Elizabeth Savalla

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Elizabeth Savalla
Nome completo Elizabeth Savalla Casquel
Nascimento 23 de novembro de 1954 (59 anos)
São Paulo, SP
Nacionalidade  brasileira
Ocupação Atriz
Cônjuge Camilo Átilla
Atividade 1975 - hoje
IMDb: (inglês) (português)

Elizabeth Savalla Casquel (São Paulo, 23 de novembro de 1954[1] [2] ) é uma atriz brasileira.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Elizabeth Savalla estudava no Liceu Eduardo Prado quando a atriz Lourdes de Moraes a indicou para a Escola de Artes Dramáticas de São Paulo. Casou-se aos dezenove anos de idade com o ator Marcelo Picchi e deste relacionamento, que durou 11 anos, tem quatro filhos: Thiago Picchi, Diogo, e os gêmeos Ciro e Tadeu. Os dois primeiros também são atores. No ano de 1978, foi eleita pelo Fantástico uma das dez mulheres mais bonitas do país, apesar de ser conhecida pela sua pouca vaidade. É casada ainda desde 1986[3] com o arquiteto e produtor teatral Camilo Átila.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Sua primeira aparição na televisão aconteceu em 1972 com "A casa fechada", de Roberto Gomes, um teleteatro da TV Cultura, dirigido por Antunes Filho. O ator e diretor Antônio Abujamra a indicou para o Cassiano Gabus Mendes, que queria um rosto novo para protagonizar outro programa da emissora. Em 1975, antes de completar 21 anos, é chamada para fazer aquele que é considerado o seu mais importante papel: Malvina, da novela Gabriela, de Walter George Durst, baseada no romance Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado, com direção de Walter Avancini. Este papel lhe rendeu o prêmio de melhor revelação da televisão brasileira de 1975 da APCA, além do Troféu Imprensa de personalidade feminina. Durante divulgação da novela em Portugal foi recepcionada no aeroporto pelo primeiro-ministro português na época, Mário Soares.

Logo após Gabriela, participou de O Grito, novela de Jorge Andrade. Fez outras personagens marcantes,como a doce irmã Angélica de Estúpido Cupido, novela de Mário Prata, a desbocada Lili de O Astro e a sofrida Carina Limeira Brandão de Pai Herói, ambas escritas por Janete Clair. O sucesso de O Astro tumultuou a vida da atriz, que conta: "A mãe do Marcelo (Picchi, ex-marido) faleceu quando eu fazia O Astro. No enterro, os fãs destruíram o cemitério. Tive que sair correndo."

Interpreta também, a farsante Marcela de Plumas e Paetês, de Cassiano Gabus Mendes, a doce Sônia de O Homem Proibido, trama de Teixeira Filho inspirada em obra homônima de Nelson Rodrigues, a sedutora Bruna, sua primeira vilã, protagonista de Pão Pão, Beijo Beijo,de Walter Negrão, e viveu outra "mocinha" sofredora com a Isadora de Partido Alto, novela de estreia da dupla Aguinaldo Silva e Glória Perez. Logo após participou em De Quina Pra Lua, de Alcides Nogueira, como a manicure Mariazinha e interpretou Renata em Hipertensão, de Ivani Ribeiro.

Após alguns anos afastada da televisão, volta como protagonista da minissérie Meu Marido em 1991 e participa em Sex Appeal no papel de Margarida. Em 1993 participou em um episódio do programa Você Decide. Retorna às novelas, transitando entre o cômico e o dramático, com a vingativa Auxiliadora de Quatro por Quatro, de Carlos Lombardi, entre 1994 e 1995. Logo após, em 1996, interpreta Maria Luísa em Quem É Você?, novela de Ivani Ribeiro.

