Engenharia de petróleo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
O engenheiro de petróleo usa técnicas para a descoberta de poços e jazidas e para a exploração, produção e comercialização de petróleo e gás natural.[1]

Engenharia de petróleo é a área da engenharia que trata de todos os ramos relacionados à produção de hidrocarbonetos, que podem ser óleo ou gás natural. As atividades são divididas geralmente em duas grandes áreas: upstream, refere-se às atividades de exploração e produção e downstream, que refere-se às atividades de refino e distribuição.

Áreas de atuação[editar | editar código-fonte]

A Engenharia de petróleo normalmente é dividida em seis áreas básicas:

Formação[editar | editar código-fonte]

Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a profissão do engenheiro de petróleo é reconhecida pelo CONFEA – Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – na sua Resolução nº 218, de 29 de junho de 1973. Essa resolução, em seu art. 16, estabelece que o engenheiro de petróleo está habilitado a desempenhar todas as 18 atividades estabelecidas para o exercício profissional da engenharia, "referentes a dimensionamento, avaliação e exploração de jazidas petrolíferas, transportes e industrialização do petróleo; seus serviços afins e correlatos". O primeiro curso de Engenharia de Petróleo do Brasil foi criado pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) em seu Laboratório de Engenharia e Exploração de Petróleo (LENEP).

Até a criação do curso de Engenharia de Petróleo da Universidade Estadual do Norte Fluminense(UENF), em 1994, havia somente cursos em nível de mestrado e doutorado. O curso de pós-graduação em Engenharia de Petróleo da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) foi criado em 1987, com a criação do FEM/DEP (Departamento de Engenharia de Petróleo da Faculdade de Engenharia Mecânica), resultado do convênio de cooperação científica firmado entre a Petrobrás e a UNICAMP, devido a necessidade de formação de profissionais especializados nas áreas de exploração e produção de óleo e gás, atendendo à demanda nacional e internacional de recursos humanos na indústria do petróleo. Devido ao caráter multidisciplinar do programa o corpo docente permanente contava com uma sensível contribuição de professores participantes e visitantes. A participação externa foi gradativamente substituída, através da formação e contratação de doutores na área, atendendo-se à demanda de ensino e pesquisa do programa.

Também em 1987 foi criado o CEPETRO(Centro de Estudos de Petróleo) e com apoio da PETROBRAS, foram criados no mesmo ano o Departamento de Engenharia de Petróleo e o Curso de Mestrado em Engenharia de Petróleo, ambos na Faculdade de Engenharia Mecânica da UNICAMP. Em 1990, criou-se o Programa de Mestrado em Geoengenharia de Reservatórios de Petróleo no Instituto de Geociências. Em 1993, implantou-se um programa de Doutorado em Engenharia de Petróleo. Atualmente, o CEPETRO apoia cursos e projetos na área de Ciências e Engenharia de Petróleo, contemplando as áreas de Explotação Petrolífera e Geoengenharia de Reservatórios Petrolíferos, atendendo às atividades de Geologia, Engenharia de Reservatórios, Perfuração e Contemplação de Poços, Produção Petrolífera e Gestão de Recursos Petrolíferos e Processamento Sísmico.

Atualmente os cursos oferecidos pela UNICAMP, com o apoio do CEPETRO, são o Mestrado e Doutorado em Ciências e Engenharia de Petróleo, os Cursos de Extensão de Engenharia do Gás Natural e Regulação no Setor de Petróleo, disciplinas de ênfase em Engenharia de Petróleo na Graduação da Faculdade de Engenharia Mecânica e Graduação em Geologia no Instituto de Geociências.

Em São Paulo, foi criado o primeiro curso de graduação na área de Engenharia de Petróleo pela USP (Universidade de São Paulo) em 2002. Esse curso é desenvolvido pela Escola Politécnica e está sob administração do Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo (PMI).

