Ernesto Paglia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Ernesto Paglia
File:JornalistaErnestoPaglia.jpg
Nascimento 9 de abril de 1959 (55 anos)
São Paulo, SP
Ocupação Jornalista
Cônjuge(s) Sandra Annenberg (desde 1994)
Nacionalidade Brasil brasileiro

Ernesto Paglia (São Paulo, 9 de abril de 1959) é um jornalista brasileiro. Tem três filhos. É casado desde 1994 com a também jornalista Sandra Annenberg.

Cursou jornalismo na ECA-USP. Começou a trabalhar na profissão aos dezenove anos, no terceiro ano de faculdade, em 1979. Contratado como repórter pela Rádio Jovem Pan de São Paulo, permaneceu no cargo menos de três meses. Foi demitido após participar da greve organizada pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, em maio de 1979.

Na semana seguinte foi contratado pela sucursal paulistana da Rede Globo para trabalhar como repórter da madrugada. Já em 1980, participaria de coberturas importantes, como a da greve dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo, lideradas pelo então sindicalista Luís Inácio Lula da Silva. No mesmo ano integrou uma das duas equipes itinerantes da Globo que acompanharam a cobertura da primeira visita do Papa João Paulo II ao Brasil.

Em 1982 foi enviado à Espanha, para a sua primeira cobertura de Copa do Mundo da FIFA. Apesar de se declarar "impermeável" ao futebol, cobriria outros seis mundiais: México-86, Itália-90, EUA-94, Japão/Coréia-2002, Alemanha-2006, África do Sul-2010 e Brasil-2014. Na área de esportes participou, também, das equipes enviadas pela Globo às Olimpíadas de Barcelona-92, Atlanta-96, Pequim-2008 e aos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro-2007.

A carreira de repórter especial[editar | editar código-fonte]

Em 1983 foi designado para integrar a equipe da Central Globo de Jornalismo que renovou a linguagem do Globo Repórter. Trabalhou exclusivamente para o programa de documentários jornalísticos durante os três anos seguintes.

Desde então, participa periodicamente do programa. Já esteve envolvido na produção de mais de sessenta documentários, sendo os mais significativos sobre temas relacionados ao meio ambiente. Em 1984, realizou uma reportagem-documentário sobre o cacique-deputado Mário Juruna, com direção de Mônica Labarthe e roteiro de Fernando Gabeira.

Em 1996, contribuiu para a primeira grade de programação do novo canal de notícias Globo News. Durante os três anos seguintes, formatou e comandou o programa semanal de entrevistas "Painel", que deixou ao voltar para o posto de correspondente em Londres.

Em 2009, ajudou a criar e comandou as primeiras edições da coluna de tecnologia "Conecte", do Jornal Da Globo.

Desde 2010, integra a equipe que desenvolveu a primeira minissérie jornalística da TV Globo, o projeto Globo Mar. O programa, com formato de documentário jornalístico, é focado em assuntos relativos ao mar. As primeiras três temporadas concentraram-se no litoral brasileiro. A partir de 2013, o programa incluiu expedições internacionais. Em outubro de 2013, o programa rendeu à TV Globo a Menção Honrosa Marinha do Prêmio de Reportagem SOS Mata Atlântica/Conservação Internacional. [1]

Em 2010, nas cinco semanas que antecederam o primeiro turno das eleições presidenciais, Paglia trabalhou no projeto JN no Ar. Viajando a bordo de um jato executivo e, de acordo com a necessidade, de um turbohélice, o grupo de oito profissionais da Rede Globo foi enviado a um município sorteado a cada noite -- uma cidade em cada um dos 26 estados e o Distrito Federal -- para a realização de reportagens sobre os problemas e características de cada local. Essa maratona em busca da realidade do país foi registrada por Paglia no livro "O Diário de Bordo do JN no Ar - Cruzando o país numa cobertura histórica".

Correspondente internacional[editar | editar código-fonte]

Em 1986, aos 27 anos de idade, tornou-se um dos mais jovens correspondentes internacionais da Globo, baseado no escritório da emissora em Londres. Enviado a Bagdá, cobriu o conflito Irã-Iraque. Trabalhou nessa função até 1989, quando retornou ao Brasil para trabalhar, prioritariamente, para o Jornal Nacional. Voltou a ser correspondente em Londres no período 2000/2001, quando cobriu a Segunda Intifada Palestina e a invasão norte-americana ao Afeganistão.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Recebeu o Prêmio Comunique-se na categoria melhor repórter de TV em 2004, 2007, 2009 e 2011.

Livros[editar | editar código-fonte]

  • Diário de Bordo - JN no Ar - Cruzando o País numa Cobertura Histórica , Editora Globo, 375 págs. [2]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]