Incontinência urinária

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Incontinência Urinária é a queixa da perda involuntária de urina, exceto para crianças - ICS (International Continence Society).

Não é considerada uma doença. Trata-se de um consequência que pode ter diferentes causas.

A Organização Mundial de Saúde estima que 10% da população mundial apresente algum grau de incontinência urinária. No Brasil, isso representa mais de 20 milhões de pessoas com o problema.

Diferente do que muitos pensam, a Incontinência Urinária não é um problema exclusivo de mulheres idosas. Embora ocorra em pessoas de ambos os sexos e de todas as idades, a incidência desse problema nas mulheres é duas vezes maior do que nos homens.

Estudos indicam que de 36 a 42% das mulheres pós-menopausadas apresentem algum grau de incontinências.

Dentre as idosas institucionalizadas, ou seja, aquelas que moram em instituições e abrigos para idosos e asilos, essa cifra chega aos 70%.

Para os homens a incidência de incontinência urinária é muito comum após a remoção total da próstata (prostatectomia radical), cirurgia amplamente utilizada no combate ao câncer de próstata.

Dia 14 de Março é considerado o Dia Mundial da Incontinência Urinária.[1] [2] .

Tipos[editar | editar código-fonte]

A Incontinência Urinária é comumente dividida em 4 tipos. São eles:

  • Incontinência urinária de esforço - que é a queixa de perda involuntária de urina durante o esforço físico como a tosse, espirro, mudança de posição, atividade física, etc.;
  • Incontinência urinária por urgência ou urgincontinência - que é a queixa de perda involuntária de urina acompanhada ou imediatamente precedida de urgência;
  • Incontinência Urinária mista - que é a queixa de perda urinária associada à urgência e ao esforço;
  • Incontinência Urinária por transbordamento - é o tipo de incontinência que ocorre por uma alteração da contração da musculatura da bexiga, seja por diminuição ou ausência da contração, como também por obstrução ao fluxo urinário. Esse tipo de incontinência é comum nas retenções urinárias.

Classificações[editar | editar código-fonte]

Além da classificação por Tipo, a Incontinência Urinária pode ser classificada de diferentes maneiras. Algumas delas são:

Transitória ou permanente[editar | editar código-fonte]

  • Será transitória em qualquer quando a incontinência puder ser curada. Essa cura poderá ser no curto, médio ou longo prazo.

Um exemplo comum da incidência de incontinência urinária transitória ocorre após as cirurgias de remoção total da próstata (Prostatectomia Radical), tratamento amplamente utilizado no combate ao câncer de próstata.

Nesses casos o homem pode ficar até dois anos com gotejamentos indesejados de urina, mas com tratamentos adequados esse prazo pode ser muito encurtado.

  • Será permanente em qualquer situação em que não for possível recuperar a continência urinária, ou seja, o controle do fluxo de urina.

Essa situação é mais comum em pessoas que sofreram trauma raquimedular (lesão na coluna).

Gotejamento ou fluxo constante[editar | editar código-fonte]

  • Incontinência Urinária por gotejamento ocorre ao longo do dia e/ou da noite. Nada mais é que o gotejamento indesejado de urina.
  • Incontinência Urinária com fluxo constante, é a perda de urina em um fluxo contínuo, sem gotejamento ou interrupções.

Total ou parcial[editar | editar código-fonte]

  • Será Incontinência Urinária total quando a bexiga se esvaziar por completo
  • Será Incontinência Urinária parcial quando a bexiga não se esvaziar por completo, seja porque a pessoa conseguiu conter parte do fluxo, seja por incapacidade de esvaziamento completo da bexiga.

Tratamentos[editar | editar código-fonte]

Os diferentes tipos de incontinência são tratáveis e em muitos casos podem ser definitivamente curados. Em qualquer caso é necessário a recomendação de um especialista.

Os tratamentos para incontinência são:

TRATAMENTOS CIRÚRGICOS[editar | editar código-fonte]

Atualmente, os procedimentos cirúrgicos são simples e pouco invasivos.

TRATAMENTOS CLÍNICOS[editar | editar código-fonte]

  • Medicação;
  • Modificação comportamental - é o tratamento feito por modificação de comportamento e/ou ambiente, com base na análise da relação entre sintomas do paciente e seu ambiente, como, por exemplo, modificação alimentar e da ingestão de líquidos;
  • Cateterização - é a técnica que promove o esvaziamento da bexiga, utilizando-se de um cateter para a drenagem da bexiga ou do reservatório urinário.

