Empresa júnior

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Uma empresa júnior é uma associação civil sem fins lucrativos e com fins educacionais formada exclusivamente por alunos do ensino superior. [1] Uma organização cujo objetivo primário é formar, por meio da vivência empresarial, empreendedores comprometidos e capazes de transformar o país.

Características[2] [editar | editar código-fonte]

As empresas juniores são constituídas pela união de alunos matriculados em cursos de graduação em instituições de ensino superior, organizados em uma associação civil com o intuito de realizar projetos e serviços que contribuam para o desenvolvimento do país e de formar profissionais capacitados e comprometidos com esse objetivo.

O objetivo primeiro das empresas juniores é desenvolver pessoal e profissionalmente os seus membros por meio da vivência empresarial, realizando projetos e serviços na área de atuação do(s) curso(s) de graduação ao(s) qual(is) a empresa júnior for vinculada. Por esse objetivo entende-se fomentar o crescimento pessoal e profissional do aluno membro, por meio do oferecimento de serviços de qualidade e a baixo custo ao mercado. Dessa forma, além de atingir seu próprio objetivo, as EJs contribuem para o desenvolvimento do empreendedorismo em sua região. Em alta escala, o Movimento das Empresas Juniores (MEJ) contribui com uma importante parcela no desenvolvimento empresarial e econômico do país.

As EJ se enquadram no terceiro setor da economia, pois estão enquadrados no setor privado (portanto não são do Primeiro Setor) e não têm por fim último o lucro (excluindo-se do Segundo Setor). Dessa forma, acabam por ter reduzidos custos operacionais e de tributação, podendo oferecer serviços de qualidade a um custo baixo. As EJ atendem principalmente o mercado das micro e pequenas empresas, que costumeiramente não tem acesso a consultoria sênior quando enfrentam grandes dificuldades de gestão. A fim de garantir um excelente resultado, todo o trabalho executado pode ter o acompanhamento e a orientação de um professor da respectiva área do conhecimento.

Ex-alunos (pós-juniores) que passaram por empresas juniores contam com diferencial de conhecer o mercado ainda dentro da Graduação, ter experiência de trabalho, conhecer a prática empreendedora e desenvolvimento de suas habilidades empresariais. [carece de fontes?]

História[editar | editar código-fonte]

Em 1967, alunos da ESSEC – L’École Supérieure des Sciences Economiques et Commerciales, em Paris, sentiram a necessidade de ter conhecimento das ferramentas utilizadas no mercado em que eles trabalhariam num futuro próximo. Assim, foi fundada a Junior ESSEC Conseil, uma associação de estudantes que colocaria em prática os conhecimentos acadêmicos com clientes do mercado.[3] . O conceito depois se espalhou entre as escolas de engenharia e administração da França, em seguida pelas escolas de comunicação, agronomia e outras universidades. Em 1969 foi criada a primeira confederação, a Confederação Francesa de Empresas Juniores que já reunia mais de 20 empresas na época. No Brasil há mais de 700 empresas juniores, contando com mais de 22.000 empresários em todas as regiões do país.

Empresas juniores em Portugal[editar | editar código-fonte]

O conceito de empresas júnior em Portugal está ainda numa fase de desenvolvimento, estando muito atrás do Brasil ou de outros países da Europa e do mundo. No entanto, o número e a qualidade destas empresas de estudantes tem vindo a aumentar a ritmos crescentes.

