Eraserhead

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Eraserhead
No Céu Tudo é Perfeito (PT)
Eraserhead (BR)
 Estados Unidos
1977 • P&B • 89 min 
Direção David Lynch
Roteiro David Lynch
Elenco <atores>
Género terror surreal sci-fi
Idioma Inglês
Página no IMDb (em inglês)

Eraserhead é um filme de horror surreal escrito e dirigido por David Lynch, e lançado em 1977.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Henry Spencer é um impressor de férias que vive em um pequeno apartamento na área industrial de uma cidade abandonada. Um dia, Henry vê o Homem no Planeta, que vive no prédio ao lado, operando alavancas. De repente, uma criatura fantasmagória, semelhante a um flagelo, emerge da boca de Henry e desaparece no Espaço, em meio a imagens de pedras, líquidos e um círculo.

Um dia, ao voltar do supermercado, Henry conhece sua nova vizinha, a Moça Bonita do Apartamento ao Lado, que o avisa que a ex-namorada de Henry, Mary X, o convidou para um jantar com a família. Na casa de Mary, Henry é forçado a comer um frango em forma humana que se debate enquanto é consumido. O pai de Mary, Senhor X, fala sem parar sobre encanamentos, e a mãe de Mary compulsivamente escova o cabelo da filha. Mais tarde, a mãe de Mary tenta beijá-lo antes de revelar que Mary teve o filho de Henry, após quatro semanas de gestação. O bebê é horrivelmente deformado, sem músculos ou pele, e seus órgãos internos são mantidos juntos por ataduras. O bebê não come, não dorme, e choraminga o dia inteiro.

Os pais de Mary forçam Henry a casar-se com ela e acolhê-la e ao bebê em seu apartamento. O radiador faz um barulho estranho, há vidro quebrado em toda parte, uma árvore morta ao lado da cama de Henry, e fotos de explosões atômicas nas paredes. Mary não suporta os constantes gemidos do bebê e vai embora, deixando-os aos cuidados do pai. Logo depois, Henry decide verificar a temperatura de criança apenas para encontrá-la coberta de ferimentos e sem ar. O bebê logo começa a chorar dia e noite, enquanto Henry inicia um relacionamento sexual com a Moça Bonita do Apartamento ao Lado.

Um dia, investigando o barulho no radiador, Henry encontra um palco onde a Mulher do Radiador, uma senhora de tamanho minúsculo com bochechas deformadas, dança enquanto fetos caem do céu e são pisoteados por ela. Pouco depois, a cabeça de Henry cai e a do bebê aparece no lugar. A cabeça de Henry atravessa o chão e cai do céu em um beco, onde é encontrado por um menino que a leva para uma fábrica de lápis, onde o cérebro de Henry é usado para fabricar borrachas escolares.

Henry acorda e decide procurar a Moça Bonita do Apartamento ao Lado, e a encontra com outro homem. A cabeça de Henry se transforma na do bebê, que começa a rir de Henry. Enfurecido, Henry corta as ataduras e esfaqueia os órgãos do bebê com uma tesoura. Eles começam a emitir uma substância espumosa que cobre o corpo do bebê. Seu pescoço começa a crescer, similar à do flagelo que apareceu antes. As luzes do apartamento explodem, e a cabeça do bebê se transforma em um planeta, que se racha ao meio.

Henry olha dentro do "planeta" e encontra o laboratório do Homem no Planeta, que é incapaz de controlar as alavancas. Elas explodem, queimando seu rosto. A Mulher no Radiador aparece e abraça Henry, enquanto eles ouvem um ensurdecedor barulho de estática e desaparecem em uma forte luz branca.

Produção[editar | editar código-fonte]

Em 1971, Lynch se mudou para Los Angeles para estudar no Conservatório AFI. Lá David começou a trabalhar em seu primeiro longa-metragem, Eraserhead, usando uma concessão de $10.000 da AFI. A concessão não foi suficiente para terminar o filme e, como resultado, Lynch trabalhou em Eraserhead intermitentemente até seu lançamento em 1977. Lynch usando dinheiro de amigos e familiares, inclusive de um amigo de infância Jack Fisk, um diretor de arte e marido da atriz Sissy Spacek.

Eraserhead polarizada e confunde muitos críticos e apreciadores de filmes mas se tornou um clássico cult. Em 2004, o filme foi considerado "culturalmente, historicamente e esteticamente significativo" pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos e selecionado para preservação no National Film Registry. Lynch já chamou-lhe um "sonho de coisas escuras e perturbadoras" e seu "filme mais espiritual."

Interpretação[editar | editar código-fonte]

David Lynch faz questão de cada pessoa ter a sua própria interpretação. Porém nos parece claro o desespero do caro Henry com a situação da gravidez e de assumir um casamento. O início do filme nos parece um pesadelo onde ela assiste, de forma claramente desconfortável, uma fecundação - num mundo claramente destruído como o seu próprio. Onde o Homem do Planeta tem o pleno controle da situação.

Posteriormente temos a cena do jantar onde o pai claramente tenta passar uma imagem de família feliz, mas fica evidente a falta de diálogo e de qualquer inter-relação entre aquelas pessoas. Ao contrário da família do cachorro...A próposito a imagem do cachorro com posterior saída da câmera pela janela fechada - pode indicar o início de um novo pesadelo no qual ele tenta imaginar como seria a sua vida de casado e com o filho, as abdicações de relacionamentos que teria que fazer, a vida claustrofóbica sendo dominado pelas necessidades de uma criança, o distanciamento que essa rotina criará no relacionamento com a esposa, etc (veja que a janela do quarto dele aparece várias vezes com um muro ao fundo) - ou seja, uma vida sem saída.

A única esperança parece ser a moça do radiador e posteriormente a sua cabeça que será capaz de apagar todos os males que aconteceram (tudo que foi escrito) e começar do zero num final feliz....onde finalmente ele aparece pela primeira vez confortável e passa a controlar seu destino (que talvez seja representando pelo o Homem do Planeta)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]