Emídio Santana

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Emídio Santana (Lisboa, 4 de Julho de 1906 — Lisboa, 16 de Outubro de 1988) foi um dos mais importantes militantes portugueses do anarcossindicalismo. Foi autor de diversos artigos e ensaios sobre o anarcossindicalismo e o mutualismo.

[editar] Biografia

Emídio Santana militou nas Juventudes Sindicalistas e foi membro do Sindicato Nacional dos Metalúrgicos, filiado na antiga Confederação Geral do Trabalho (CGT) portuguesa.

No seguimento do golpe militar fascista de 28 de Maio de 1926, desenvolveu uma actividade de resistência contra a ditadura e actividade sindical clandestina.

Em 1936, representou a CGT portuguesa no congresso da Confederación Nacional del Trabajo de Espanha.

Em 4 de Julho de 1937 foi um dos autores do atentado a Salazar quando este se deslocava à capela particular do seu amigo Josué Trocado, na Avenida Barbosa du Bocage, em Lisboa, para assistir à missa. Na sequência do atentado, Emídio Santana é procurado pela PIDE e foge para o Reino Unido, onde a polícia inglesa o prende e envia para Portugal onde é condenado a 16 anos de prisão.

A partir do fim da ditadura (1974), Emídio Santana retoma a vida militante activa, nomeadamente como director do jornal A Batalha.

Em 1985, Emídio Santana escreveu Memórias de um militante anarcossindicalista, livro onde recorda momentos importantes da sua vida de militância política.

[editar] Obras

  • Prefácio e anotações a Sousa, Manuel Joaquim de. O sindicalismo em Portugal. Porto, Afrontamento, 1974.
  • História de um atentado: o atentado a Salazar. Mem Martins, Forum, 1976.
  • Memórias de um militante anarco-sindicalista: tempos de luta de adversidade e de esperança. Lisboa, Perspectivas & Realidades, 1987.
  • Onde o homem acaba e a maldição começa: crónicas do mundo dos ex-homens. Lisboa, Assírio e Alvim, 1989. ISBN 972-37-0115-4

[editar] Fontes

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