Emanuele d'Astorga

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Emanuele d'Astorga
Nome completo Emanuele Rincón d' Astorga
Nascimento 20 de março de 1680
Augusta, Sicília
Morte 1757 (77 anos)
Madri
Nacionalidade Itália italiana
Ocupação compositor, escritor

Emanuele d'Astorga (também: Emanuele Gioacchino Cesare, Barão Rincón d’Astorga; Augusta, Sicília, 20 de março de 1680 - Madri, 1757) foi um compositor e escritor italiano.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Augusta, na Sicília, desde muito jovem mostrou qualidades musicais excepcionais. Seu primeiro professor de música foi o abade Omodei da igreja matriz, um compositor de renome da música sacra. Com a idade de treze anos, devido ao grande sismo de 1693, que destruiu parte da cidade, ele mudou-se para Palermo com a família. Na capital siciliana apresentou em 1698 sua primeira ópera, La moglie nemica (A esposa do inimigo).[1]

Em decorrência de problemas familiares graves e conflitos com seu pai, Emanuele fugiu para Roma e foi morar na casa do embaixador da Espanha na Santa Sé, o Duque de Uceda. O nobre espanhol havia sido no passado vice-rei da Sicília e já conhecia e apreciava o talento artístico do músico augustano.[1]

Em 1707 compôs o que é sua canção mais famosa, a Stabat Mater; era admirado nos círculos culturais da época não apenas por suas habilidades como compositor, mas também pelas suas qualidades literárias. Em 1708 mudou-se para Gênova onde, em 21 de abril foi representada uma de suas óperas no teatro Santo Agostinho. A peça pastoral Daphnis alcançou grande sucesso e foi reapresentada em outros teatros europeus, como o de Barcelona: o sucesso foi relatado nas crônicas culturais e em seguida, apresentada à corte de Carlos III, que ficou entusiasmado com a música de d'Astorga, e quis que ele fosse a Viena, para se tornar o músico da corte, quando se tornou Sacro Imperador Romano. Na segunda metade de 1715 de volta a sua cidade natal, onde em 30 de agosto foi agraciado com o título de Barão do feudo Ogliastro no território da cidade. Dois anos depois, com a idade de trinta e sete anos, foi eleito senador de Palermo e nomeado diretor do Hospital de Doenças Incuráveis, uma maneira de participar e dar sua contribuição à vida cultural da capital siciliana. Foi um dos fundadores da Academia do bom gosto e um dos diretores do teatro Santa Cecília. No mesmo ano, casou com Emanuela Guzzardi, com quem teve três filhas: Giovanna, Felicia e Maria. A vida familiar foi de curta duração; em 1721 partiu para Lisboa. Em 1726 escreveu e publicou um livro com doze cantatas, no qual ele expressa a teoria da ligação entre som, ritmo e melodia expressa pelas palavras cantadas. Suas obras inspiraram outros autores. Sua vida aventureira, que de Augusta o levou em viagens pela Itália e Europa, chegou ao fim em Madri, em 1757.[1]

Obras selecionadas[editar | editar código-fonte]

  • La moglie nemica - melodrama - 1698
  • Stabat Mater - cantata - 1707
  • Dafni - drama pastoral - 1708

Notas

  1. a b c Constantin von Wurzbach: d’Astorga, Emanuel. Em: Biographisches Lexikon des Kaiserthums Oesterreich. volume 1, editora L. C. Zamarski, Viena 1856, página 81 f.

Referências

Wikisource  "Astorga, Emanuele d'". Encyclopædia Britannica (11th). (1911). Ed. Chisholm, Hugh. Cambridge University Press. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]