Engenheiro agrícola

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A Engenharia Agrícola é uma sub área da Engenharia Agronômica ou Agronomia. O Engenheiro Agrícola assim como o Engenheiro Agrônomo atua na área de interface entre a agricultura e a engenharia, sendo que o Engenheiro Agrônomo além de atuar com engenharia atua também nas áreas biológicas, químicas, sociais, ambientais, econômicas, zootécnicas, etc. da área.

O agronegócio é um ramo em crescimento constante. Não só de gado e plantação vive um bom empreendedor em agronegócio hoje, mas também de especulação financeira, comércio de exportação e implantação de tecnologias em seu sistema de produção.

Para tanto, o agricultor necessita de um profissional qualificado, capaz de auxiliá-lo nas diversas funções de desenvolvimento de equipamento e produção de sua fazenda. Esse profissional é o engenheiro agrícola, que assim como o Engenheiro Agrônomo é capacitado para aplicar técnicas e conhecimentos no gerenciamento dos diversos processos agropecuários.

Esse profissional participa de todas as etapas do agronegócio, desde o planejamento de produção até a comercialização do produto. Seu currículo abrange prioritariamente as ciências exatas e biológicas.

Características[editar | editar código-fonte]

O contexto agrícola mundial exige a produção de mais alimentos e energia, com melhor qualidade, em menor espaço e tempo. Nessa realidade surge o Engenheiro Agrícola, preparado para implantar tecnologias adequadas com foco no agronegócio. Profissionais aptos a atuar nas áreas de água e solo, construções rurais e ambiência, energização rural, máquinas e mecanização agrícola, planejamento e desenvolvimento agrícola e também no processamento de produtos agrícolas.[1]

São as técnicas e os conhecimentos empregados no gerenciamento de processos agropecuários. O engenheiro agrícola projeta, implanta e administra técnicas e equipamentos necessários à produção agrícola. Planeja métodos de armazenagem e constrói silos, armazéns e estufas. Leva ao campo soluções inovadoras e eficazes para melhorar a produção, sem se descuidar do desenvolvimento sustentado da agricultura. Propõe a adoção de medidas que impeçam a erosão e o esgotamento do solo e a poluição de mananciais. Constrói açudes, barragens, sistemas de irrigação e de drenagem. Trabalha no projeto de máquinas e equipamentos agrícolas e se ocupa da mecanização agrícola e da eletrificação rural. Há boas oportunidades nos setores agropecuário e agroindustrial, para trabalhar em pesquisa, geração e desenvolvimento de sistemas de produção e seus componentes tecnológicos. Atua em todas as etapas do agronegócio, do planejamento da produção à comercialização do produto.

Diferença entre engenharia agrícola e Agronomia[editar | editar código-fonte]

Esses cursos preparam profissionais para diferentes tarefas em um mesmo campo de atuação. Enquanto o engenheiro agrícola terá formação com base em matemática e física, o Engenheiro Agrônomo se aprofunda além da engenharia também em matérias das áreas de biologia, química, zootecnia, engenharia rural, meio ambiente, economia, sociologia, agroindústria, entre outros. A Engenharia Agrícola é voltada para a parte mecânica da agricultura, como planejamento, construcão e manutenção de máquinas. Já o curso de Agronomia ou Engenharia Agronômica se volta para todas as etapas da atividade agropecuária - da engenharia rural ao plantio e da criação de rebanhos à comercialização da produção.

O mercado de trabalho[editar | editar código-fonte]

O Brasil já é um dos grandes produtores de alimentos. "O país tem a especificidade de dominar tecnologia aplicada à agronomia tropical, produzindo muito mais alimentos em áreas menores. Por isso, o engenheiro agrícola encontra oportunidade em toda a cadeia produtiva, pois ele domina o uso da tecnologia", explica Edson de Oliveira Vieira, coordenador do curso da UFMG. O mercado está bastante aquecido para trabalhar com preparo do solo e irrigação no norte de Minas Gerais e no Nordeste. O egresso também pode encontrar vagas em fabricantes de máquinas e equipamentos agrícolas para trabalhar no desenvolvimento de novos produtos, na venda e na assistência técnica. Outro mercado que continua em alta é o de pós-colheita. Os produtores de soja, café, açúcar, tabaco e frutas buscam esses especialistas com o objetivo de reduzir as perdas. Com a necessidade do uso racional da água, há oferta de empregos no setor de irrigação na Região Nordeste. Cresce a procura por esse profissional no ramo sucroalcooleiro - mas a oferta de vagas acompanha a variação do preço da cana - e no de biodiesel. Na área ambiental, aumenta a demanda para a avaliação de impactos ambientais, tratamento e disposição de efluentes oriundos da atividade agrícola. Na pecuária de exportação, os mais solicitados são os especialistas em planejamento agropecuário e certificação de rastreabilidade do produto - toda carne exportada precisa receber o Selo de Inspeção Federal (SIF). O graduado é responsável por atualizar informações como identificação do animal, data de vacinas e estoque do rebanho, nos sistemas de gerenciamento. As vagas para o engenheiro agrícola estão concentradas na iniciativa privada e são mais numerosas nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, nas áreas irrigadas do Nordeste, como Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), e no norte de Minas Gerais. Em cooperativas agroindustriais, as melhores chances estão no Paraná.