Empresas juniores no Brasil[editar | editar código-fonte]

No final da década de 1980, por iniciativa da Câmara de Comércio Brasil-França e do Sr. João Carlos Chaves, o conceito de empresa júnior chegou ao país. É nesse período que surgem as primeiras empresas juniores no Brasil: em 1988, nasce a Empresa Júnior Fundação Getúlio Vargas e da FAAP, pioneiras no Brasil. Em seguida surgem quase que simultaneamente as empresas juniores da Poli -USP (primeira em engenharia no Brasil), Escola de Engenharia Mauá, Escola de Administração da Universidade Mackenzie em São Paulo e duas na Unicamp (uma na faculdade de engenharia elétrica e outra na Faculdade de Engenharia de Alimentos). Os líderes destas empresas juniores e suas respectivas equipes, entre os quais citamos: Rogério Chér e equipe (FGV), Martim Mitteldorf (MAUÁ), Márcio Orlandi Júnior (MAUÁ), Graziela M. Siaulys (MAUÁ), Mansur Haddad e equipe(Mackenzie), Daniela Maria Siaulys (POLI-USP) e equipe, Carla (GEPEA), Tomás e equipe GEPEA, José Carlos Borsói e equipe FAAP e equipe JÚNIOR 3E, passaram então a se reunir sistematicamente na Pizzaria Marguerita em São Paulo com o Sr. João Carlos Chaves para discutir a visita dos franceses ao Brasil em1989. Fruto destas reuniões nasceu a primeira Federação das Empresas Juniores do Estado de São Paulo (FEJESP) que teve como sua primeira presidente, Daniela Maria Siaulys. Oficialmente a FEJESP foi lançada em 5 de Junho de 1990 em um evento que contou com todas as empresas juniores acima no prédio da Engenharia Civil na Poli-USP. Este evento contou com o apoio e patrocínio da Poli que cedeu o espaço, stands, Laboratório Ache que forneceu os folders da FEJESP e da empresa Fertibras intermediada pela aluna de graduação Maria Eduarda da engenharia de produção que patrocinou o coquetel do evento de lançamento (referência 4) ; em 1989 também foi criada a Empresa JR ADM UFBA; em 1991, nasce na UFES a EJCAD Consultoria e também na Unicamp a Conpec Empresa Júnior, a primeira empresa júnior de informática do Brasil. Depois das pioneiras, muitas outras empresas juniores foram criadas por diversas universidades brasileiras.

A empresa júnior se tornou o que é pela paixão e determinação de diversos empresários juniores espalhados pelo Brasil todo e que contribuiíram significativamente para o avanço do movimento no país.

A Brasil Júnior é a Confederação Brasileira de Empresas Juniores, a maior Confederação de Empresas Juniores do mundo. Criada em 2003, a finalidade da instituição é propor e repassar diretrizes nacionais que devem ser adotadas pelas federações estaduais, de modo a regulamentar a atividade das empresas juniores em âmbito nacional. Além disso, trabalha com um portal de colaboração e conhecimento, que promove a integração dos empresários juniores de todo o país. Atualmente ela regulamenta cerca de 1000 empresas juniores espalhadas pelo Brasil, em mais de 2000 instituições de ensino superior. Estima-se que existam aproximadamente 23.200 graduandos envolvidos no Movimento Empresa Júnior, executando em média 2000 projetos por ano. [carece de fontes?]

Brasil Júnior - Confederação Brasileira de Empresas Juniores[editar | editar código-fonte]

Brasil Junior (BJ) é a Confederação Brasileira de Empresas Juniores e compartilha com todos os empresários juniores o objetivo de tornar o MEJ um movimento reconhecido pelos diversos atores da sociedade por contribuir para o desenvolvimento do país por meio da formação de empreendedores comprometidos e capazes, verdadeiros agentes de mudança.

Brasil Júnior é o órgão nacional do Movimento Empresa Júnior, trabalhando para fomentar e dar suporte às empresas juniores em todo o Brasil e representá-las para potencializar os resultados da rede. A atuação ocorre pela definição conjunta de planos e diretrizes do Movimento, como o Conceito Nacional de Empresa Júnior. As ações são desenvolvidas por sua diretoria e, em cada estado, por sua federação local.

