Embraer KC-390

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Embraer KC-390
Cabine de comando do KC-390 em Mock-up (modelo para simulação)
Descrição
Fabricante Embraer Defesa e Segurança
Entrada em serviço previsto para 2016
Missão Transporte militar tático/logístico e reabastecedor em voo
Tripulação 3 + 80 soldados ou 64 paraquedistas
Dimensões
Comprimento 35,20 m
Envergadura 35,05 m
Altura 11,84 m
Peso
Tara 51.000 kg
Peso total missões táticas: 67.000 kg; normal: 74.400 kg e transporte logístico: 81.000 kg
Peso bruto máximo carga útil máx tático:16.000; logístico: 23.000 kg
Propulsão
Motores 2 turbofans
Performance
Velocidade máxima 850 km/h km/h
Alcance (cruzeiro de longo alcance) 6.204 km e (raio de ação para transferência de combustível) 2.495 km
Teto máximo 10.973 m
Armamento
Mísseis/Bombas não possui armamentos

O Embraer KC-390 é um projeto de aeronave para transporte tático/logístico e reabastecimento em voo que estabelece um novo padrão para o transporte militar médio. Foi desenvolvida para atender aos requisitos operacionais da Força Aérea Brasileira, que cogita usá-la em substituição ao C-130 Hercules. A Embraer almeja alcançar com o projeto a posição de ser o virtual substituto para as demais Forças Aéreas de países que possuem em sua frota essa classe de cargueiro militar.

Histórico de desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

O KC-390 é um projeto em desenvolvimento para a produção de um jato militar de transporte, anunciado na feira de materiais de defesa Latin America Aero & Defence (LAAD), no Rio de Janeiro no ano de 2007. Na edição de 2009 do mesmo evento foi anunciado formalmente seu programa de lançamento.[1]

Com turbinas a jato, utilizará a tecnologia fly-by-wire em sua aviônica. Terá capacidade para transportar 23 toneladas de carga, inclusive veículos.[2]

Em outubro de 2008, o Congresso Brasileiro aprovou o uso de cerca de R$ 800 milhões pela então EMBRAER para o desenvolvimento da aeronave. Essa verba deve ser liberada pela FAB via aval do Executivo.

No início de março de 2009, o Executivo Brasileiro anunciou um investimento inicial entre R$ 50 e R$ 60 milhões. Esse montante deve representar cerca de 5% do custo de desenvolvimento. Enquanto a então EMBRAER não fechava outras parcerias, a FAB foi preparando a proposta de compra de um lote inicial entre 22 e 30 unidades. O valor do que seria o primeiro contrato deve chegar a US$ 1,3 bilhão, em um mercado estimado pela então EMBRAER em no mínimo US$ 20 bilhões.[3]

Ainda em março de 2009 o Governo brasileiro, durante as turbulências da economia mundial, reiterou investimentos no projeto, a fim de garantir empregos na fabricante brasileira e dotar a Força Aérea Brasileira com o novo equipamento.[4] Até novembro de 2012 o projeto da provável nova aeronave da FAB já havia criado mil oportunidades de trabalho dentro da própria Embraer.[5]

Três vistas do KC-390
Sistema reserva de geração elétrica do KC-390, fabricado pela Safran_Hispano-Suiza

Em março de 2013, a Força Aérea Brasileira e a Embraer concluíram a Revisão Crítica de Projeto (CDR) da aeronave.[nota 1]

Após cinco anos de desenvolvimento, foram concluídos os modelos para integração de todos os sistemas da aeronave e simulações de voo, realizadas em mock-up (simuladores em tamanho real da cabine de comando).[6] [7]

O desenvolvimento do projeto e a produção, envolvendo a integração de tecnologias, sistemas eletrônicos e aviônica são de responsabilidade da Embraer Defesa e Segurança, unidade da Embraer criada no início de 2011, sediada na cidade de Gavião Peixoto.[8]

A Embraer assinou com o governo brasileiro em 20 de maio de 2014 o primeiro contrato para produção em série do cargueiro KC-390, em um negócio estimado em 7,2 bilhões de reais, que inclui suporte logístico, peças sobressalentes e manutenção.[9]

Missões[editar | editar código-fonte]

  • Transporte e lançamento de cargas e tropas
  • Reabastecimento em voo - caças, transporte ou (ISR) e no solo
  • Evacuação Aeromédica (UTI móvel, remoção de feridos)
  • Transporte de cargas paletizadas
  • Transporte de veículos leves e médios
  • Ajuda humanitária
  • Lançamento a baixa altura (LAPES - Low Altitude Parachute Extracting System)
  • Lançamento de cargas e paraquedistas em todas as altitudes
  • Operação em pistas não pavimentadas e curtas

