Engenharia de computação

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Engenharia da computação)
Ir para: navegação, pesquisa
O engenheiro de computação projeta e constrói computadores, periféricos e sistemas que integram hardware e software.[1] .

Engenharia da Computação é o ramo da Engenharia que lida com a realização de projeto e construção de computadores e de sistemas que integram hardware e software, viabilizando a produção de novas máquinas e de equipamentos computacionais para serem utilizados em diversos setores.

O computador é o sistema de computação mais conhecido. No entanto, o curso de Engenharia de Computação não foca no desenvolvimento de computadores de uso pessoal e sim de sistemas de computação em geral. Embora seja o mais conhecido, o computador representa apenas 20% de todo o sistema de computação do mundo, sendo os outros 80% conhecidos como "Sistemas Embarcados", por serem sistemas de computação que fazem parte de um sistema maior, como: computador de bordo de aeronaves e navios, sistemas de monitoramento e controle de usinas e de plantas industriais. Grande parte dos eletro-eletrônicos de hoje são sistemas de computação, pois possuem microprocessadores, firmware e software avançados: TVs, celulares, microondas, geladeiras, etc.

O curso de graduação em Engenharia da Computação tem sido adicionado às universidades desde o início dos anos 1990. Algumas universidades como o MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos Estados Unidos, optaram por unir os departamentos de Engenharia Elétrica e de Ciência da Computação.

No caso do Brasil, a maioria dos cursos de Engenharia de Computação surgiu como uma especialização do curso de Engenharia Elétrica, unindo com disciplinas provenientes do curso de Ciência da Computação. A Engenharia da Computação cresceu tão vastamente que acabou se separando da Engenharia Elétrica, embora em algumas escolas de Engenharia, ela ainda a integre.

O profissional[editar | editar código-fonte]

Possui formação plena em engenharia e uma sólida formação técnico-científica e profissional, que o capacita a especificar, desenvolver, implementar, adaptar, industrializar, instalar e manter sistemas computacionais, bem como perfazer a integração de recursos físicos e lógicos necessários para o atendimento das necessidades informacionais, computacionais e da automação. Voltada a capacitação de voltagens.

No Brasil é considerado engenheiro de computação quem for formado em Engenharia de Computação, porém para poder exercer a profissão é necessário registro no sistema do CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) do estado onde atua.

Regulamentação da profissão no Brasil[editar | editar código-fonte]

Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966. 

História[editar | editar código-fonte]

O curso de graduação em Engenharia de Computação tem sido adicionado às universidades desde o início dos anos 1990. Algumas universidades como o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussetts), nos Estados Unidos, optaram por unir os departamentos de engenharia elétrica e de ciência da computação.

Uma vez que os Engenheiros da Computação focam-se, essencialmente, em eletrônica e computadores, o conteúdo dos seus cursos terão, tendencialmente, menos disciplinas de ciências naturais como a estática ou a dinâmica do que os cursos tradicionais de engenharia, salvo cursos que possuem Ciclo Básico. Em vez disso, são ministrados cursos sobre os fundamentos da ciência da computação.

Brasil[editar | editar código-fonte]

No caso do Brasil, a maioria dos cursos de Engenharia de Computação surgiu como uma especialização do curso de Engenharia Elétrica, unindo com disciplinas provenientes do curso de Ciência da Computação. Enquanto em Ciência da Computação há um foco maior em desenvolvimento de software, complexidade de algoritmos, e bancos de dados, a Engenharia de Computação foca mais em hardware, e tecnologia das ferramentas base da computação, processos, automação e software embarcado.

Como a graduação em Ciência da Computação começou a surgir no país no final da década de 1960 - o primeiro curso de Bacharelado em Ciência da Computação foi criado na Unicamp em 1968 - ocorreu que, em várias universidades que já ofereciam aquele curso, a instauração do curso de Engenharia da Computação seguiu o padrão do MIT. Um exemplo disso é a própria Unicamp, que instaurou duas modalidades de curso: um com ênfase em desenvolvimento de software, ministrado pelo Instituto de Computação, e outro com ênfase em hardware e processos, ministrado pela Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação. Mais tarde, ela voltou a oferecer o curso de Bacharelado em Ciência da Computação - apenas no período noturno.

