Engenharia de energia
A Engenharia de Energia é uma profissão nova. O engenheiro de energia lida com todas as formas de energia que compõem a matriz energética brasileira - seja ela renovável, como hídrica, solar, eólica ou de biomassa, ou não renovável, obtida de petróleo, carvão, gás natural ou material radioativo, como o urânio (usado em usinas nucleares). No setor público, pesquisa e traça estratégias para o setor energético. Planeja, analisa e desenvolve sistemas de geração, transporte ou transmissão, distribuição e uso da energia. Avalia as necessidades de uma região ou setor e desenvolve projetos econômica e socialmente viáveis, sempre buscando soluções seguras e sustentáveis, que não agridam o meio ambiente. Além disso, ele coordena programas de contenção e uso racional da energia. Seu campo fundamental de trabalho inclui empresas de projetos de engenharia, como Promon e Setal, agências reguladoras, como Aneel, e organizações não-governamentais.
Como todos os países do mundo, o Brasil vive uma crise energética. As reservas naturais são cada vez mais escassas, o aumento da população requer cada vez mais energia, e por outro lado, a sua produção e uso estão aumentando a poluição mundial. O protocolo de Kyoto limita o uso de alguns tipos de combustíveis, além de incentivar o uso de energias renováveis e mais limpas. Por estes motivos o Brasil necessita de um profissional capacitado a realizar análises de energia e projetar novas maneiras de gera-la. Neste contexto a Engenharia de Energia surge como uma nova área que visa com a capacitação profissional, atuar num setor de crescente importância para o Brasil e o mundo, bem como para a humanidade que é a geração de energia com a preocupação com o meio ambiente.
O primeiro curso de graduação em Engenharia de Energia do Brasil a ser criado no Brasil foi o da UERGS (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) em março de 2003, localizada em Novo Hamburgo, sendo a primeira turma formada em março/2008, com o título de Engenharia de Energias e Desenvolvimento Sustentável.
Em 2006 é fundada a Unipampa (Universidade Federal do Pampa), onde é oferecido o curso de Engenharia de Energias Renováveis e Ambiente, também no mesmo ano é fundada a UFABC (Universidade Federal do ABC), e entre os cursos oferecidos está a graduação em Engenharia de Energia, além do mestrado e doutorado em Energia, cujo curso de graduação segue os moldes tradicionais dos demais cursos de Engenharia. Em 2007, iniciaram-se os cursos na Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos) , na PUC-MG (PUC de Minas Gerais) e na Ufersa (Universidade Federal Rural do Semi-Árido). Em 2008 foi a vez do curso de Engenharia de Energia ser criado na UnB (Universidade de Brasília), iniciado em 02/2008, e da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), sendo que a primeira turma iniciou-se em 01/2009 e com Mestrado e Doutorado previstos para iniciar em 2013 e 2016, respectivamente. Em 2009, a UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), onde o curso ja dispunha de um programa de pos-graduacao, Mestrado e Doutarado em Energia. Em 2010 e a vez da UFRGS(Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e UFSC(Universidade Federal de Santa Catarina) fundaram seu curso, com previsão de Mestrado e Doutorado. O curso de graduação em Engenharia de Energia do Brasil está também alocado na Universidade Federal de Itajubá (uma das melhores instituições de ensino do Brasil). A unifei conta ainda com o curso de pós-graduação em Engenharia de Energia,criado a partir de 1999. O mais recente curso de graduação em Engenharia de Energia está na UNIFESP, no recente campus construído em 2007 em São José dos Campos, oferecendo a região do Vale do Paraíba a chance de se interligar a área, com moldes de ensino diferenciados e com uma base forte, a UNIFESP apresenta uma grande oportunidade de formação de profissionais altamente capacitados á exercer a profissão com grandes oportunidades na região, já que nesta se localizam algumas empresas do ramo, como Petrobrás e Vale.
A Energia foi, é e sempre será um assunto chave para a humanidade. O desenvolvimento de um país está diretamente ligado à disponibilidade de energia abundante e barata, em suas diversas formas. Este curso tem por objetivo apresentar aos estudantes os princípios para que eles possam compreender a questão energética e sua interligação com o setor econômico, permitindo-lhes avaliar e participar do desenvolvimento das diversas alternativas, em termos de produção e distribuição. O que faz com que a área envolva conhecimentos de engenharia, de planejamento e de economia.
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[editar] Disciplinas estudadas
Com duração média de cinco anos, o tronco básico do curso e estruturado com as disciplinas de matemática, física, informática e química. Na parte específica, o curso aborda as áreas como engenharia térmica (termodinâmica, transferência de calor, trabalho mecânico), combustão e combustíveis, eletricidade (conversão e distribuição), conversão energética da biomassa em combustíveis/produtos sólidos (ex: carvão vegetal, peletes e briquetes), líquidos (ex: etanol, biodiesel e bio-óleo) e gasosos (ex: biogás e gás de síntese), potenciais hidráulicos, energia eólica e solar (térmica e fotovoltaica), nuclear e novas tecnologias (células à combustível, geotérmica, oceânica, etc). Esses temas estão concentrados em matérias que definem como conversão/geração, distribuição, monitoramento e uso final da energia levando em conta aspectos ambientais, sociais e econômicos. Sendo também estudadas as legislações e as normas que regulam o setor, bem como da engenharia no sistema CREA/CONFEA.
[editar] O profissional
O empenho do governo federal em acelerar o crescimento econômico do país traz embutida a promessa de muito trabalho para o profissional de engenharia de energia, principalmente para quem trabalha com petróleo, biomassa (etanol e outros biocombustíveis). Os maiores empregadores são a Petrobras, Eletrobrás, usinas de etanol e biodiesel, bem como companhias de transporte e distribuição de gás natural. As melhores oportunidades estão nos estados de forte perfil industrial e petrolífero, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espirito Santo, Rio Grande do Norte, Bahia, Alagoas, Sergipe e agora mais recentemente, com sua expressiva industrialização, Pernambuco. Os investimentos em usinas de etanol e biodiesel também criam boas chances de trabalho no interior de São Paulo e nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, locais onde há grande produção de cana-de-açúcar.
[editar] Ligações externas
- UERGS
- [1]
- UFGD - Universidade Federal da Grande Dourados
- UFRGS
- UnB - Universidade de Brasília
- UFABC
- UNISINOS
- PUC-MG
- UFERSA
- Petrobras
- ANEEL
- Ministério de Minas e Energia
- UNIPAMPA
- UNIFEI
- UFPE
- UFSC
- [2]
- UNILA - Universidade Federal da Integração Latino-Americana
- UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo
[editar] Bibliografia
- Editora Abril. Guia de Profissões Engenharia de Energia. Página visitada em 07 de Julho de 2008.