Brasil Júnior também trabalha para a integração do Movimento, reunindo as federações em reuniões e, principalmente, reunindo as empresas juniores ao realizar o ENEJ (Encontro Nacional das Empresas Juniores). Em 2010, o ENEJ foi organizado em conjunto com a UNIJr-BA, em Salvador/BA, no mês de Agosto. Já em 2011, o ENEJ foi organizado em Foz do Iguaçu, também no mês de agosto, contando com milhares de empresários juniores envolvidos. Em 2012, a Brasil Júnior realizou o JEWC (Junior Enterprise World Conference), maior evento de jovens empreendedores do mundo, em conjunto com a FEJEMG e a Rio Júnior, federações de Minas Gerais e Rio de Janeiro. O JEWC foi o encontro mundial de empresas juniores, e ocorreu em Paraty-RJ, de 6 a 10 de agosto de 2012.

Presidentes da Brasil Júnior[editar | editar código-fonte]

  1. Leonardo Cassol (RioJunior): 2003 - 2004
  2. Luiz Cavalcante (FEJECE): 2004 - 2005
  3. José Frederico Lyra Neto (FEJESP): 2005 - 2006
  4. Rafael Martines (FEJESP): 2007
  5. Lucas Sales (FEJEMG): 2008
  6. Diego Calegari (FEJESC): 2009
  7. Tiago Mitraud (FEJEPAR): 2010
  8. Carlos Nepomuceno (CONCENTRO): 2011
  9. Ana Paula Pereira (FEJESC): 2012
  10. Marcus Barão (RIOJUNIOR): 2013
  11. Ryoichi Penna (FEJEMG): 2014

ENEJ - Encontro Nacional de Empresas Juniores[editar | editar código-fonte]

O Encontro Nacional de Empresas Juniores (ENEJ) é o maior evento do Movimento Empresa Junior  (MEJ) brasileiro. Idealizado pela Brasil Júnior, instância de representatividade das empresas juniores a nível nacional, o ENEJ acontece anualmente com diferentes temas centrais a cada edição, que se desdobram ao longo do evento. Com quatro dias de programação cientifica, os empresários juniores congressistas tem a possibilidade de assistir palestras, workshops e cases, além de participar de rodas de discussão e minicursos, tudo isso em contato diário com outros jovens da Rede.

O evento é prestigiado por mais de 1.500 congressistas por ano, e cada vez mais vem mostrando sua importância para os empresários juniores: desenvolvimento profissional, benchmarkings, ideias compartilhadas, aprendizado em diferentes áreas do conhecimento e muito networking.

Por receber os empresários juniores de 14 estados do Brasil, o ENEJ é um excelente meio de alinhamento entre as Federações e instâncias do movimento empresa júnior. Os jovens lá marcam reuniões e conversas entre si e com parceiros institucionais do evento, e o fruto dessa troca de conhecimento são novas ideias e visões de futuro.

Por trás de todo esse grande encontro há parceiros e patrocinadores que apoiam não só o evento, mas também os conceitos e valores dessa Rede. O ENEJ, por reunir jovens das melhores Universidades do país, atrai bastante interesse em grandes empresas para participar do evento, devido ao potencial de disseminação e contato com os jovens que ele apresenta. A cada edição O Encontro Nacional de Empresas Juniores tem maior articulação com empresas de mercado, além de grandes nomes de palestrantes e representandes dessas que prestigiam o evento.

Depois de vivenciar um ENEJ os empresários juniores tem grandes experiências para compartilhar e saem ainda mais questionadores e com vontade de mudança. São revigorados e motivados a colocar conceitos e ideias em prática, fazer ação!

JEWC - Junior Enterprise World Conference[editar | editar código-fonte]

Junior Enterprise World Conference (JEWC) is the biggest event of the planet for the Junior Entrepreneurs (or ever for the ones that want to become).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Federações Nacionais:

Referências

  1. CNEJ - Conceito Nacional de Empresa Júnior
  2. CNEJ - Conceito Nacional de Empresa Júnior
  3. http://ejfgv.com/mej/