Em 2004, a primeira turma de Graduação em Engenharia de Petróleo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi criada. Contando com o apoio direto do CENPES (Centro de Pesquisa da Petrobrás) e com as muitas empresas instaladas no Parque Tecnológico da UFRJ, o curso de Engenharia de Petróleo da UFRJ é tido, hoje, como uma das melhores do Brasil, junto com o LENEP e a PUC. Na Universidade Federal Da Bahia (UFBA) o curso de Engenharia de Petróleo foi criado em 2005 e é uma habilitação do curso de Engenharia de Minas, fundado em 1977. .[2]

No final do ano de 2005, foi criado o curso de Engenharia de Petróleo na UFES (Universidade Federal do Espírito Santo). A criação do curso visou a formação de profissionais especializados a esta área, levando em consideração o fato de que o estado ocupa o 2º lugar dentre os maiores produtores de petróleo e gás do país. A Engenharia de Petróleo da UFES tem foco nos segmentos de Exploração e Produção (E&P) da indústria do Petróleo. Durante o curso aprende-se também sobre as áreas de processamento de petróleo e gás, de engenharia de dutos e sistemas submarinos, por exemplo.

No ano de 2008, a ULBRA (Universidade Luterana do Brasil) instituiu o curso de Engenharia de Petróleo no município de Canoas/RS, sendo pioneiro na Região Sul do Brasil, visando promover a formação de Recursos Humanos qualificados com conhecimentos e habilidades para atuar nas etapas da cadeia produtiva de petróleo e gás natural, atuando em ampla frente de tarefas e situações (produção, transporte, processamento, distribuição e utilização dos produtos), levando em conta aspectos econômicos, sociais e ambientais e contribuindo para o Desenvolvimento Tecnológico do País.

O primeiro curso de Engenharia de Petróleo ofertado na Baixada Santista (SP), é ministrado pela Universidade Santa Cecília - Unisanta, em Santos. O primeiro Vestibular ocorreu em junho de 2008.

Em Dezembro de 2010 a Universidade do Estado de Santa Catarina, por meio do Centro de Educação Superior da Foz do Itajaí, sediado em Balneário Camboriú, acatando decisão estratégica do Conselho Universitário (CONSUNI), implantou o curso de graduação em Engenharia de Petróleo. É o segundo curso da área no Sul do Brasil, cujo início das aulas da primeira turma se deu em Agosto de 2011.

Portugal[editar | editar código-fonte]

Em Portugal, existem atualmente dois cursos superiores específicos na área de engenharia de petróleo: a licenciatura em engenharia de petróleos - ramo refinação do Instituto Piaget de Vila Nova de Santo André e o mestrado em engenharia de petróleos do Instituto Superior Técnico.

A licenciatura em engenharia de petróleos do Instituto Piaget, sendo o primeiro curso do género em Portugal, é fundamental para a consolidação da engenharia portuguesa nesta área, beneficiando de uma proximidade com as plataformas tecnológicas da Galp e da Repsol em Sines, que torna possível uma interação estratégica entre ensino e indústria. O curso visa dotar os diplomados de competências científicas e técnicas para o exercício profissional na indústria de petróleo e petroquímica e indústrias afins, áreas que possibilitam uma elevada empregabilidade e mobilidade e a nível mundial.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Guia do Engenheiro de Petróleo - Guia sobre a carreira de engenheiro de petróleo.
  • Engenharia de Petróleos - Guia do Curso de Engenharia de Petróleos (ISEIT - PORTUGAL).
  • Licenciatura em Engenharia de Petróleos - Engenharia de Petróleos no ISEIT – Instituto Universitário.
  • UENF - Graduação em Engenharia de Exploração e Produção de Petróleo.
  • UFF - Graduação em Engenharia de Petróleo.
  • UFRJ - Graduação em Engenharia de Petróleo.
  • UFBA - Graduação em Engenharia de Minas e Petróleo (habilitação).
  • UFES - Graduação em Engenharia de Petróleo.
  • UDESC - Graduação em Engenharia de Petróleo.
  • UNICAMP - Departamento de Engenharia de Petróleo.
  • UFPel - Graduação em Engenharia de Petróleo.
Ícone de esboço Este artigo sobre Engenharia (genérico) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.