Ernst Röhm

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Ernst Röhm

Ernst Röhm (ou Roehm) (Munique, 28 de Novembro de 1887; Munique, prisão de Stadelheim, 2 de Julho de 1934), foi um oficial alemão, co-fundador das Sturmabteilung (SA) nazis, "Tropa" ou Divisão de Assalto do NZDAP. As SA precederam a Schutzstaffel, Esquadra de Proteção do Partido Nazista. As SA eram integradas por "arruaceiros".

Segundo Gordon Williamson, "Ernst Röhm tinha real interesse no NSDAP e, de fato, aderiu ao movimento, reconhecendo em Hitler as qualidades de alguém que poderia incitar as massas com sua oratória quase hipnótica. A intenção de Ernst Röhm, contudo, nunca foi tornar-se um seguidor de Hitler, mas, em vez disso, utilizar o NSDAP para alimentar suas próprias ambições pelo poder político e militar".[1]

Seu rosto era coberto de feridas, algumas adquiridas no campo de batalha. Foi assassinado um dia após a Noite das Facas Longas na cela de sua prisão em Munique após recusar matar-se como forma de confessar seus supostos planos para levar a SA ao controle do Reich. Ernst Röhm teve papel preponderante na formação das SA como o braço armado do então crescente movimento nazista. De acordo com muitos historiadores, teria sido ele o homem que induziu Hitler a seguir carreira política, ao ver um discurso exaltado do Führer num bar de Munique. Por sua participação e lealdade a Hitler no Putsch da Cervejaria, foi posteriormente nomeado Stabschef (comandante-em-chefe) das SA, a primeira milícia nazista.

Röhm teve muitos inimigos. Entre seus desafetos estavam muitos altos oficiais da Reichswehr, o Exército alemão do período entre-guerras (Röhm também tinha planos ambiciosos de transformar as SA no cerne do futuro Exército alemão, no que era sustentado pelo numeroso contingente destas - 2 milhões de membros quando da Noite das Longas Facas, em 1934), além de figurões dentro do Partido Nazista. Embora Hitler o estimasse por sua capacidade administrativa e lealdade à causa nazista, não tardou muito em considerá-lo como um obstáculo ao poder, devido à sua alta rejeição.

A prisão de Stadelheim, em Munique

Na madrugada de 30 de junho de 1934, foi preso pessoalmente por Hitler num hotel nos arredores de Munique e, resistindo à prisão, foi levado à força ao cárcere de Stadelhein. Em 2 de julho de 1934, em Stadelhein,seguindo ordens diretas de Hitler, Theodor Eicke (construtor do Campo de Concentração de Dachau) e um oficial da SS o visitaram em uma cela, entregando-lhe uma pistola com uma bala e 10 minutos para se matar, se não fizesse eles mesmos o executariam .Röhm se recusou,dizendo: "Se vou ser morto, deixe o Sr. Hitler fazer isso"..Eicke e o oficial se retiraram, retornando após 10 minutos.Encontraram Röhm de pé e totalmente nu .Sem entender o motivo para isso, mas obedecendo as ordens recebidas, o executaram a queima-roupa.

Röhm e as SA tornaram-se também um obstáculo para os planos de Heinrich Himmler e Reinhard Heydrich. Röhm era amigo de Heydrich e padrinho de seu filho mais velho, Klaus. Röhm, Himmler e Heydrich foram aliados e amigos nos meses que se seguiram à indicação de Hitler como Chanceler da Alemanha, o que não impediu o fim das "indisciplinadas" SA e a conspiração consciente que destruiu suas lideranças e o próprio Röhm[2] .

"O medo das ambições de Ernst Röhm e das SA resultaria numa aliança entre o exército, o Partido Nazista e as SS" (Gordon Williamson).

Notas e referências

  1. WILLIAMSON, Gordon. O Instrumento de Terror de Hitler. Vol. Único. Trad. Roberson Melo. São Paulo: Escala, 2008, p. 19.
  2. GERWARTH, Robert. O Carrasco de Hitler. A Vida de Reinhard Heydrich. O Supervisor da Solução Final para a Questão Judaica e a Origem do Holocausto. trad. Mário Molina. São Paulo: Cultrix, 2013.