Emulador de sonda

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A sonda lambda é um sensor eletrônico que detecta a presença de oxigênio nos gases de escapamento do motor com a finalidade de informar à centralina electrónica se a mistura de combustível e ar está com excesso de combustível(mistura rica) ou falta de combustível (mistura pobre). Na prática, ela ajuda à centralina a manter a mistura próxima da estequiometria.Quando maior for a quantidade de oxigênio detectada, mais pobre (menos combustível) está a mistura e quanto menor for a quantidade de oxigênio, mais rica é a mistura (possui mais combustível).

Quando um carro é adaptado para utilizar GNV (Gás Natural Veicular)como combustível através de um sistema de GNV aspirado (kits GNV até 4ºgeração) , uma série de alterações ocorrem durante a queima. A principal delas é a relação ideal da mistura de combustível e ar. Depois da conversão, a central eletrônica não tem mais controle sobre o combustível quando o veículo está rodando com GNV, e passa a ter leituras inadequadas da sonda lâmbda, mas não consegue corrigir a diferença, pois não tem controle sobre a quantidade de combustível (GNV), que é aspirado pelo motor e não mais injetado de forma controlada pela centralina. Como consequência,a centralina ou ECU (eletronic control unit) do veículo tentará compensar a mistura incorreta alterando os tempos de injeção de combustível líquido (gasolina ou álcool), mas os bicos injetores estão desligados pelo emulador de bicos e esta alteração não tem nenhum reflexo na mistura ar/GNV, o que faz com que haja um desajuste na mistura ar/combustível quando a chave seletora é comutada para voltar a usar o combustível líquido. Além disso, a falta de oscilação do sinal da sonda (normalmente entre 0 volt e 1 volt) provoca a detecção de falha na sonda lambda e geração de um código de defeito, provocando consequente acendimento da luz de aviso de defeito da injeção eletrônica no painel do veículo.

O simulador ou emulador de sonda lâmbda é um dispositivo eletrônico que desconecta a sonda lambda da centralina e, ao mesmo tempo gera, quando o veículo está utilizando o GNV, um sinal elétrico que tenta imitar o funcionamento da sonda lambda para a centralina, como se o motor estivesse funcionando com o combustível na proporção ideal e sob controle da centralina, normalmente para que a central eletrônica não interprete como uma falha no sistema a alteração no sinal emitido pela sonda, buscando também reduzir o desajuste no sistema que seria provocado num sistema sem emulador de sonda, pelo sinal inadequado emitido pela sonda.

Uma outra forma mais moderna e eficiente de se manter o sistema em condições ideais sem a utilização de emulador de sonda é passar parte ou todo o controle da mistura ar/combustível para a centralina do veículo, de modo que as leituras da sonda lambda e demais sensores do veículo se reflitam em variações na proporção da mistura ar/combustível, de modo a permitir que a centralina faça a correção da mistura. O método mais conhecido é o sistema de pressão positiva de GNV ou 5º geração (conhecido popularmente como "Kit GNV injetado", que utiliza válvulas injetoras de GNV, sendo uma para cada cilindro do motor, e um regulador de pressão positiva de GNV (pressão manométrica positiva) que estabelece na entrada das válvulas injetoras uma pressão de GNV da ordem de 2 a 3 Bar (unidade). Este sistema poderá ser conectado nas mesmas saídas da centralina para os bicos, e uma chave seletora direciona as saídas para os bicos de combustível líquido ou de gás natural, ou pode também ter uma centralina independente para o GNV. Este sistema é utilizado no Siena Tetrafuel da Fiat (ver Veículo flex para mais detalhes). Uma outra maneira, mesmo utilizando o sistema convencional de GNV é instalando um módulo comercialmente chamado de Mobmix que faz com que parte da mistura ar/combustível seja de combustível líquido e controlada pelo veículo. Desta maneira, as alterações na mistura feitas pelo veículo também se refletem na mistura que está sendo de fato admitida na câmara de combustão no motor, mantendo as regulagens e a performance do veículo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referência: http://quatrorodas.abril.com.br/autoservico/reportagens/conteudo_262424.shtml