Eric Ragnor Sventenius

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Sventenius

Eric Ragnor Sventenius (forma latina de Erik Ragnar Svensson), também conhecido como Eric Ragnor ou Erich (Skirö, Suécia, 10 de outubro de 1910Gran Canária 1973) foi um botânico sueco (de nascimento) e espanhol (por adopção).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Erik Ragnar Svensson nasceu a 10 de Outubro de 1910. Era filho de Sven Alfred Svensson, numa pequena localidade a sul da Suécia, Skirö, do município de Vetlanda, da província de Jönköpings.

Nos primeiros anos da sua vida a sua educação foi realizada na Suécia, formando-se professionalmente como botânico em diversas universidades europeias. Em Espanha continuou a sua aprendizagem no Jardim Botânico Marimurtra, em Blanes, que em 1920 havia sido fundado pelo alemão Karl Faust, tendo-se convertido mais tarde no jardim botânico mais importante da Catalunha. Durante a sua passagem por Barcelona faz amizade com o abade de Montserrat, grande aficionado de botânica como ele.

Em 1931, Eric Sventenius muda-se para as Ilhas Canárias. Em 1952 trabalhou para o Jardim Botânico da ilha de Tenerife (Jardín de Aclimatación de la Orotava), num posto especial, dependente do Ministério da Agricultura. Durante todo o tempo que Sventenius esteve nas ilhas, foi um investigador incansável, percorrendo cada palmo das ilhas à procura de novas espécies da rica flora canária ainda não classificadas. Recuperou os estudos de outros botânicos que em épocas anteriores haviam feito trabalhos sobre a flora canária e já estavam esquecidos e acolheu equipas científicas de todo o mundo que à sua chamada chegavam com laboratórios portáteis completos para o estudo da flora canária.

A grande ideia de toda a sua vida foi a de criar um Jardim Botânico de flora canária, continuando o trabalho que havia sido iniciado por José Viera y Clavijo. Tinha que recompilar toda a riqueza botânica das ilhas em um único lugar. Colocá-la em exposição tal e qual como se encontrava na natureza, evitando o mais possível qualquer artificialismo. A compra dos terrenos para o seu desejado Jardim Canário em Tenerife foi complicada. Por essa altura, um grupo de representantes do Cabildo Insular de Gran Canaria inteiraram-se da situação e, tomando consciência da grande ideia de Sventenius, enviam um representante que toma contacto com o botânico. Fica então decidida a criação do Jardim Canário na Ilha de Gran Canária, após alguma busca de um local adequado. Ficaria perto da capital, junto a um estrada que que fazia a ligação a Tafira.

Sveentenius começa a pôr as mãos à obra e instala a sua oficina no terreno. Organiza grande parte das obras, desde o traçado dos caminhos, à escolha das pedras dos canteiros, dos edifícios e bancos, à escolha dos espécimenes que haveriam de se plantar. Deste modo, o Jardín Botánico Viera y Clavijo fundado em 1952, pôde abrir as suas portas ao público ao cabo de uns anos, em 1959. Durante este tempo e até à sua morte em acidente de trafego perto do jardim, em 1973, Sventenius foi o director do jardim botânico e não deixou de continuar investigando a flora canária e de ser um assíduo colaborador da universidade.

A espécie Descurainia artemisioides Eric R. Sventenius, foi descrita por este autor

Literatura[editar | editar código-fonte]

Obras sobre Sventenius[editar | editar código-fonte]

  • G. Kunkel: In memoriam Eric R.S. Sventenius, 1910-1973, in: Cuadernos de botánica canaria; 18/19, p. 1-4, 1973.
  • Antonio G. González: La botánica, Sventenius y yo, La Laguna: Centro de la Cultura Popular Canaria, 2001, ISBN 84-7926-326-1
  • Alfonso Luezas Hernández u.a.: Jardín Botánico Canario "Viera y Clavijo". Guía del Jardín Botánico Canario Viera y Clavijo, Madrid: Rueda, D.L. 1997

Obras de Sventenius[editar | editar código-fonte]

  • Gerhard Benl, Eric R. Sventenius: Beiträge zur Kenntnis der Pteridophyten-Vegetation und-Flora in der Kanarischen Westprovinz (Tenerife, La Palma, Gomera, Hierro) (aus: Nova Hedwigia 20, S. 413-462, 1970), Lehre: Cramer Vlg., 1970
  • E. R. Sventenius et D. Bramwell: Acta phytotaxonomica Barcinonensia ; Vol. 7 ; Heywoodiella genus novum, NBarcelona: Dep. de Botánica, Fac. de Ciências, Univ. Autónoma, 1971
  • G. Kunkel y Sventenius: Los Tiles de Moya. Enumeración florística y datos sobre el futuro parque natural, (Cuadernos de Botánica Canaria, 14/15: 71-89), Las Palmas de Gran Canaria, 1972
  • Ericus R. Sventenius: Additamentum ad floram Canariensem, Matriti: Agronomiarum investigationem nationale hispanicum Inst. (Instituto nacional de investigaciones agronomicas), 1960
  • Plantae macaronesiensis novae vel minus cognitae, in: Index Seminum Horti Acclimatationis Plantarum Arautapensi, 1968
  • Ericus R. Sventenius, Instituto Nacional de Investigaciones Agrarias, Centro de las Islas Canarias (Hrsg.): Notas sobre la flora de las Cañadas de Tenerife, (Cuaderno/INIA; 78), p. 149-171, Madrid: Instituto Nacional de Investigaciones Agrarias, Centro de las Islas Canarias, 1946
  • Ericus R. Sventenius, Instituto Nacional de Investigaciones Agrarias (España) (Hrsg.): Contribución al conocimiento de la flora canaria,(Cuaderno/INIA; 79), p. 176-194, Madrid: Instituto Nacional de Investigaciones Agrarias, Centro de las Islas Canarias, 1946
  • Ericus R. Sventenius, Instituto Nacional de Investigaciones Agrarias, Centro de las Islas Canarias (Hrsg.): Plantas nuevas o poco conocidas de Tenerife, (Cuaderno/INIA; 111), p. 22-33, Madrid: Instituto Nacional de Investigaciones Agrarias, Centro de las Islas Canarias, 1949
  • Ericus R. Sventenius, Instituto Nacional de Investigaciones Agrarias, Centro de las Islas Canarias (Hrsg.): Specilegium canariense III, (Cuaderno/INIA; 125), Madrid: Instituto Nacional de Investigaciones Agrarias, Centro de las Islas Canarias, 1950
  • "Additamentum ad Floram Canariensem" Svensson Sventenius, Eric R. 1960.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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