no circuito de Las Vegas pela equipe Scandia - a única vitória em corridas na história dessa equipe. Depois disso, Salazar foi para a American Le Mans Series.

Presente e futuro (2004-)[editar | editar código-fonte]

Salazar retornou ao Chile, onde ele juntou-se à equipe oficial Hyundai de rally na Rally Mobil, o campeonato nacional de rali. Seu carro era um classe N3 Hyundai Coupe 2.0L. Em novembro de 2005, Salazar competiu na corrida inaugural da Grand Prix Masters (categoria que reunia ex-pilotos de Fórmula 1), como substituto de última hora do australiano Alan Jones.

Em 2007, Salazar foi para a classe N4, pilotando um Mitsubishi Lancer-Evo IX, terminando em quinto lugar no campeonato de rally do Chile.

Ele procurou uma equipe para correr em 2008 na versão do rally Lisboa-Dakar, com o objetivo de ser o primeiro piloto a ter corrido no Grand Prix de Montecarlo, nas 24 Horas de Le Mans, nas 24 Horas de Daytona, na Indianapolis 500 e no Rally Dakar. Em fevereiro ele assinou um pré-contrato com Jean-Louis Schlesser para pilotar um de seus buggies no Rally Dakar de 2008. Mas o evento foi cancelado e o chileno não pôde competir.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]