Emília no País da Gramática

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Emília no País da Gramática
Autor (es) Monteiro Lobato
País  Brasil
Género Literatura infantil
Lançamento 1934
Cronologia
Último
Último
História do mundo para as crianças
Aritmética de Emília
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Emília no país da Gramática é um livro infantil escrito por Monteiro Lobato e publicado em 1934. [1]

É provavelmente o livro mais original que já se escreveu sobre a Gramática, pois a língua é figurada como um país, o "País da Gramática", povoado por sílabas, pronomes, numerais, advérbios, verbos, adjetivos, substantivos, preposições, conjugações, interjeições...

Quindim, o rinoceronte, é quem leva o pessoal do Sítio do Picapau Amarelo (Emília, Pedrinho, Narizinho e Visconde de Sabugosa) para lá, e é ele quem tudo mostra e tudo explica.

Alguns críticos afirmam que o motivo para Lobato escrever este livro foi "vingança", por ter sido reprovado aos quatorze anos de idade na prova de Português.


Capítulos[editar | editar código-fonte]

Uma ideia da Senhora Emília (Capítulo 1)[editar | editar código-fonte]

A história começa com Pedrinho passando as férias no sítio de sua avó, Dona Benta. Mesmo em recesso, sua avó insiste em ajuda-lo a estudar gramática, mesmo o menino achando muito chato a matéria. Emília, a boneca de pano, assistia às aulas e então sugere que ao invés de estudar de um modo monótono e chato, eles poderiam ir ao País da Gramática. Então, o grupo formado por Pedrinho, Narizinho, Emília e Visconde de Sabugosa monta no rinoceronte gramático Quindim e partem para a aventura. Na entrada, são recebidos por sons orais voadores. Passam pela Portugália, onde vivem as palavras da língua portuguesa e também por Galópolis, onde viviam as palavras da língua inglesa.

Portugália (Capítulo 2)[editar | editar código-fonte]

A primeira cidade que a turma vai visitar é a chamada Portugália, onde se encontram todas as palavras da Língua Portuguesa. Umas no subúrbio, as palavras pouco usadas chamadas de palavras do arcaísmo, e outras recém-formadas, as chamadas de Neologismos, que são gírias mais usadas que estavam localizadas no centro. O grupo entra em um desses bairros pobres onde se encontram as palavras quase esquecidas que ainda não morreram. Encontram palavras como OGANO que quer dizer este ano, gírias como "BOBO" e ainda palavras estrangeiras como "BOUQUET" vinda da língua Francesa.

Gente importante e gente pobre (Capítulo 3)[editar | editar código-fonte]

Próxima parada, bairro dos Substantivos, bairro rico. Um lugar limpo com gente bem vestida e andando em ordem. Encontraram os Nomes Próprios, uns ocupados, como JOSÉ que ia de cidade em cidade batizar crianças, e outros desocupados e quase esquecidos como URRACA. Também a turma observou que havia substantivos de diversas classificações: Nomes Concretos, Nomes Abstratos, Nomes simples e compostos e assim por diante. Quindim acrescentou a presença de Nomes coletivos que são nomes que indicam uma porção de coisas, tal como CAFEZAL que indica uma porção de pés de café.

Em pleno mar dos substantivos (Capítulo 4)[editar | editar código-fonte]

Chegando ao bairro de substantivos, perceberam que as palavras estavam divididas entre masculinas, femininas e epicenos, que indicam tanto seres masculinos como feminino. O Rinoceronte Quindim explicou sobre substantivos que ora são masculinos, ora femininos como ARTISTA e substantivos que mudam do masculino para o feminino como pai e mãe. Perceberam também que os substantivos possuem singulares e plurais e grau aumentativo e diminutivo.

Entre os Adjetivos (Capítulo 5)[editar | editar código-fonte]

Entre os adjetivos, a coisa era muito diferente e curiosa. Os adjetivos não tinham pernas e ficavam entrelaçados com os substantivos, qualificando e caracterizando-os. Passaram pelos Adjetivos Articulares, Demonstrativos, Conjuntivos, Interrogativos, Possessivos, Numerais e Indefinidos. No final do passeio, Emília não deixou de reparar em Visconde, que parecia estar tramando alguma coisa...

Na casa dos pronomes (Capítulo 6)[editar | editar código-fonte]

Após a passagem pelos adjetivos, Emília quis visitar os pronomes que ficavam em uma pequena casa. Chegando foram recepcionados pelo EU, que muito orgulhoso mostrou que os pronomes pessoais (TU, ELE, ELA, NÓS, VÓS, ELES, ELAS) jantavam na mesa do refeitório, e eram servidos pelos pronomes oblíquos como ME, MIM, MIGO etc. Os pronomes VOCÊ e TU tínheis uma grande rivalidade. No galinheiro da casa moravam os pronomes Demonstrativos, os indefinidos e os relativos. Saíram da República admirados com o orgulho do pronome EU.