Ficha técnica (Embraer KC-390)[editar | editar código-fonte]

Especificações.[8]

Dimensões externas[editar | editar código-fonte]

  • Envergadura: 35,05 m
  • Comprimento: 35,20 m
  • Altura: 11,84

Dimensões internas do compartimento de carga[editar | editar código-fonte]

  • Comprimento máximo: 18,54 m
  • Altura máxima: 3,20 m
  • Largura máxima: 3.35 m

Pesos e capacidades[editar | editar código-fonte]

  • Vazio: n/d
  • Máximo de decolagem (MTOW) 67.000 kg (missões táticas); 74.400 kg (normal) e 81.000 kg (transporte logístico)
  • Carga útil máxima: 23.000 kg
  • Combustível de asa 23.400 l
  • Tripulação: 3 (1 piloto, 1 co-piloto e 1 engenheiro de voo) e 80 soldados equipados ou 64 paraquedistas (configuração típica)

Desempenho[editar | editar código-fonte]

  • Velocidade máxima: 870 km/h
  • Velocidade de cruzeiro: 850 km/h
  • Alcance: 6.019 km
  • Transferência de combustível: 2.495 km (raio de missão REVO)
  • Teto de serviço: 10.973 m
  • Distância de decolagem: 1.100 m (missões táticas); 1.300 m (normal) e 1.630 m (transporte logístico)

Estrutura[editar | editar código-fonte]

  • Fator de carga: 3,0 g (missões táticas em pista semipreparada); 2,5 g (normal) e 2,25 g (transporte logístico)
  • Pressurização: 7,6 psi

Propulsão[editar | editar código-fonte]

  • Motor: 2 Turbofans IAE V2500-E5

Sistemas e equipamentos[editar | editar código-fonte]

  • RWR / chaff & flare (sistemas de autodefesa)
  • Sistema de reabastecimento em voo
  • Sistema HUD duplo
  • Iluminação da cabina compatível com sistemas de visão noturna
  • Sistema de cálculo preciso do ponto de lançamento de carga

Futuros Operadores[editar | editar código-fonte]

  •  Brasil - 28 aeronaves ( 2 protótipos para a fase de homologação).
  •  Portugal - 06 aeronaves (intenção de compra)
  •  Argentina - 06 aeronaves (intenção de compra)
  •  Chile - 06 aeronaves (intenção de compra)
  •  Colômbia - 12 aeronaves (intenção de compra)
  •  República Checa - 02 aeronaves (intenção de compra)

Possíveis Operadores[editar | editar código-fonte]

  •  Suécia - 08 a 12 aeronaves (intenção de compra)

Possíveis Operadores Civis[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. O CDR avalia se o projeto é adequado para o processo de fabricação em larga escala, montagem, integração e testes. Analisa também se todo o desenvolvimento técnico está compatível para cumprir as especificações do projeto (vôo, desenvolvimento de sistemas de solo e operações), atendendo aos requisitos de desempenho da missão, dentro do custo pre-definido, analisando as possíveis restrições no cronograma. Fonte: Wikipedia_Design review (U.S. government) (em inglês)

Referências

  1. EMBRAER Press Release (14 de abril de 2009). EMBRAER lança programa do jato de transponte militar KC-390 (PDF) (em português). Visitado em 29 de outubro de 2009.
  2. KC-390 Embraer Defesa e Segurança (2012). Visitado em 8 de fevereiro de 2014.
  3. Embraer diz que preço de KC-390 irá incomodar a concorrência
  4. Folha Online (14 de abril de 2009). Governo e EMBRAER firmam contrato para produção de aviões para Aeronáutica e Marinha (em português). Visitado em 29 de outubro de 2009.
  5. Companhia nacional perde espaço no KC-390
  6. Força Aérea Brasileira e Embraer Defesa & Segurança concluem Revisão Crítica de Projeto do KC-390 Embraer Notícias (25/03/2013). Visitado em 12/10/2103.
  7. Projeto KC-390 recebe sinal verde para construção de protótipos FAB_Agência Força Aérea (25/03/2013). Visitado em 12/10/2013.
  8. a b EDS (2012). Embraer Defesa & Segurança KC-390. Visitado em 2 de outubro de 2013.
  9. Reuters (25/05/2014). Embraer vende 28 cargueiros ao Brasil em negócio de R$7,2 bi Portal Exame. Visitado em 12/7/2014.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]