Embarcação

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Embarcação ancorada nos arredores de Alcobaça, Bahia.
Embarcações na Bacia do Pina, no Recife, em Pernambuco.

Designa-se por embarcação, grande Barco e/ou "Nave"(utilizado no Brasil muitas vezes como sendo de mesma espécie, segundo a maioria dos dicionários), porém para os especialistas existe distinção a todas as construções de grande porte, cujo objectivo é navegar, tanto no mar, como em lagos, rios, etc, independentemente do tamanho, forma de propulsão, Calado função ou material de construção, dai a contradição dos dicionários com a técnica de construção naval.

As embarcações, dividem-se por vários tipos entre os quais se destacam: barcos de grande porte, navios, botes de uso Militar, que se transformam em Pontes flutuantes, pela Engenharia Militar, e outros como o da figura, que podem ser estendidos, com ligaduras, formando um grande Plano de Transporte, como os Catamarãs de dois, três ou mais cascos. Estes ainda se subdividem em grupos, sub-grupos, famílias, com base em inúmeros critérios navais.

Dada a utilização generalizada do termo "Barco" como unidades de boca (convés a quilha), ponte (Boreste a Bombordo) e pequeno Calado (área submersa), assistimos muitas vezes de forma errada à divisão entre embarcação e barco, ou entre embarcação e navio, devido ao pequeno navio e nave (soma de navios). Na realidade tanto um como o outro são primeiro embarcações, devido a possibilidade de se processar nas suas unidades, dessa forma, e só depois Barco ou pequeno Navio, sendo veleiro, moto propulsado ou velomotor. Da mesma forma que um submarino convencional e um Submarino Atômico, às vezes do tamanho de pequenos Porta Aviões ou Balsas que possibilitam as justas posições, são embarcações. Ou seja, todos os barcos são embarcações, mas nem todas as embarcações são barcos, pois embarcação é maior que barco, no Brasil.

O que distingue um pequeno Navio de um barco, segundo os dicionários é o seu uso especifico ou seja, o Porta Aviões é um grande Navio, como o é também o submarino, os pequenos e grandes barcos tanto grandes como pequenos, de uso genérico como os chamados Iates em que existem verdadeiros Transatlânticos, são barcos grandes, embora haja Iates com o tamanho de pequenos navios.

Um termo, como foi dito acima, embarcação é correspondente de nave, que é bastante conhecido devido às naves espaciais, que se acoplam uma as outras, formando as naves, barcos que se transformam em naves, para facilitar o trabalho dos espaçonautas; Sendo essas, de grande e de pequeno tamanho. A nave pode também referis-se enquanto elemento da arquitetura, numa ligação simbólica com a embarcação e/ou nave, que se forma com os diversos Barcos de pesca de São Pedro, o Pescador, onde o Barco de pesca de São Pedro, que era pequeno, se amplia, com o aumento de Barco, formando uma grande nave, e a Igreja grande - Barco(Nave).

Histórico[editar | editar código-fonte]

Embarcações encalhadas no rio Itanhém.

Quando o homem se sedentarizou, considerando o final da Pré-História e o início da Idade Antiga, procurou locais próximos aos grandes rios para praticar a agropecuária. Porém, essa atividade gerou um excedente de produção que precisava ser escoado, feito por terra e pelos grandes rios.

Dessas civilizações destaca-se a Mesopotâmia, com os rios Tigre e Eufrates; a Índia, com o rio Ganges; a China, com os rios Amarelo e Azul, e o Egito, com o Nilo, onde imperavam os navios de papiro. Os três países ainda preservam o hábito do comércio fluvial.

Somente os Fenícios, por volta de 3.000 a.C., desvendaram completamente o Mar Mediterrâneo. Em função da geografia local, com portos naturais e terreno acidentado e pouco fértil, no início, praticavam a pesca. Naturalmente, foram conquistando os postos de maiores comerciantes marítimos da Idade Antiga.

Por mar, exportavam cedro, azeite, vinhos e o Múrex], extinto, uma espécie de (molusco de onde se extraía a púrpura na China e Grécia, cor muito rara na época, o molusco já desaparecia) e importavam ferro, estanho, ouro, prata, e marfim. Muitos dos produtos circulavam (em mão dupla) entre o extremo Oriente e o Ocidente.

Também no Mediterrâneo, para controlar melhor o comércio, os Fenícios fundaram Feitorias(Bases Militares) e/ou entre - portos de interesse Político de Estado, como Cartago, no norte da África; Córsega e Sardenha, próximas da Península Itálica, em grande parte do Chipre, e outras ilhas. Os Fenícios ou seja, os povos que iriam formar mais tarde o povo Felisteu, tiveram um papel fundamental para a navegação Militar, em defesa e da comercial, influenciando todos os povos da Antiguidade com sua técnica naval e cultura, organizando o alfabeto para facilitar o comércio, divulgando os seus produtos e o seu conhecimento processual, além de desobstruir espaço para novas atividades comerciais, devido a força naval que dispunham.

Os gregos, na posse desse conhecimento (e também favorecidos pela geografia local) ficaram famosos mais tarde pelo comércio no Mediterrâneo, e desenvolvimento militar-Naval, que foram, posteriormente superados pelos romanos na tecnologia das Naves Romanas, verdadeiras fortalezas flutuantes, que dominaram esse mesmo mar por séculos, passando até a chamá-lo de Mare Nostrum (nosso mar).

No final da Idade Média, os portugueses aderiram à arte da navegação comercial com Naves, grandes barcos rápidos, que chegavam a 10 nós pelas velas e pela arquitetura do Casco, concretizando a descoberta das dimensões planetárias, a integração entre diferentes culturas e o comércio de produtos inusitados entre os diversos cantos do planeta (ver: Descobrimentos portugueses). Nesta época deu-se inicio à Era dos Descobrimentos Europeus entre o século XV e o início do século XVII, que começou com a conquista de Ceuta na África pelos portugueses. Este foi um período da história em que os Europeus exploraram intensivamente o globo terrestre em busca de novas rotas de comércio. Estas grandes viagens reclamaram uma produção progressiva de embarcações, grandes Barcos, com o propósito da eficiência. Inicialmente, os portugueses praticavam a navegação de cabotagem empregando a barca e o barinel, pequenos Barcos. No entanto, estas pequenas embarcações naves não resistiam às exigências do avanço para sul e foram substituída por caravelas. A partir daqui, as navegações continuaram em progressiva evolução. Contudo, já antes dos Europeus, na asia, os chinenes tinham estabeleceram uma vasta rede de ligações comerciais entre a África com os chamados juncos, Barcos que se acoplavam um aos outros, formando Bases Militares, nas Guerras pelas linhas de comércio, a partir da unificação de Sun Tzu, Ásia, África Oriental e o Egito desde as seguintes dinastias, a saber: dinastia Tang (618-907). Na Dinastia Ming (1368-1684), foi desenvolvida uma enorme frota tributária dirigida pelo almirante Zheng He no século XV que superou todas as outras em tamanho tota, graças a Sun Tzu, seu Império, a unificação da China, e a tecnologia naval chinesa.

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Vasconcellos, J. S. e J. S. Princípios de Defesa Militar Publicação da Editora Biblioteca Exército e Marinha do Brasil, 1939.

Ver também[editar | editar código-fonte]