Encouraçado Minas Geraes (1908)

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E Minas Geraes (1910)

‎ O Minas Geraes (Minas Gerais nas fontes modernas) foi um navio do tipo encouraçado da Marinha do Brasil, da Classe Minas Gerais.

Foi o segundo navio da armada brasileira a receber este nome, em homenagem ao estado brasileiro de Minas Gerais. Os demais foram o também Encouraçado Minas Gerais (1906), cuja encomenda foi cancelada, e o porta-aviões NAeL Minas Gerais (A-11).

História[editar | editar código-fonte]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Cerimônia de lançamento ao mar em setembro de 1908.

No início do século XX a Marinha do Brasil deu início ao um programa de modernização tecnológica e de aquisição de embarcações, visando recomplementar e reaparelhar a esquadra. Esta encontrava-se obsoleta desde o fim do Império (1889), entre outros fatores:

  • pela rápida evolução dos meios devido à corrida armamentista entre as nações industrializadas nomeadamente no último quartel do século XIX e na primeira década do século XX;
  • pela falta da aquisição de novos meios por parte do governo republicano brasileiro, recém-implantado; e
  • em função dos prejuízos causados pelas duas Revoltas da Armada.

De acordo com as orientações do ministro das Relações Exteriores, José Maria da Silva Paranhos (Barão do Rio Branco), e do ministro da Marinha, Júlio César de Noronha, o governo do Presidente Rodrigues Alves encomendou em 1906, junto aos estaleiros Sir W G Armstrong Whitworth & Co Ltd (Elswick, Newcastle upon Tyne, na Inglaterra), três grandes navios encouraçados da "Classe Dreadnought" que, no Brasil, recebeu o nome de "Classe Minas Geraes"[1] . Entretanto, por pressões diplomáticas da Argentina, temerosa do poderio naval do Brasil, e por dificuldades de financiamento da compra dos navios, a encomenda inicial de três encouraçados foi reduzida para apenas dois, de 23.500 toneladas máximas de deslocamento, batizados com os nomes de E Minas Gerais e E São Paulo.

Após o batimento de quilha (17 de abril de 1907), foi lançado ao mar (10 de setembro de 1908) e incorporado em 6 de abril de 1910.

E Minas Geraes sistema de defesa do porto de Salvador em 1942.

Operações e atividades[editar | editar código-fonte]

No início de Novembro de 1910, os dois novos encouraçados e o Cruzador Bahia (C-12), participaram da chamada Revolta da Chibata.[2] [3]

Tanto o E Minas Gerais quanto o E São Paulo participaram no bombardeio de Salvador (1912), no contexto da chamada Política das Salvações.

Posteriormente, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), atuou na faina de patrulhamento das águas territoriais brasileiras.

Em 1910, por oficiais em serviço na Inglaterra, trouxe o Movimento Escoteiro para o Brasil, sendo fundada a Associação Boy Scout do Brasil, atual UEB.

Sofreu extensa intervenção de modernização entre 1935 e 1939, quando recebeu melhorias em seus sistemas de armas e de propulsão, com a substituição de suas antigas caldeiras a carvão por motores a óleo, inclusive.

Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1942, fez parte do sistema de defesa do porto de Salvador, na Bahia.

Esteve em serviço ativo até 1952, sendo desincorporado em 20 de setembro de 1953 e, posteriormente, desmanchado.

Características[editar | editar código-fonte]

Disparo dos canhões de 12 polegadas.

  • Deslocamento (toneladas): 17.274 (leve); 19.250 (normal) e 21.500 (máximo).
  • Dimensões:
Comprimento total - 165,61 metros
Boca - 23,31 metros
Pontal - 12,81 metros
Calado - 8,54 metros
  • Blindagem:
Casco - 229 mm à meia nau e 152 mm na proa e na popa
Torres principais - 229 mm na parte da frente e 203 mm nas laterais
Convés - 51 mm
Sistema Bullivan de rede metálica anti-torpédica, envolvendo o casco a quatro metros da linha d'água e três metros do costado.
  • Propulsão: 18 caldeiras a carvão; 2 máquinas a vapor de tríplice expansão, gerando 23 500 bhp, acopladas a dois eixos com hélices de quatro pás.
  • Combustível: 2750 toneladas de carvão distribuidas em 36 carvoeiras.
  • Velocidade: velocidade máxima 19,6 ; velocidade de cruzeiro 9,4 nós.
  • Autonomia: 10 200 milhas náuticas à velocidade média máxima e 14 200 milhas à velocidade econômica de cruzeiro.
  • Aguada: dois destiladores com capacidade para 70 ton/dia de água potável.
  • Armamento: 12 canhões Armstrong de 12 pol/45 cal. (305 mm) em seis torres duplas; 22 canhões Armstrong de 4,7 pol/50 cal. (120 mm) e 8 canhões Armstrong de 47 mm/50 cal. em reparos singelos, que podiam ser transferidos e utilizados nas lanchas para apoio a operações de desembarque.
  • Tripulação: 1173 homens, 138 oficiais e suboficiais e 1035 praças.

Notas

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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