Embraer EMB-120 Brasília

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EMB 120 Brasília
Embraer Brasília - Um clássico da aviação regional, com mais de 350 unidade vendidas
Tipo Avião comercial
Fabricante Brasil Embraer
Primeiro voo 1983
Capacidade 30 passageiros
Comprimento Aprox. 20 metros
Envergadura Aprox. 19,8 metros
Altura Aprox. 6,35 metros
Velocidade máxima 584 km/h


O Embraer EMB-120 Brasília é uma aeronave turboélice bimotor pressurizada de alta performance, com capacidade para transportar confortavelmente 30 passageiros em viagens interestaduais, projetada, desenvolvida e fabricada em larga escala no Brasil a partir da década de 1980 pela então EMBRAER, que utilizou como base para sua criação e desenvolvimento o bimotor turboélice para uso executivo EMB-121 Xingu, incluindo o seu projeto de fuselagem, estabilizadores vertical e horizontal em "T" e o seu então inovador sistema de pressurização. 1

O Embraer Brasília ainda é considerado uma aeronave moderna no meio aeronáutico e foi um avião largamente adotado por companhias aéreas regionais norte americanas e européias, que adquiriram centenas de unidades do modelo, principalmente nas décadas de 1980 e 1990 e, posteriormente, a produção do Embraer Brasília foi transferida na década de 2000 para sua subsidiária Neiva. Atualmente, a aeronave não é mais fabricada.

Inicialmente, o Embraer Brasília foi fabricado na versão Stardard, com motores Pratt & Whitney PW115 com 1.500 shp de potência e cerca de 1.000 quilômetros de alcance e, posteriormente, a partir da década de 1990, passou a ser fabricado na versão Advanced ER com motores mais potentes Pratt & Whitney PW118 com 1.800 shp de potência, dotados de hélices quadripás da marca Hamilton Standard, com velocidade de cruzeiro de aproximadamente 550 km / h e alcance de aproximadamente 1.500 quilômetros.2

História[editar | editar código-fonte]

Após os bons resultados obtidos com o EMB-110 Bandeirante, a então EMBRAER lançou em abril de 1980 o projeto do Embraer EMB-120 Brasília, que logo alcançou uma carteira de pedidos com mais de 100 unidades, garantindo o sucesso futuro da aeronave.

Seu primeiro voo ocorreu em 7 de julho de 1983, com a entrada em serviço em outubro de 1985, pela empresa norte americana ASA - Atlantic Southeast Airlines.

Design e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Embraer Brasília da companhia Sky West.

A partir da década de 1980, os engenheiros da então EMBRAER já possuíam o domínio de uma variedade de tecnologias e experiência conquistadas durante a pesquisa, o desenvolvimento e a fabricação de outros modelos de aeronaves, incluindo o Embraer Bandeirante e o Embraer Xingu.

Uma parte das novas tecnologias e expêriencia adquiridas no processo de desenvolvimento e fabricação do Embraer Xingu, incluindo a tecnologia de pressurização, foi utilizada como base para dar origem ao Embraer Brasília.

Com a moderna tecnologia de asas de perfil supercrítico em mãos, já na década de 1980 a então EMBRAER conseguiu criar e desenvolver o Embraer Brasília, na época o turboélice bimotor para transporte regional de passageiros mais veloz, mais econômico e mais leve da sua categoria de 30 assentos.

Para alcançar um novo padrão de modernidade e leveza foi realizado um criterioso trabalho de seleção de fornecedores de matérias primas, peças, partes e componentes, incluindo a siderúrgica Alcoa (alumínio), o fabricante Pratt & Whitney (motores turboélice), o fabricante de aviônicos Collins (o sistema EFIS era um notável avanço tecnológico para a época), entre outros.

Na década de 1980, a então EMBRAER já incluía no projeto e na fabricação do Embraer Brasília uma surpreendente variedade e quantidade de partes em material composto, utilizadas na montagem da aeronave, como partes integrantes da aeronave. Porém, as partes principais que formam a estrutura da aeronave (fuselagem, asas e empenagem) sempre foram construídas em alumínio e ligas metálicas.

O Embraer Brasília foi fabricado inicialmente com os motores Pratt & Whitney PW115 com 1.500 shp de potência e, posteriormente, passou a ser fabricado com os motores mais potentes Pratt & Whitney PW118, com 1.800 shp de potência, dotados de hélices quadripás da marca Hamilton Standard. A versão aprimorada do Embraer Brasília, com motores mais potentes, tem velocidade de cruzeiro de aproximadamente 550 km / h e alcance de aproximadamente 1.500 km.

Homologado com sistemas de degelo boots por várias autoridades aeronáuticas, o primeiro dia de trabalho da aeronave nos Estados Unidos foi realizado em 1985, pela companhia aérea americana ASA – Atlantic Southeast Airlines, da cidade de Atlanta, capital da Georgia.

