Embarcação

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Embarcação ancorada nos arredores de Alcobaça, Bahia.

Designa-se por embarcação e/ou "Nave"(utilizado no Brasil como sinônimo, segundo a maioria dos dicionários) a todas as construções cujo objectivo é navegar, tanto no mar, como em lagos, rios, etc, independentemente do tamanho, forma de propulsão, função ou material de construção.

As embarcações e/ou naves (Brasil), costumam se dividem-se por vários tipos, barcos, navios, botes, etc, e estes ainda se subdividem em grupos, sub-grupos, famílias, etc com base em inúmeros critérios.

Dada a utilização generalizada do termo "barco", assistimos muitas vezes de forma errada à divisão entre embarcação e barco, ou entre embarcação e navio. Na realidade tanto um como o outro são primeiro embarcações, e só depois barco ou navio. Da mesma forma, um submarino ou pedalinhos são embarcações. Ou seja, todos os barcos são embarcações, mas nem todas as embarcações são barcos.

O que distingue um Navio de um barco, segundo os dicionários é o seu uso especifico ou seja, o Porta Aviões é um navio, como o é também o submarino, os barcos tanto grandes como pequenos, de uso genérico como os chamados iates, são barcos, embora tenham iates com o tamanho de navios.

Um termo, como foi dito acima, embarcação é sinônimo de nave, que é bastante conhecido devido às naves espaciais; Sendo essas, de grande e pequeno tamanho Também deu origem à zona das igrejas com o mesmo nome, numa ligação simbólica com a embarcação de pesca de São Pedro, o Pescador, uma a embarcação de pesca de São Pedro era pequena e a Igreja grande.

[editar] Histórico

Embarcações encalhadas no rio Itanhém.

Quando o homem se sedentarizou, considerando o final da Pré-História e o início da Idade Antiga, procurou locais próximos aos grandes rios para praticar a agropecuária. Porém, essa atividade gerou um excedente de produção que precisava ser escoado, feito por terra e pelos grandes rios.

Dessas civilizações destaca-se a Mesopotâmia, com os rios Tigre e Eufrates; a Índia, com o rio Ganges; a China, com os rios Amarelo e Azul, e o Egito, com o Nilo, onde imperavam os navios de papiro. Os três países ainda preservam o hábito do comércio fluvial.

Somente os Fenícios, por volta de 3.000 a.C., desvendaram completamente o Mar Mediterrâneo. Em função da geografia local, com portos naturais e terreno acidentado e pouco fértil, no início, praticavam a pesca. Naturalmente, foram conquistando os postos de maiores comerciantes marítimos da Idade Antiga.

Por mar, exportavam cedro, azeite, vinhos e o Múrex (molusco de onde se extraía a púrpura, cor muito rara na época) e importavam ferro, estanho, ouro, prata, e marfim. Muitos dos produtos circulavam (em mão dupla) entre o extremo Oriente e o Ocidente.

Também no Mediterrâneo, para controlar melhor o comércio, os fenícios fundaram colônias, como Cartago, no norte da África; Córsega e Sardenha, próximas à Península Itálica, além de parte do Chipre, entre outras ilhas. Foram de fundamental importância para a navegação comercial, influenciando todos os povos da Antiguidade com sua cultura, organizando o alfabeto para facilitar o comércio, divulgando seus produtos e seu know-how, além de abrir espaço para novas atividades comerciais.

Os gregos, de posse desse know-how (e também favorecidos pela geografia local) ficaram famosos mais tarde pelo comércio no Mediterrâneo, sendo superados pelos romanos, que dominaram esse mar por séculos, passando até a chamá-lo de Mare Nostrum (nosso mar).

No final da Idade Média, os portugueses aderiram à arte da navegação comercial, concretizando a descoberta das dimensões planetárias, a integração entre diferentes culturas e o comércio de produtos inusitados entre os diversos cantos do planeta, até serem suplantados pela Inglaterra nos séculos 18 e 19.

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[editar] Bibliografia

Defesa Militar, Princípios irmãos J. S. Vasconcellos Editora Biblioteca Exército Brasileiro, 1939.

[editar] Ver também

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