Embraer EMB-110 Bandeirante

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Embraer EMB-110 Bandeirante
Protótipo nº 1, de três produzidos, cuja denominação era EMB-100 ou FAB YC-95 (Musal)
Descrição
Fabricante Brasil Embraer
Missão Aeronave de Transporte
Tripulação 2 ou 3
Dimensões
Comprimento 15,08 m
Envergadura 15,32 m
Altura 4,73 m
Área (asas) 29 m²
Peso
Peso bruto máximo 5.670 kg
Propulsão
Motores 2 motores Pratt&Whitney PT6A-34
Performance
Velocidade máxima 426 km/h
Alcance 1.900 km
Teto máximo 8.260 m

O Embraer EMB-110 Bandeirante é um avião turbo-hélice com capacidade de 15 a 21 passageiros, para uso civil ou militar, desenvolvido pela fabricante brasileira Embraer.

Histórico[editar | editar código-fonte]

No final da década de 1960 o governo brasileiro desencadeou uma política de expansão da indústria nacional, época em que havia a necessidade de se obter um avião de propósito geral, para uso civil e militar, a ser utilizado no transporte de cargas e passageiros. Desta forma promoveu o desenvolvimento de uma nova aeronave, que viesse a operar com baixo custo operacional e fosse capaz de ligar regiões remotas e dotadas de pouca infra-estrutura.

Coube a uma equipe do Centro Técnico Aeroespacial, liderada inicialmente pelo projetista francês Max Holste, a missão de desenvolver o produto.

Nasceu assim o Bandeirante, primeiro avião comercializado pela então estatal EMBRAER, e o primeiro grande projeto da empresa, com 498 unidades vendidas para diversos países, incluindo forças armadas. Foram 253 aeronaves para o Brasil e 245 para o exterior[1]

Usado para o transporte de passageiros, carga, busca e salvamento, reconhecimento fotográfico, originou também uma versão de patrulha marítima, o Bandeirante Patrulha, que recebeu o apelido de Bandeirulha.

Operadores Militares[editar | editar código-fonte]

Principais Operadores Civis[editar | editar código-fonte]

Versões[editar | editar código-fonte]

Equipe de salto do exército em Avaré.
Bandeirante da Air Rarotonga.
  • EMB-110A - versão de calibragem de auxílios à navegação com capacidade para até seis passageiros/operadores. Designação na Força Aérea Brasileira: EC-95
  • EMB-110B - versão de aerofotogrametria com câmaras Zeiss e aviônicos adicionais com capacidade para até cinco passageiros/operadores. Designação na Força Aérea Brasileira: R-95
  • EMB-110B1 - versão especial do EMB-110B com alternativa de conversão rápida para transporte de até catorze passageiros. Duas unidades construídas, uma para a Força Aérea do Uruguai e outra civil.
  • EMB-110C - versão de transporte civil com quinze (às vezes doze ou dezesseis) lugares, desenvolvido especialmente para atender o transporte aéreo regional. Cinco exemplares foram fornecidos para a Força Aérea do Uruguai.
  • EMB-110C (N) - versão especial do EMB-110C com dispositivos anti-gelo fornecido para a Marinha do Chile.
  • EMB-110E - versão de transporte executivo do EMB-110C com seis/oito lugares.
  • EMB-110E (J) - versão do EMB-110E com equipamento especial.
  • EMB-110K1 - versão de transporte militar com capacidade para 1.650 kg entregue a partir de maio de 1977. Equipado com motores Pratt & Whitney Canada PT6A-34 de 750HP, deriva ventral, comprimento da fuselagem de 14,60 m, porta de carga traseira e porta extra de passageiros/tripulação. Designação na Força Aérea Brasileira: C-95A
  • EMB-110P - versão de transporte civil do EMB-110K1 com dezoito lugares. Equipado com motores Pratt & Whitney Canada PT6A-27 ou PT6A-34. Primeiro voo: janeiro de 1976.
  • EMB-110P1 - modelo de conversão rápida passageiros/carga do EMB-110P
  • EMB-110P2 - modelo de conversão rápida passageiros/carga do EMB-110P com até 21 lugares, sem porta de carga e com peso máximo de 5.670 kg.
  • EMB-110P1 (K) - versão de conversão rápida passageiros/carga do EMB-110K1 com carga útil semelhante. Designação na Força Aérea Brasileira: C-95B
  • EMB-110P1SAR - versão SAR do EMB-110P1 (K) com acomodações para seis macas e peso máximo de 6.000 kg. Designação na Força Aérea Brasileira: SC-95B
  • EMB-110P1A - versão civil, com as sub-variantes EMB-110P2A, 110P1A/41 e 110P2A/41 iguais a P1 etc, mas com diedro dos estabilizadores horizontais de 10°, melhor isolamento acústico e outras alterações. Entregue a partir de dezembro de 1983. Designação na Força Aérea Brasileira: C-95C
  • EMB-11OS1 - versão de pesquisa geofísica do EMB-110C com maior volume de tanque interno da asa, haste de magnetômetro na cauda, dois operadores de equipamentos e motores Pratt & Whitney Canada PT6A-34 de 750HP. Um modelo civil vendido.
  • EMB-110M - versão modernizada da aeronave militar brasileira, em operação desde 2012.

Outros dados[editar | editar código-fonte]

  • A aeronave é conhecida no exterior como bandit (bandido).
  • Teve 29 acidentes fatais na sua carreira.[carece de fontes?]
  • O último acidente aconteceu em Cascavel, no estado do Paraná, no dia 19 de maio de 2010, quando o Bandeirante prefixo PT-GKQ,[2] da empresa Taxi Aéreo Weiss, pousou fora da pista do Aeroporto de Cascavel, que se encontrava fechado devido à neblina. Os dois tripulantes, mesmo tendo sido avisados sobre a condição do aeroporto, insistiram na manobra e tentaram um pouso por instrumentos, colidindo contra o solo a 700 metros da pista. Não houve lesões nos tripulantes e a aeronave sofreu danos graves.[3]

Fim do projeto[editar | editar código-fonte]

A produção em série do Bandeirante terminou no final de 1991. Entretanto, uma última aeronave com nº de série 498 foi fabricado sob encomenda para o Governo da Amazônia em 1995.[1]

Além das 498 unidades de série, foram construídos três protótipos, totalizando 501 unidades fabricadas. Até 2012, haviam cerca de 320 unidades em operação.[1]

O conhecimento agregado com o Bandeirante levou a então EMBRAER a criar uma nova aeronave, maior, mais rápida e com cabine pressurizada, o EMB-120 Brasília.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

DRUMOND, Cosme Degenar. Asas do Brasil. São Paulo: Mirian Paglia Editora de Cultura, 2004. ISBN 85-293-0069-6.