Embarcação
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Designa-se por embarcação todas as construções cujo objectivo é navegar, tanto no mar, como em lagos, rios, etc, independentemente do tamanho, forma de propulsão, função ou material de construção.
As embarcações dividem-se por vários tipos, barcos, navios, botes, etc, e estes ainda se subdividem em grupos, sub-grupos, familías, etc com base em inúmeros critérios.
Dada a utilização generalizada do termo "barco", assistimos muitas vezes de forma errada à divisão entre embarcação e barco, ou entre embarcação e navio. Na realidade tanto um como o outro são primeiro embarcações, e só depois barco ou navio. Da mesma forma, um submarino ou uma gaivota a pedais são embarcações. Ou seja, todos os barcos são embarcações, mas nem todas as embarcações são barcos.
No passado era comum utilizar o termo nave, que hoje se encontra praticamente limitado às naves espaciais, que por sua vez deu origem à zona das igrejas com o mesmo nome, numa ligação simbólica com a embarcação de pesca de São Pedro, o Pescador.
[editar] Histórico
Quando o homem se sedentarizou, considerando o final da Pré-História e o início da Idade Antiga, procurou locais próximos aos grandes rios para praticar a agropecuária. Porém, essa atividade gerou um excedente de produção que precisava ser escoado, feito por terra e pelos grandes rios. Dessas civilizações destaca-se a Mesopotâmia, com os rios Tigre e Eufrates; a Índia, com o rio Ganges; a China, com os rios Amarelo e Azul, e o Egito, com o Nilo, onde imperavam os navios de papiro. Os três países ainda preservam o hábito do comércio fluvial. Somente os Fenícios, por volta de 3.000 a.C., desvendaram completamente o Mar Mediterrâneo. Em função da geografia local, com portos naturais e terreno acidentado e pouco fértil, no início, praticavam a pesca. Naturalmente, foram conquistando os postos de maiores comerciantes marítimos da Idade Antiga. Por mar, exportavam cedro, azeite, vinhos e o Múrex (molusco de onde se extraía a púrpura, cor muito rara na época) e importavam ferro, estanho, ouro, prata, lã e marfim. Muitos dos produtos circulavam (em mão dupla) entre o extremo Oriente e o Ocidente. Também no Mediterrâneo, para controlar melhor o comércio, os fenícios fundaram colônias, como Cartago, no norte da África; Córsega e Sardenha, próximas à Península Itálica, além de parte do Chipre, entre outras ilhas. Foram de fundamental importância para a navegação comercial, influenciando todos os povos da Antigüidade com sua cultura, organizando o alfabeto para facilitar o comércio, divulgando seus produtos e seu knowhow, além de abrir espaço para novas atividades comerciais. Os gregos, de posse desse knowhow (e também favorecidos pela geografia local) ficaram famosos mais tarde pelo comércio no Mediterrâneo, sendo superados pelos romanos, que dominaram esse mar por séculos, passando até a chamá-lo de Mare Nostrum (nosso mar). No final da Idade Média, os portugueses aderiram à arte da navegação comercial, concretizando a descoberta das dimensões planetárias, a integração entre diferentes culturas e o comércio de produtos inusitados entre os diversos cantos do planeta, até serem suplantados pela Inglaterra nos séculos 18 e 19.