Após mais um longo período afastada das telenovelas, interpretou em 2001 a fogosa e glutona beata Imaculada de Avelar, de A Padroeira. Com essa hilária performance ela desperta o interesse do público infantil, chega até a ser homenageada, no dia das mães, pelo programa Gente Inocente, apresentado por Márcio Garcia. A seguir, interpretou a excêntrica Jezebel de Canto e Mello, de Chocolate com Pimenta; a cética Agnes de Alma Gêmea; a vaidosa Rebeca de Sete Pecados; a simplória Socorro de Caras & Bocas; e a ambiciosa Minerva de Morde & Assopra. Todas de Walcyr Carrasco, autor com quem mais tem trabalhado nos últimos anos.

Em 2013, após quase 40 anos de carreira na TV, retorna ao horário nobre com mais uma personagem cômica, a vendedora de cachorros-quentes e ex-chacrete Márcia em Amor à Vida, seu oitavo trabalho consecutivo com Walcyr Carrasco.[4]

Faz parte do seleto time das "Divas da Televisão Brasileira", segundo a Revista Contigo, ao lado de nomes como Fernanda Montenegro, Tônia Carrero, Eva Wilma, Lilian Lemmertz e Bibi Ferreira.

Teatro[editar | editar código-fonte]

Aos 13 anos, Elizabeth Savalla Casquel vê no teatro a peça A Moreninha, baseada no romance de Joaquin Manuel de Macedo, a obra desperta sua paixão pela carreira de atriz. Inicialmente, destacou-se no teatro em peças como Pigmaleoa, de Millôr Fernandes. Ficou afastada dos palcos por mais de uma década por causa de seu trabalho na televisão, tendo retornado em 1987 como uma artista mambembe, produzindo peças teatrais. Sua reestréia nos palcos foi com peça Lua Nua, de Leilah Assumpção, produzida por seu marido, Camilo Átila, com a qual rodou o país inteiro depois de longas temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Criou a ESCA (Elizabeth Savala & Camilo Áttila) para adaptar e produzir textos para o teatro.

Seguindo o sucesso de Lua Nua, o casal repetiu o mesmo roteiro de Rio de Janeiro, São Paulo e turné nacional com "Ações ordinárias, de Jerry Sterner com adaptação de Camilo Áttila, que contava com um elenco estelar e com Mimi, Uma Adorável Doidivanas, de Camilo Áttila. Durante oito anos interpretou Vera na comédia É..., de Millôr Fernandes com adaptação conjunta de Camilo Áttila com o próprio autor . Fernanda Montenegro , por quem nutre grande admiração, interpretou o mesmo papel, por quatro anos, em uma montagem teatral, na década de 70 e 80.

Savalla exerceu por dois anos a função de Coordenadora de eventos teatrais para a Zona Oeste, do Rio de Janeiro. Esse programa levou diversos espetáculos teatrais para escolas, igrejas, praças e platéias nas favelas Vila Vintém, Vila do Céu e Vila Aliança, nos bairros de Bangu, Campo Grande e Santa Cruz.

Em 2004, comemorou 30 anos de carreira, encenando o monólogo Frizileia – Uma Esposa à Beira de um Ataque de Nervos, de Camilo Áttila, que foi levado a cidades de todo o país onde não havia teatro, em parceria com os governos municipais no projeto "Teatro de graça na praça". Essa data comemorativa marcou a realização de um sonho da atriz, ao se apresentar gratuitamente para públicos que giravam em torno de 6 mil pessoas, formadas por quem normalmente não tem qualquer acesso a teatro em sua cidade. O projeto se estendeu por dois anos e foi sucedido em 2012 por um novo monólogo com apresentações no mesmo formato, visitando novas cidades na mesma situação em todo o país.

Em 2007 deu o nome ao troféu do Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora (Minas Gerais).

Em 2010 renovou contrato com a Prefeitura de São Carlos para incentivo as artes cênicas.[5] [6]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Teatro[editar | editar código-fonte]

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • 1976 - APCA - Melhor Revelação: Televisão - Gabriela (1975)
  • 1975 - Troféu Imprensa - Personalidade Feminina (1975)
  • 2002 - indicada na categoria Melhor Atriz Coadjuvante do Prêmio da revista Contigo.

Referências

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