Aprimoramento[editar | editar código-fonte]

A versão melhorada Embraer Brasília Advanced ER passou a ser produzida em série a partir da década de 1990, com um variedade de itens de conforto e conveniência, incluindo ar-condicionado para climatizar a cabine de passageiros em voo, com os motores em pleno funcionamento, e também no solo, com os motores desligados, alimentado pela eletricidade gerada pela APU (Auxiliary Power Unit), uma unidade independente fornecedora de energia.

Na década de 1990, a então EMBRAER submeteu às autoridades aeronáuticas brasileiras, estadunidenses e européias um novo Plano de Manutenção Programada do Embraer Brasília, resultando numa significativa redução de aproximadamente 25% no custo de manutenção programada do equipamento, com intervalos maiores entre revisões e redução do tempo de permanência da aeronave no solo para manutenção programada, com consequente ganho de produtividade. Isso tornou o Brasília ainda mais competitivo, com um custo operacional ainda menor.


Revisões Tipo A

Antes: 300 horas de voo.

Depois: 400 horas de voo.


Revisões Tipo C

Antes: 3.000 horas de voo.

Depois: 4.000 horas de voo.


Revisões Estruturais

Antes: 16.000 pousos.

Depois: 20.000 pousos.


Nessa mesma época, uma nova versão Quick Change do Embraer Brasília foi lançada, adaptada para transporte de passageiros e de carga, aumentando assim a produtividade do equipamento.

Cerca de 350 unidades de Embraer Brasília foram fabricadas, a maior parte ainda está voando, transportando passageiros e cargas aéreas em viagens interestaduais, o que comprova na prática as características da aeronave.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

O primeiro operador do Embraer Brasília no Brasil foi a companhia aérea Rio Sul, que introduziu a aeronave em sua frota em 1988. O avião voou no Brasil também pelas companhias aéreas Meta, Rico, Air Minas, Passaredo, Interbrasil STAR (um subsidiária da Transbrasil), OceanAir (atualmente Avianca), Pantanal (recentemente comprada e absorvida pela TAM - Linhas Aéreas), Nordeste, Penta, TAVAJ, KMW - Táxi Aéreo, America Air, TRIP Linhas Aéreas (atualmente Azul - Linhas Aéreas), e pela FAB - Força Aérea Brasileira.

A própria Embraer usa um Embraer Brasília, número de série 323, de matrícula PT-SXP, para transportar funcionários entre as fábricas de São José dos Campos (matriz), Gavião Peixoto e Botucatu, numa operação shuttle. O Brasilia 313 de matrícula PP-PSC também já foi usado como shuttle pela Embraer (hoje essa aeronave opera na FAB - Força Aérea Brasileira sob o registro FAB2020).

Esporadicamente, uma unidade de Embraer Brasília também é usada em transporte da diretoria ou convidados da Embraer.

Devido à sua capacidade de pousos e decolagens curtos o Embraer Brasília é utilizado pela FAB - Força Aérea Brasileira (em viagens oficiais)e por algumas companhias aéreas regionais que operam na Amazônia, região possuidora de grande número de pistas curtas que inviabilizam o uso de jatos.

Operadores brasileiros[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o Embraer Brasília é utilizado pela Passaredo Transportes Aéreos, Air Minas, Air Amazônia, META, Sete Linhas Aéreas e pela Brava Linhas Aéreas (antiga NHT Linhas Aéreas).

Companhia Quantidade
Passaredo 04
Air Amazônia 03
Brava Linhas Aéreas 03
General Serviços Aéreos 03
Sete Linhas Aéreas 02
META 02
Piquiatuba Transportes Aéreos 01
TOTAL 18

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

  • Motorização / Advanced ER (potência): 2 X Pratt & Whitney PW118 (1.800 shp)
  • Motorização / Standard (potência): 2 X Pratt & Whitney PW115 (1.500 shp)
  • Velocidade máxima de cruzeiro: Aprox. 585 km/h
  • Velocidade de cruzeiro normal: Aprox. 550 km/h
  • Velocidade de cruzeiro econômica: Aprox. 485 km/h
  • Razão de subida inicial: Aprox. 700 metros/minuto
  • Pista de pouso: Aprox. 1.650 metros (lotado / dias quentes / tanques cheios)
  • Capacidade: 30 passageiros
  • Tripulação: 1 piloto, 1 co-piloto e 1 comissária
  • Peso máximo decolagem: Aprox. 11.980 kg
  • Consumo médio (QAV): Aprox. 960 litros / hora (lotado / 75% potência)
  • Consumo médio (QAV): Aprox. 0,06 litro / passageiro / km voado
  • Alcance / Advanced ER: Aprox. 1.500 quilômetros (lotado / 75% potência / com reservas)
  • Alcance / Standard: Aprox. 1.000 quilômetros (lotado / 75% potência / com reservas)
  • Teto de serviço: Aprox. 9.500 metros
  • Freios: Metálicos, com anti-skid (anti-travamento)
  • Sistema elétrico: 28 volts (DC)
  • Hélices: Hamilton Standard (material composto)

Principais concorrentes[editar | editar código-fonte]

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]