Emeline Meaker

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Emeline Lucy Meaker (às vezes referida como Lucy Emeline Meaker) (30 de março de 1883) foi a primeira mulher legalmente executada em Vermont. Em 1883, Meaker foi condenada e enforcada por matar a meia-irmã de seu marido, Alice, nas redondezas de Burlington, Vermont.

O crime[editar | editar código-fonte]

Em algum momento na primavera de 1879, um assistente social contactou Meaker e seu marido para perguntar se eles considerariam levar para casa a meia-irmã de oito anos de Meaker, pois ela estava vivendo em um orfanato superlotado.[1] [2] Ao Sr. Meaker foi oferecido um auxílio de $400 para cuidar de Alice, então ele aceitou. Emeline Meaker não estava contente com o acordo, e por muitas vezes bateu, deixou passar fome e maltratou Alice.[1] [2]

Em 1883, Meaker decidiu matar Alice, e ordenou a seu filho Almon que arranjasse uma dose letal de estricnina de um farmacêutico. Meaker e Almon imobilizaram Alice, colocaram um saco plástico em sua cabeça, e a levaram para uma área remota de Burlington. Quando chegaram a uma clareira perto de um córrego, Almon entregou o veneno para sua mãe e ela colocou o conteúdo em uma bebida e deu a Alice. Enquanto Alice se debatia devido à reação ao envenenamento por estricnina, Meaker segurava sua mão sobre a boca da garota impedir-la de gritar, segurando-a até que tivesse certeza que Alice estivesse morta. Em seguida os dois enterraram o corpo nas imediações.[1] [2]

Investigação e julgamento[editar | editar código-fonte]

O desaprecimento de Alice foi investigado, e Almon acabou confessando o crime ao xerife local. No julgamento, ambos foram condenados à morte, mas a pena de Almon foi comutada sob alegação que ele estava sobre o controle de sua mãe.[1] [2] A confissão de Almon foi publicada em um jornal local no dia da execução de Emeline.[2] Foi reportado que Emeline agiu de maneira violenta na cadeia, mas seu comportamentou mudou perto da data de sua execução.[2]

Execução[editar | editar código-fonte]

Em 30 de março de 1883, na manhã marcada para sua execução, Meaker comeu muito no café da manhã; um bife grande, três batatas, uma fatia de pão com manteiga, um pedaço de torta de carne e uma xícara de café. Então, a seu pedido, ela foi para ver a forca, comentando que não parecia tão ruim quanto ela pensava que seria. Ela enviou uma mensagem para o marido através do xerife, e depois comeu um jantar composto por dois ovos cozidos, duas fatias de pão, uma batata, um donut e tomou uma café.[3]

Mais de 125 espectadores reuniram-se na sala da guarda prisional na Prisão Estadual de Vermont em Washington County, e foi relatado que o xerife foi cercado com pedidos de passes para testemunhar o enforcamento. Quando Meaker foi finalmente levada à forca, e questionada (através de pedaço de papel) se ela tinha algo a dizer, Emeline disse em voz baixa: "Que Deus perdoe a todos por me enforcarem, uma mulher inocente. Eu sou tão inocente quanto o homem de pé aqui ", indicando um deputado.[3] Ninguém de sua família estava presente na execução e seu marido e filhos não aceitaram o corpo para o enterro após a execução.[1] [3]

Notas

  1. a b c d e Hearn, Daniel Allen, Legal Executions in New England: A comprehensive reference, 1623–1960 (Jefferson, NC: McFarland, 1999) pp. 273–274
  2. a b c d e f "Mrs. Lucy E. Meaker Still Claims Innocence and Reproaches the Boy Almon", Burlington Free Press and Times, 30 de março de 1883
  3. a b c "A Life for a Life, Hanging of Mrs. Emeline Lucy Meaker at Windsor Prison", Burlington Free Press and Times. 31 de março de 1883