Empresa familiar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém uma ou mais fontes no fim do texto, mas nenhuma é citada no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde fevereiro de 2010)
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde Fevereiro de 2008).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.

A empresa familiar é toda aquela que esteja ligada a uma família durante pelo menos duas gerações. Isto, se essa ligação resulta em uma influência recíproca, tanto na política geral do empreendimento, como nos interesses e objetivos da família.

A partir de um sonho, de um ideal ou da necessidade de sobrevivência, o empreendedor torna-se a pessoa que gera, acumula ou distribui riqueza.

Ele divide, inicialmente as tarefas com o seu cônjuge, posteriormente, envolve os filhos nas atividades e operações da firma, muitas vezes de forma precoce, visando melhorar a situação e a condição social de sua família. Cria-se, desta forma, uma sociedade familiar que dera, ao longo dos anos, uma série de questões mais complexas que a simples administração da atividade comercial ou industrial.

Tem como característica básica a sucessão do poder decisório de maneira hereditária a partir de uma ou mais famílias. A estrutura familiar quando alocada a uma empresa, leva uma série de interações específicas da família, provocando particularidades na atuação na empresa, tornando-a diferente das demais empresas...

Características[editar | editar código-fonte]

As principais características de uma empresa familiar são:


  • Dificuldades na separação entre o que é intuitivo/emocional e racional, tendendo mais para o primeiro;
  • Comando único e centralizado, permitindo reações rápidas em situações de emergência;
  • A postura de autoritarismo e austeridade do fundador, seja na forma de investir, seja na administração dos gastos, se alterna com atitudes de paternalismo;
  • Estrutura administrativa e operacional "enxuta";
  • Exigência de dedicação exclusiva dos familiares, priorizando os interesses da empresa;
  • Forte valorização da confiança mútua, independentemente de vínculos familiares, isto é, a formação de laços entre empregados antigos e os proprietários exercem papel importante no desempenho da empresa;
  • Laços afetivos extremamente fortes, influenciando os comportamentos, relacionamentos e decisões da empresa;
  • Valorização da antigüidade como um atributo que supera a exigência de eficácia ou competência;
  • Expectativa de alta fidelidade dos empregados, manifestada através de comportamentos, como não ter outras atividades profissionais que não estejam relacionadas com a vida da empresa, gerando muitas vezes um comportamento de submissão, sufocando a criatividade;
  • Jogos de poder, nos quais, várias vezes, vale mais a habilidade política do que a característica administrativa.

Código de relacionamento[editar | editar código-fonte]

  • Nenhum membro da família deve trabalhar na Empresa, a não ser que queira trabalhar junto.
  • No caso de conflito o interesse da Empresa deverá vir sempre na frente.
  • É mais fácil recusar emprego aos familiares como uma política sistemática e sabida de antemão do que demiti-los depois que entrarem na Empresa.

Problemas[editar | editar código-fonte]

Possíveis problemas da administração familiar

  • A semente da destruição pode estar no próprio fundador;
  • A família precisa entender que os parentes podem não ser os melhores sócios;
  • A sucessão deve ser vista pelo ponto de vista do pai e o do sucessor;
  • Precisa usar consultoria.

Papel na Economia[editar | editar código-fonte]

Brasil[editar | editar código-fonte]

Várias características de empresas familiares são benéficas, pois sustentam o tecido econômico do Brasil, nos quais elas são muito representativas. Estas também têm relevante papel na contribuição social e econômica em outras sociedades.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Deve existir um fundador seguido de herdeiros, a sucessão da diretoria deve estar ligada ao fator hereditário e os valores institucionais identificam-se com um sobrenome familiar ou com a figura de um fundador. A cultura da empresa deve ser fortemente influenciada pela cultura da família.

Para definir empresa familiar não é suficiente apenas a propriedade de uma empresa, mas é preciso que exista uma estrutura de gestão, em que os principais cargos são preenchidos por membros da família proprietária.

Existe a necessidade da família deter o poder sobre o negócio, ter um mínimo de propriedade do capital, e a garantia de direitos legais para interferir no controle administrativo. Quanto maior a concentração da propriedade do capital, tanto maior a autoridade para exercer o controle.