No acampamento dos Verbos (Capítulo 7)[editar | editar código-fonte]

Continuando a jornada, a turma vai para a cidade dos verbos, a segunda classe mais importante da língua portuguesa segundo Quindim. Lá passam por todo tipo de verbos irregulares e regulares; transitivos e intransitivos; verbos auxiliares e assim por diante. Passaram por soldadinhos do verbo ter, um dos verbos mais utilizados na língua, Emília gostou dos verbos vestidos de soldadinhos, mas um pouco depois já não aguentava mais ver tanto verbo!

Emília na casa do Verbo Ser (Capítulo 8)[editar | editar código-fonte]

Emília então tem a brilhante ideia de visitar o verbo SER, o mais graduado e o mais velho de todos os verbos. Emília se passa por uma repórter de um Jornal inventado O Grito do Pica-Pau Amarelo, que vinha diretamente da fazenda de Dona Benta. Ao entrar no palácio do rei dos verbos, Emília se curva para o grande verbo SER e suas derivações e faz uma série de perguntas. No final da visita os dois olham pela janela e veem Visconde de mãos dadas com a palavra PAREDRO, uma palavra arcaica, a classe preferida de Visconde.

A tribo dos Advérbios (Capítulo 9)[editar | editar código-fonte]

Depois da visita ao castelo, o verbo SER levou Emília para o Bairro das Palavras Inflexivas, onde vivem palavras que nunca mudam de forma como Preposições, Conjunções e os Advérbios que eles foram visitar. O verbo SER explicou que os advérbios modificam os verbos quanto a tempo, lugar, modo, etc. Os advérbios eram divididos em caixa de acordo com sua função: Lugar, Modo, Quantidade entre outros e após visitarem todas as caixas Emília cansou e decidiu ir ver as preposições.

As Preposições (Capítulo 10)[editar | editar código-fonte]

Após a visita aos Advérbios, Emília e o verbo SER foram ver as preposições. O rei dos verbos explicou que as preposições eram muito importantes, pois são usadas para ligar as palavras. As preposições ficavam em um lugar pequeno, afinal elas são poucas. “As preposições são importantes cordinhas” - comentou Emília. Depois do verbo SER explicar a importância da preposição DE, Emília sugere uma visita as Conjunções.

Entre as Conjunções (Capítulo 11)[editar | editar código-fonte]

Depois de visitarem as preposições, o verbo SER levou Emília para conhecer as conjunções que ligam grupos de palavras, as orações. Na casa, havia dois armários um com as conjunções Coordenativas, como E, TAMBEM, ENTAO, OU, SOMENTE e outras conhecidas de Emília, e em outra as Subordinativas, como APENAS, COMO, EMBORA, DESDE QUE entre outras, após conhecê-las Emília e o Verbo SER partiram para as Interjeições.

A casa da gritaria (Capítulo 12)[editar | editar código-fonte]

No capitulo doze, O verbo Ser então leva a Boneca a casa das Conjunções que ficava bem ao lado da casa das Preposições. E mais uma vez deu uma explicação incrível, sobre as tais Preposições. Mal viu as conjunções já estava pensando nas Interjeições, e seguiram caminho rumo a elas. 

A Senhora Etimologia (Capítulo 13)[editar | editar código-fonte]

Uma nova Interjeição (Capítulo 14)[editar | editar código-fonte]

Emília forma palavras (Capítulo 15)[editar | editar código-fonte]

O susto da Velha (Capítulo 16)[editar | editar código-fonte]

Gente de Fora (Capítulo 17)[editar | editar código-fonte]

Nos domínios da Sintaxe (Capítulo 18)[editar | editar código-fonte]

As figuras da Sintaxe (Capítulo 19)[editar | editar código-fonte]

Os vícios de Linguagem (Capítulo 20)[editar | editar código-fonte]

As orações ao ar livre (Capítulo 21)[editar | editar código-fonte]

Exame e Pontuação (Capítulo 22)[editar | editar código-fonte]

E o Visconde(Capítulo 23)[editar | editar código-fonte]

Passeio ortográfico (Capítulo 24)[editar | editar código-fonte]

Emília ataca o reduto etimológico (Capítulo 25)[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Emília no País da Gramática,Monteiro Lobato, Editora Globo, São Paulo.

Lobato arte.jpg Este artigo é somente um esboço sobre a obra de Monteiro Lobato. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.