Outros exemplos recentes que seguiram o mesmo modelo é o da Universidade Federal de Pernambuco - que criou a graduação em Engenharia de Computação numa parceria entre o Centro de Informática e o Departamento de Eletrônica e Sistemas - mantendo também o curso original de Bacharelado em Ciência da Computação, a UFOP( Universidade Federal de Ouro Preto), que sedia o curso em um campus em João Monlevade( 90 Km de Belo Horizonte-MG),com turmas não formadas ainda e a Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI - que seguindo a mesma tendência do MIT, uniu os institutos de elétrica e ciências da computação para dar origem ao bacharelado em Engenharia da Computação.

Um caso diferente foi o da Universidade Federal de São Carlos, que possuía duas modalidades do curso de Ciência da Computação: um com ênfase em software e outro com ênfase em hardware. Neste caso, foi mantido o curso original de Bacharelado com ênfase em software, e o curso com ênfase em hardware foi transformado no curso de Engenharia de Computação. Atualmente (2006), uma nova grade curricular foi proposta e hoje o curso consta como uma Engenharia da Computação com ênfase em Controle e Automação.

No caso da USP de São Paulo, o curso de Engenharia de Computação foi criado dentro da Escola Politécnica, que já oferecia um curso de Engenharia Eletrônica com ênfase em sistemas, e o curso original de bacharelado em Ciência da Computação continuou sendo oferecido pelo Instituto de Matemática e Estatística, não havendo qualquer relação entre os dois cursos. A primeira turma de engenheiros de computação da Poli-USP formou-se em 1994. Na USP de São Carlos, o curso de Engenharia da Computação foi criado através da parceria entre a Escola de Engenharia de São Carlos e o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação.

Na Universidade Federal do Rio Grande - FURG, sita em Rio Grande, Rio Grande do Sul, o Curso de Engenharia de Computação foi criado em 1993 e teve seu primeiro ingresso em 1994, e a primeira turma formada em 1998. Em 2008 integrou-se ao então recém fundado Centro de Ciências Computacionais. Neste caso, o curso, apesar de embasar-se nas posturas gerais do ensino e da formação em Engenharia, não é uma especialidade da Engenharia Elétrica, mas prima por uma abordagem da Ciência da Computação mais direcionada para a solução computacional de problemas técnicos e tecnológicos, visando a atuação autônoma do engenheiro de computação ou em conjunto com profissionais de outras áreas da Engenharia e demais carreiras tecnológicas ou científicas. Atualmente, após extensa reforma estrutural, além de contar com toda a formação básica tradicional dos cursos de Engenharia (Cálculo, Física, Desenho, Administração etc.), o currículo opera sob o conceito de sistema, com eixos que vão do embasamento matemático e da própria Ciência da Computação (Matemática Discreta, Estruturas de Dados, Bancos de Dados, Linguagens de Programação, Análise de Algoritmos, Engenharia de Software, Teoria da Computação etc.), às especificidades das tecnologias em Computação, como os sistemas de informação e programação, gráficos, inteligentes, de manufatura, microprocessados e distribuídos. A "grade" do Curso pode ser consultada na sua página. Uma aproximação que o Curso tinha com os aspectos de controle e automação e conceitos de análise de sistemas foi bastante diminuída a partir da instituição dos Cursos de Engenharia de Automação e Sistemas de Informação na mesma Universidade, em 2009.

Na UFRJ, o curso de Engenharia da Computação e Informação foi criado na Escola Politécnica em 2003, que já contava com o curso de Engenharia Eletrônica e de Computação (Engenharia Eletrônica com ênfase em computação), mantendo a base de eletrônica e enfatizando as partes de software e sistemas de informação.

