Embraer ERJ-135

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Embraer ERJ-135
Embraer ERJ-135 - Aeronave veloz e confortável
Tipo Aeronave comercial
Fabricante Embraer
Primeiro voo 1998
Capacidade 37 passageiros
Comprimento Aprox. 26,3 metros
Envergadura Aprox. 20 metros
Altura Aprox. 6,8 metros
Cruzeiro Aprox. 830 km / h


O Embraer ERJ-135 Regional Jet é uma moderna aeronave bimotor pressurizada de alta performance, com motorização turbofan, com capacidade para transportar confortavelmente até 37 passageiros em viagens interestaduais, projetada, desenvolvida e fabricada em larga escala no Brasil a partir da década de 1990 pela então EMBRAER, que utilizou como base para sua criação e desenvolvimento o bimotor turbofan Embraer ERJ-145 Regional Jet, incluindo o seu projeto de fuselagem, asas e estabilizadores vertical e horizontal em “T” e a maior parte dos seus sistemas hidráulico, elétrico, eletrônico e mecânico.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Para dar origem ao projeto do Embraer ERJ-135, os engenheiros da então EMBRAER decidiram utilizar como base o projeto do ser irmão maior Embraer ERJ-145, retirando duas seções de fuselagem do projeto do Embraer ERJ-145, reduzindo então o comprimento total do Embraer ERJ-135 em 3,5 metros, totalizando aproximadamente 26,3 metros, reduzindo o seu peso e reduzindo a sua capacidade de transportar passageiros.

Na verdade, a grande similaridade de peças entre o Embraer ERJ-135 e o seu "irmão maior" Embraer ERJ-145 é de mais de 90%. Atualmente, o conceito de similaridade é de fundamental importância para o sucesso de aeronaves comerciais no mercado de aviação comercial, incluindo o mercado de transporte aéreo regional.

A então EMBRAER iniciou a fase de criação do projeto do ERJ-135 em 1996, após o início dos trabalhos de criação e desenvolvimento do projeto do ser irmão maior ERJ-145 (na época o protótipo do ERJ-145 era conhecido como EMB-145), relacionando profundamente o projeto do ERJ-135 ao projeto do ERJ-145, demonstrando claramente às companhias aéreas interessadas no ERJ-145 como poderiam complementar suas frotas de aviões regionais com o seu irmão menor e mais novo ERJ-135 nas linhas aéreas regionais de menor demanda, dentro de um contexto de família de aeronaves regionais, sem que isso significasse a venda casada dos dois modelos de aeronaves.

Um dos objetivos da então EMBRAER era manter sob controle os seus custos de desenvolvimento de aeronaves regionais, já que o ERJ-135, o ERJ-145 e, posteriormente, o ERJ-140 eram parecidos. Assim seria possível vender os três modelos de aeronaves sem que esses custos ultrapassassem os limites financeiros que o fabricante poderia suportar.

Para as companhias aéreas a oferta da então EMBRAER era bem clara, pragmática e objetiva: manter sob controle os custos e o tempo de treinamento das tripulações e dos técnicos especializados na manutenção dos aviões, também dentro dos limites que as companhias aéreas poderiam suportar, já que os três modelos de aeronaves eram parecidos, e também manter sob controle os custos de manutenção das aeronaves, sem necessariamente reduzir a confiabilidade das aeronaves e, por consequência, sem reduzir a segurança de voo, já que grande parte das peças, partes e componentes dos três modelos de aeronaves são iguais.

Mercado[editar | editar código-fonte]

Existe uma forte tendência no mercado mundial de aviação comercial de padronização das frotas de aeronaves, reduzindo o máximo possível o número de famílias de aeronaves que compõem as frotas das companhias aéreas, com o objetivo de manter custos sob controle, sem abrir mão da segurança de voo. Isso é consequência de um decisão estratégica unânime de investidores e principais executivos das empresas, no sentido de eliminar complicações desnecessárias e aumentar a eficiência das empresas para chegar à lucratividade, e mantê-la.

O índice de despachabilidade é um indicador usado por fabricantes de aeronaves e empresas de transporte aéreo regular para avaliar a confiabilidade e produtividade de aeronaves, ou seja, nos dias atuais é natural que aeronaves bem projetadas, fabricadas dentro de padrões rígidos de controle de qualidade e que apresentam no dia a dia de trabalho índices de cerca de 98%, ou mais, consigam se firmar no competitivo mercado de transporte aéreo regular de passageiros, pois as companhias aéreas precisam de aviões confiáveis para transportar com segurança seus passageiros, e na prática o ERJ-135 conserva quase todas as características dos demais modelos de aeronaves da família ERJ..