TRATAMENTOS FISIOTERAPÊUTICOS[editar | editar código-fonte]

A fisioterapia não deixa de ser um tratamento clínico, mas em razão de sua grande aplicação para tratamento das incontinências, destacamos aqui alguns procedimentos aplicáveis.

  • Eletroestimulação – é a aplicação de corrente elétrica para estimular o tecido, a musculatura pélvica, nervos e órgãos, como bexiga e reto. Tonifica e relaxa a musculatura e induz inibição ou contração da bexiga. É utilizada para tratamento das disfunções urinária, fecal, ginecológica e sexual. Essa técnica também tem grande importância no tratamento e alívio das dores pélvicas.
  • “Biofeedback” – é um equipamento que informa ao paciente, por meio de sinais visuais ou sonoros, o músculo ou grupo de músculos que devem ser treinados durante o exercício da musculatura do assoalho pélvico. Esse equipamento também é utilizado como auxiliar no aprendizado do enchimento e esvaziamento vesical e fecal;
  • Massagem do Assoalho Pélvico – técnica utilizada para estimular e relaxar os tecidos e a musculatura do assoalho pélvico, aumentando a vascularização tecidual. Também utilizada para alívio da dor pélvica;
  • Treinamento da Musculatura do Assoalho Pélvico – são exercícios que objetivam o aumento da força e da resistência ou o relaxamento muscular do assoalho pélvico.

Incontinência Urinária na Criança[editar | editar código-fonte]

A ICS (International Continence Society) define a incontinência urinária como a queixa da perda involuntária de urina, exceto para crianças.

Estudos indicam que a micção na criança só seria completamente adquirida após os 10 anos de idade. Até essa idade, a micção é considerada reflexa, ou seja, estímulos externos e internos da criança a levam ao esvaziamento da bexiga. Não se trata necessariamente da não capacidade de conter a urina, mas do aprendizado ainda não adquirido sobre o controle da urina.

No entanto, isso não quer dizer que crianças menores de 10 anos estão livres de ter Incontinência Urinária. Elas também podem apresentar esse problema. Nesses casos somente um especialista poderá afirmar com mais precisão se a criança tem incontinência ou se ainda está na fase de aprendizado da continência.

Convivendo com Incontinência Urinária[editar | editar código-fonte]

É normal pessoas com Incontinência Urinária sofrerem de depressão, vergonha, constrangimento, isolamento social, etc. Afinal, perder o controle sobre algo que parece tão simples não é fácil. O que o incontinente não deve fazer é não buscar ajuda.

Só no Brasil, estima-se que mais de 20 milhões de pessoas tenham algum grau de incontinência. Ou seja, o incontinente nunca está sozinho. O apoio de um profissional é fundamental para proporcionar melhor qualidade de vida.

Hoje em dia existem diversos produtos de altíssima qualidade e tecnologia que oferecem conforto e segurança ao incontinente. Barreiras anti-vazamento, inibidor de odor, aloe vera para hidratação, são poucos exemplos de toda a tecnologia que é empregada hoje nos produtos para incontinência.

E não são apenas fraldas geriátricas que existem no mercado. Absorventes femininos e masculinos e roupas íntimas especiais para ambos os sexos também apresentam características semelhantes às fraldas. Caso o incontinente prefira esse outros produtos, poderá facilmente substituir a fralda.

E não são apenas produtos absorventes que ajudam a vida do incontinente. Existem diversos materiais específicos que contribuem para um maior controle do fluxo de urina e até de fezes. São os materiais para exercícios de assoalho pélvico encontrados em loja especializada em incontinências.

Ajuda e comunidade[editar | editar código-fonte]

Hoje em dia existem associações médicas cujo maior objetivo é prestar assistência às pessoas que sofrem de incontinência urinária e/ou fecal.

É possível encontrar ajuda também no site e no blog da Cotine, que educa e apresenta maneiras para manter a qualidade de vida com incontinência.

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

http://www.cotine.com.br/

http://www.ics.org/

http://www.sbu.org.br/


Referências