Atualmente, uma nova metodologia de ensino vem sido aplicada a cursos de Engenharia de Computação no Brasil: a Aprendizagem baseada em problemas ou Problem Based Learning (PBL). Essa metodologia, que tem como principal objetivo explorar o autodidatismo do aluno, bem como sua capacidade de trabalho em grupo, já vem sendo aplicada em cursos novos de EC

Um engenheiro de computação é capaz de projetar e construir roteadores, assim como outros equipamentos de redes.

no Brasil, como na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), que foi a pioneira no Brasil, e na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, os cursos superiores de engenharia da computadores estão, frequentemente, associados aos de engenharia electrónica quando se focam mais sobre o hardware e sua utilização. Os cursos focados nas ciências da computação e vocacionados para a conceção e desenvolvimento de soluções em software são chamados de engenharia informática.

Exemplos de cursos existentes são os de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e do Instituto Superior Técnico, o de Engenharia Eletrónica Industrial e de Computadores da Universidade do Minho, o de Engenharia Eletrotécnica - ramo de Eletrónica, Instrumentação e Computadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e o de Engenharia Electrónica e Telecomunicações e de Computadores do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa.

Os cursos de Engenharia Informática e de Computadores do Instituto Superior Técnico, Engenharia Informática e de Computadores do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa e d

e Engenharia de Computadores e Telemática da Universidade de Aveiro, inserem-se mais na área da Engenharia informática.

O Mercado e Áreas de Atuação[editar | editar código-fonte]

A rápida mudança promovida pelos computadores tornou estável a oferta de vagas para o profissional da engenharia da computação, e as perspectivas é de que se mantenham assim nos próximos anos. Na maioria dos casos, o primeiro emprego surge através do estágio em uma grande empresa. O engenheiro da computação pode atuar tanto em companhias do setor de tecnologia, como nas empresas de diversos segmentos.

Na indústria, sempre que o país atravessa um bom período econômico, ocorre investimentos na linha de produção - o que inclui a contratação de mão de obra especializada para trabalhar com máquinas sofisticadas. Este bacharel é requisitado para desenvolver softwares que auxiliem o andamento das indústrias e para criar equipamentos como telefones celulares, tablets, máquinas de lavar roupas e colheitadeiras.

Fabricação de computadores, de hardwares, de sistemas embarcados, automação industrial e robótica (projetar robôs, sistemas digitais e computadorizados para fábricas), gerenciamento de rede de computadores, desenvolvimento de software e aplicativos, marketing e venda (planejar e coordenar ações para a comercialização de equipamentos), processamento digital de sinal, telecomunicações (interligação entre redes de telefonia), e muitos outros.

Sobre a grade curricular[editar | editar código-fonte]

Ciclo básico (2 anos e meio)[editar | editar código-fonte]

Como em toda engenharia, possui em comum a grade de Matemática (Cálculos, Geometria Analítica, Álgebra Linear), Física, Desenho e Introdução em Engenharia. Em determinadas universidades se estuda algumas disciplinas de Química.

Além disso, vê-se linguagens de programação, estrutura de dados, autômatos e outras disciplinas da grade curricular de Ciência da Computação.

O ciclo básico é mais voltado à prática de linguagens programação, com aulas práticas em laboratórios e projetos para desenvolver softwares; contudo, há disciplinas voltadas à Engenharia de Computação também, como circuitos e sistemas digitais, com possibilidade de aulas práticas em laboratórios.

Após o ciclo básico[editar | editar código-fonte]

Entra fortemente nas disciplinas específicas de Engenharia de Computação: eletrônica, microprocessadores, sistemas operacionais, redes de computadores, sistemas embarcados, projeto de automação e controle, engenharia de software e muitas outras. Em algumas instituições, o último período é dedicado a pagar disciplinas optativas eletivas na área em que o estudante deseja seguir na carreira. Além disso, o aluno necessita cumprir o Estágio Supervisionado

Especializações[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Portal A Wikipédia possui o
Portal de engenharia
Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikcionário Definições no Wikcionário
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Categoria no Commons
Wikinotícias Categoria no Wikinotícias
Wikiversidade Cursos na Wikiversidade

Referências

  1. http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/ciencias-exatas-informatica/engenharia-computacao-685530.shtml
  2. http://vestibular.brasilescola.com/guia-de-profissoes/engenharia-computacao.htm
  3. http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/guia-de-profissoes/engenharia-de-computacao/4edf672651881c5a3400000e.html


Ícone de esboço Este artigo sobre Informática é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.