Mais de 900 unidades da família ERJ-145, incluindo o ERJ-140 e o ERJ-135, estão voando em muitos países, incluindo os mais competitivos mercados, entre eles Estados Unidos e Europa, comprovando assim as características desses aviões.

Experiência[editar | editar código-fonte]

A longa e respeitável trajetória da então empresa estatal EMBRAER foi iniciada na década de 1970, em parceria com o CTA – Centro Técnico Aeroespacial, com o projeto e a fabricação em larga escala do EMB-110 Bandeirante, turboélice para transporte regional de passageiros, seguida na década de 1980 com o turboélice EMB-120 Brasília, também para transporte regional de passageiros, mantida na década de 1990, já como empresa privatizada, com o desenvolvimento e a fabricação do Embraer ERJ-145 Regional Jet, entre outros da mesma família, para transporte regional de passageiros, e na década de 2000 pela novíssima e moderna família E-Jet para transporte regional de passageiros, entre eles o E-190, um grande sucesso de vendas no mercado mundial de jatos comerciais.

Um exemplo interessante de como a experiência adquirida na fabricação de aviões regionais pode, em certa medida, ser aproveitada na fabricação de aeronaves executivas é o ponto único de reabastecimento de combustível e o ponto de acesso acesso externo para esgotamento do toalete.

Esses dois ótimos conceitos práticos desenvolvidos na década de 1990 pela então EMBRAER para o ERJ-135 foram, posteriormente, na década de 2000, de certa forma aplicados com sucesso no desenvolvimento do Phenom 300, um sucesso no mercado de transporte aéreo executivo.

Simplificar a operação de uma aeronave comercial para economizar tempo e dinheiro é vital para companhias aéreas regionais. O ponto único para reabastecimento de combustível do ERJ-135 reduziu o tempo e simplificou o reabastecimento da aeronave.

O Legacy[editar | editar código-fonte]

Após o processo de privatização da então EMBRAER, na década de 1990, os investidores privados decidiram concentrar grande parte dos esforços e recursos da empresa na família de jatos ERJ para transporte regional de passageiros.

Com o sucesso da família de jatos regionais ERJ, pouco tempo depois, na década de 2000, os investidores decidiram entrar no sofisticado segmento de mercado de aviação executiva, o de jatos executivos intercontinentais. Entrar nesse mercado altamente tecnológico foi considerado um desafio de aprendizado para a então EMBRAER.

O Legacy, também conhecido como Embraer ERJ-135 Business Jet, é uma versão sofisticada do ERJ-135. Na prática, o Legacy é um ERJ-135 com algumas modificações técnicas, principalmente tanques de combustível adicionais para aumentar o alcance, um novo e elegante layout de assentos na cabine de passageiros, uma nova e completa galley e um novo e mais espaçoso toalete.

O Legacy é uma aeronave projetada para ser utilizada exclusivamente no transporte executivo de pessoas ou, eventualmente, para passeio e turismo, ou seja, quando o Legacy foi lançado no início da década de 2000, grande parte das peças e partes utilizadas na sua fabricação, a sua aerodinâmica e sua estrutura, os sistemas elétrico, hidráulico, mecânico e eletrônico, enfim, a maior parte dos conceitos empregados já tinham sido testados e aprovados na aviação regional, pelo ERJ-135.

Isto significa que, quando nasceu, o Legacy já era uma aeronave madura em vários aspectos, e o resultado foi um sucesso de vendas no mercado mundial, principalmente nos Estados Unidos e na Europa.

Ficha técnica[editar | editar código-fonte]

  • Capacidade: 37 passageiros;
  • Tripulação: 1 piloto, 1 co-piloto e 1 comissária;
  • Motorização (potência): 2 X Rolls Royce AE3007A (7.467 libras / cada);
  • Comprimento: Aprox. 23,6 metros;
  • Envergadura: Aprox. 20 metros;
  • Altura: Aprox. 6,7 metros;
  • Peso máximo decolagem: Aprox. 19.000 kg;
  • Pista pouso: Aprox. 1.999 metros (lotado / dias quentes / tanques cheios);
  • Alcance: Aprox. 2.200 quilômetros (lotado / 75% potência / com reservas);
  • Velocidade de cruzeiro: Aprox. 830 km / h;
  • Teto de serviço: Aprox. 11.000 metros;
  • Preço: Aprox. US$ 23 milhões (novo);

Ver também[editar | editar código-fonte]

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