Entente Cordiale

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Alegoria de 1904 que mostra as personificações nacionais Britannia e Marianne a dançar de alegria pela assinatura do tratado que estabeleceu relações cordiais entre Reino Unido e França

Entente Cordiale foi uma série de acordos assinados em 8 de abril de 1904 entre o Reino Unido e a Terceira República Francesa. Além das preocupações imediatas de expansão colonial abordadas pelo acordo, a assinatura da Entente Cordiale marcou o fim de quase um milênio de conflitos intermitentes entre as duas nações e seus Estados antecessores, e a formalização da coexistência pacífica que já existia desde o fim das guerras napoleônicas em 1815. [1]

O acordo resolveu muitos problemas de longa data. A França reconhece o controle britânico sobre o Egito, enquanto a Grã-Bretanha é recíproca a respeito da França no Marrocos.[2] A França desistiu de seus direitos exclusivos de pesca nas margens de Terra Nova e em troca recebeu uma indenização e territórios em Gâmbia (Senegal) e na Nigéria. A Grã-Bretanha retirou reclamações relativas ao regime aduaneiro francês em Madagascar. As respectivas esferas de influência foram definidas em Sião (Tailândia).

Assim constituída, esta aliança vai-se afirmar de forma bem clara em determinados momentos de crise internacional; por exemplo, na Conferência de Algeciras em 1906 e no caso da Crise de Agadir em 1911, o Reino Unido e a França surgem em bloco, impondo a sua força, inclusive de natureza armada. Aliás, uma das dimensões dessa aliança era, exactamente, a intervenção/colaboração militar entre as duas potências em caso de guerra ou agressão de terceiros.

A Entente Cordiale, juntamente com a Entente Anglo-Russa e a Aliança Franco-Russa, mais tarde tornou-se a Tríplice Entente entre o Reino Unido, França e Rússia.

Referências