O curso[editar | editar código-fonte]

Nos dois primeiros anos, você recebe sólida formação básica em ciências exatas (cálculo, física e química), do solo (geologia e pedologia, que é o estudo dos solos) e da computação (programação e uso de softwares da área da engenharia como Autocad e Matlab). A partir do terceiro ano, o curso passa a abordar aspectos tecnológicos que darão suporte ao desenvolvimento de projetos e sistemas de produção, tais como técnicas de planejamento e administração, sistemas de produção animal e vegetal, pós-colheita, irrigação e drenagem, máquinas e mecanização agrícola, automação e controle. O currículo possui também forte característica ambiental, principalmente no que tange ao uso adequado dos recursos hídricos e do solo, atuando na conservação da qualidade da água e do solo, bem como no manejo e tratamento de resíduos líquidos e sólidos causados pelos processos agrícolas. O estágio supervisionado e o trabalho de conclusão de curso são obrigatórios.

Duração média: cinco anos.

Outros nomes: Eng. Agrícola e Amb.; Eng. Agroind. Agroquímica; Eng. Agroind. Ind. Alimentícias; Eng. de Agroneg.

O Profissional[editar | editar código-fonte]

Áreas de atuação

Construção rural Projetar e construir estufas, silos, estábulos e outros alojamentos para animais, mantendo as condições ideais de climatização dos ambientes.

Eletrificação rural Instalar em propriedades rurais fontes de energia hidráulica, elétrica, solar ou geradas por biogás.

Engenharia de águas e solos Construir açudes, barragens e sistemas de irrigação e drenagem. Combater a erosão e pesquisar técnicas de conservação do ambiente.

Extensão rural e difusão de tecnologia Orientar produtores rurais sobre tecnologias e conhecimentos de produção segundo a capacidade produtiva da propriedade.

Mecanização agrícola Projetar e construir equipamentos mecânicos, bem como otimizar sistemas mecanizados para todas as etapas da produção agropecuária. Prestar assistência técnica aos agricultores.

Planejamento agropecuário Organizar e gerenciar negócios agropecuários. Fazer previsão de safras e propor métodos para gestão dos recursos naturais.

Tecnologia pós-colheita Determinar a embalagem, o armazenamento, o transporte e o beneficiamento das safras.

Instituições de Ensino[editar | editar código-fonte]

Região Sudeste Minas Gerais: UFMG (Montes Claros); UFV (Viçosa), Ufla (Lavras); IFNMG (Januária) Rio de Janeiro: UFF (Niterói), UFRRJ (Seropédica). São Paulo: Unicamp (Campinas).

Região Norte Pará: CEULS/ULBRA (Santarém). Tocantins: CEULP/ULBRA; UNITINS (Palmas).

Região Nordeste Bahia: Univasf (Juazeiro) Paraíba: UFCG (Campina Grande). Pernambuco: UFRPE (Recife). Rio Grande do Norte: Ufersa (Mossoró) Sergipe: UFS

Região Centro-Oeste Goiás: UEG (Anápolis); UEG (Santa Helena de Goiás); IFGoiano (Urutaí) Mato Grosso: UFMT (Rondonópolis)e (Sinop). Mato Grosso do Sul: UFGD (Dourados) A Primeira turma de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Goiás foi do ano de 2000. Região Sul Paraná: Unioeste (Cascavel); UEM (Maringá) Rio Grande do Sul: Unipampa (Alegrete); IF Farroupilha (Alegrete); Ulbra (Canoas), UFPel (Capão do Leão); UNISC (Santa Cruz do Sul); URI (Erechim).

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Portugal
Brasil
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