Erasmo de Formia

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Santo Erasmo ou
Santo Elmo/São Telmo
Fresco do século XV mostrando os tormentos de Santo Erasmo. Igreja Maria de Bastad, Suécia.
Santo auxiliar
Morte ca 303
Veneração por Igreja Católica, Igreja Ortodoxa
Festa litúrgica 2 de junho
Gloriole.svg Portal dos Santos

Santo Erasmo de Formia, morto cerca de 303, também conhecido como Santo Elmo ou São Telmo, é o santo padroeiro dos marinheiros. O fenómeno designado fogo-de-santelmo deve o seu nome a Santo Erasmo (Santo Elmo). Erasmo é um dos catorze santos auxiliares das lendas cristãs, invocados na Europa Central como intercessores.

Lenda de Santo Erasmo[editar | editar código-fonte]

Os Actos de Santo Elmo foram recompilados parcialmente a partir de lendas nas quais se confunde com um bispo sírio, Erasmo de Antioquia. Jacobus de Voragine na sua Legenda Áurea, reconhece-o como bispo de Formia e da Campania, eremita das montanhas libanesas e mártir sacrificado durante as perseguições do imperador bizantino Diocleciano.

Segundo a lenda, quando começaram as perseguições de Diocleciano, Erasmo foi obrigado a comparecer perante um juiz. Negando-se a sacrificar aos deuses pagãos, foi golpeado e cuspido, ferido de tal modo que se lhe rebentaram as veias. Erasmo sofreu estes tormentos com grande ânimo. Foi colocado num fosso cheio de serpentes e vermes, deitaram-lhe azeite a ferver para cima, e cobriram-lhe as mãos com enxofre, mas resistiu a todos estes suplícios com estoicismo formidável "dando graças e louvando a Deus". Uma terrível tempestade abateu-se sobre os seus torturadores salvando Erasmo da morte segura. Diocleciano enviou-o para outra fossa mais funda esperando que as serpentes e vermes acabassem com ele, mas escapou.

A Diocleciano sucedeu o imperador romano Maximiano Hércules, que, segundo Voragine, "(…) foi muito pior do que Diocleciano." Erasmo continuou a pregar o Evangelho e foi novamente perseguido. Deitaram-no numa banheira com água a ferver para tentar calá-lo, aplicando uma mistura que contém um metal derretido. Um anjo veio para ajudar a protegê-lo dos seus torturadores. O Imperador, enfurecido, colocou-o em um barril repleto de espinhos e mandou lançá-lo do alto de uma montanha, rolando, mas um anjo apareceu para salvar. Ele sofreu mais torturas: "Eles arrancaram-lhe os dentes (…) com um alicate. Amarraram-no a um poste e assaram-no numa grelha … os dedos foram cruzados com alguns pregos e os olhos arrancados. Nu, amarraram-no de pés e mãos a um cavalo de modo que foi arrastado até às suas veias serem rompidas. "

Padroeiro dos marinheiros[editar | editar código-fonte]

Os catorze santos auxiliares, com os seus atributos.

Erasmo foi designado padroeiro dos marinheiros porque continuou a ensinar após um raio ter aberto a terra perto de si. Este acontecimento fez crer aos marinheiros que, quando começa a tempestade no mar, invocando Santo Erasmo se livrariam do perigo de naufragar. As descargas elétricas nos mastros dos navios eram consideradas como sinal da sua proteção e, por isso, foram chamadas fogo-de-santelmo.

Gregório Magno escreveu, no século VI, que as suas relíquias estavam conservadas na catedral de Formia. Quando esta cidade foi arrasada pelos sarracenos en 824, os restos de Erasmo foram levados para Gaeta, sendo nomeado padroeiro de Gaeta e de Formia.

Além de santo padroeiro dos marinheiros, é invocado também contra as cólicas infantis, as doenças intestinais, os esquentamentos e dores próprios das mulheres, e contra a peste dos animais.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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