Empresa Nacional de Navegação

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A Empresa Nacional de Navegação (ENN) foi uma empresa de navegação portuguesa.

História[editar | editar código-fonte]

Foi constituída em 1881, mediante contrato com o Governo Português, para efetuar a ligação marítima de Lisboa a Moçâmedes, as ligações entre as ilhas de Cabo Verde e entre estas e a Guiné, por um período de 10 anos.[1] Tinha como acionistas as empresas Bensaude & Cia., Lima, Mayer & Cia. e Ernst George.

A rota dos navios a vapor da ENN tinha escalas nos portos de Porto Alexandre (atual Tombua), Moçâmedes (atual Namibe), Benguela e Novo Redondo (atual Sumbe), São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Lisboa. O regresso fazia-se pela mesma rota.

Em 1918 a empresa foi transformada e passou a ser denominada Companhia Nacional de Navegação (CNN).[2]

Ao longo da sua existência a CNN incorporou parte da Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes (SGCIT) (1919-1972), empresa cuja atividade estava ligada à Companhia União Fabril (CUF) pelo transporte de matérias-primas necessárias e de produtos saídos das unidades fabris dessa empresa.[3]

Após várias tentativas de reestruturação, a CNN, em simultâneo com a Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos (CPTM), foi extinta pelo Decreto-Lei n.º 138/85, de 3 de maio,[4] [5] tendo a sua liquidação, após sucessivas prorrogações, sido fixada para 30 de abril de 2001 pelo Decreto-Lei n.º 119/2001, de 17 de abril.[6]

Embarcações[editar | editar código-fonte]

A CNN deteve a maior frota do país, com nove unidades: o "N/T Príncipe Perfeito" (1961), que se constituía no seu navio-almirante, os gémeos "N/T Angola" (1948) e "N/T Moçambique" (1949), o "N/T Niassa" (1955), os irmãos "N/T Índia" (1951) e "N/T Timor" (1951), o "N/T Quanza" (1929),os gémeos "N/T Lúrio" (1950) e o "N/T Zambézia" (1949).

Nestes navios se fez a maior parte do transporte dos contingentes militares, material, funcionários do Estado e portugueses que iam para os antigos territórios portugueses em África Ocidental.[7] Alguns deles faziam ainda as carreiras de África Oriental e do Extremo Oriente.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]