Motivações[editar | editar código-fonte]

O interesse ou motivação para se desenvolver um empreendimento familiar é conduzido por forças impulsionadoras, sejam por necessidades econômicas, o desafio da conquista, ou a insatisfação com o momento profissional.

  • A primeira motivação dos empreendedores é o desejo de autogerenciar-se ao invés de sentir-se empregado, estando a independência pessoal e o controle sobre a própria vida, amplamente ligados ao desejo do empreendedor iniciar uma empresa.
  • A segunda motivação é encontrar uma oportunidade de mercado. Os empreendedores inspiram-se nas realizações de outros fundadores e em suas empresas reflete-se o aproveitamento do oportunismo.

Vantagens e Desvantagens[editar | editar código-fonte]

Pontos Fracos da administração familiar

  • Falta de comando central capaz de gerar uma reação rápida para enfrentar os desafios do mercado;
  • Falta de planejamento para médio e longo prazos;
  • Falta de preparação/formação profissional para os herdeiros;
  • Conflitos que surgem entre os interesses da família e os da empresa como um todo;
  • Falta de compromisso em todos os setores da empresa, sobretudo com respeito a lucros e desempenho;
  • Descapitalização da empresa pelos herdeiros em desfrute próprio;
  • Situações em que prevalece o emprego de parentes, sem ser este orientado ou acompanhado por critérios objetivos de avaliação do desempenho profissional;
  • Falta de participação efetiva dos sócios que legalmente constituem a empresa nas suas atividades do dia-a-dia;
  • Usualmente há uso de controles contábeis irreais - com o objetivo de burlar o fisco - o que impede o conhecimento da real situação da empresa e sua comparação com os indicadores de desempenho do mercado.

Pontos Fortes da administração familiar

  • Disponibilidade de recursos financeiros e administrativos para auto-financiamento obtido de poupança compulsória feita pela família;
  • Importantes relações comunitárias e comerciais decorrentes de um nome respeitado;
  • Organização interna leal e dedicada;
  • Grupo interessado e unido em torno do fundador;
  • Sensibilidade em relação ao bem-estar dos empregados e da comunidade onde atua;
  • Continuidade e integridade de diretrizes administrativas e de focos de atenção da empresa;
  • Sistema de decisão mais rápido.

Sucessão[editar | editar código-fonte]

No processo de sucessão da empresa familiar deve-se considerar:

  • É aconselhável que os filhos façam seu aprendizado em outras empresas, antes de se dedicar integralmente a sua Empresa;
  • É importante começar por baixo;
  • Os pais não devem forçar a entrada dos filhos no negócio;
  • É prudente evitar coincidência entre crise da Empresa;
  • Felling do "dono" pode direcionar quem o sucederá. Um ou mais filhos no comando;
  • Uma nova geração deve crescer junto com o filho até que possa suceder o "pai".

Profissionalização[editar | editar código-fonte]

O processo de Profissionalização da empresa familiar

  • É o processo pelo qual uma organização familiar assume práticas administrativas mais racionais, modernas e menos personificadas;
  • É o processo de integração de gerentes contratados e assalariados no meio de administradores familiares;
  • É a substituição de formas de contratação de trabalho arcaicas ou patriarcais por formas assalariadas.

Três pontos básicos da profissionalização

  • O sucesso de integrar profissionais familiares na direção;
  • O sucesso de adotar práticas mais racionais;
  • O sucesso em recorrer a consultoria externa.

Alguns perigos da Profissionalização da empresa familiar

  • Massificar e/ou apressar o processo (começar com poucos e bons).
  • Dar efetivamente autonomia para o "gestor" – muitas vezes se dá responsabilidade sem dar autoridade.

Recomendações[editar | editar código-fonte]

Algumas recomendações

  • Defina bem o objetivo ao contratar alguém;
  • Tenha bem definido o que quer do cargo e da pessoa;
  • Defina bem o apoio que será dado ao "gestor";
  • Dê-lhe somente um superior imediato.

Referências gerais[editar | editar código-fonte]