Eros Grau
| Eros Grau | |
| Ministro do Supremo Tribunal Federal | |
| Mandato: | 30 de junho de 2004[1] a 2 de agosto de 2010[2] |
| Nomeado por: | Luiz Inácio Lula da Silva |
| Precedido por: | Maurício Corrêa |
| Sucedido por: | Luiz Fux |
| Nascimento: | 19 de agosto de 1940 (71 anos) Santa Maria-RS |
| Esposa: | Tania Marina Stolle Jalowski |
| Alma mater: | Universidade Presbiteriana Mackenzie |
| Religião: | Católico romano[3] |
Eros Roberto Grau (Santa Maria, 19 de agosto de 1940) é um jurista brasileiro, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal.
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[editar] Biografia
Formou-se em direito pela Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, turma do ano de 1963. Exerceu a advocacia em São Paulo de 1963 até a sua nomeação para Ministro do Supremo Tribunal Federal em 2004. Doutor em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, com a defesa da tese Aspectos Jurídicos do Planejamento Metropolitano. Em agosto de 1977, tornou-se Livre Docente pela Universidade de São Paulo. Em 1990, obteve o título de Professor Titular do Departamento de Direito Econômico na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Em 2009, tornou-se Professor Titular aposentado.
Por pertencer ao Partido Comunista Brasileiro, foi preso e torturado em 1972, época da Ditadura militar no Brasil (1964-1985).[4]
Foi consultor da Bancada Paulista na Assembleia Nacional Constituinte de 1988 e membro da Comissão Especial de Revisão Constitucional, nomeado pelo Presidente da República em 1993, com a finalidade de identificar propostas de interesse fundamental para a Nação, no processo de revisão constitucional.
Além de ter exercido a docência na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, foi professor de graduação e pós-graduação em diversas instituições, entre elas a Universidade Estadual de Campinas, a Universidade Presbiteriana Mackenzie, a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade Federal do Ceará, a Fundação Getúlio Vargas.
No exterior, foi professor visitante da Faculdade de Direito da Université de Montpellier durante os anos letivos de 1996-1997 e 1997-1998 e da Faculdade de Direito da Université Paris 1 (Panthéon-Sorbonne) durante o ano letivo de 2003-2004.
Eros Grau foi nomeado ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal em 15 de junho de 2004 e empossado em 30 de junho de 2004, na vaga deixada pela aposentadoria do ministro Maurício Corrêa.
Empossado ao cargo de Ministro do TSE em 15 de maio de 2008 [5], renuncia um ano depois, em 5 de maio de 2009, alegando cansaço, porém continua ministro do STF.[6]
Eros Grau foi o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental número 153, impetrada pela Ordem dos Advogados do Brasil a fim de revogar a lei nº 6.683/79, que anistia todos os crimes políticos e eleitorais do período militar, inclusive aqueles cometidos por agentes da repressão. Grau, que foi vítima de tortura durante a ditadura, foi o autor do voto vencedor, segundo o qual a lei, que não tem caráter de regra para o futuro, deveria ser interpretada conforme as conjunturas sociais e o momento histórico de sua produção. Desta forma, concluiu ele, a concessão de anistia bilateral (tanto a agentes da repressão quando àqueles que cometeram crimes lutando contra ela), ampla e geral não implicou ofensa a quaisquer preceitos fundamentais. [7]
Às vésperas de completar 70 anos de idade, quando seria compulsoriamente aposentado do cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal, Eros Grau apresentou requerimento de aposentadoria voluntária, e deixou de integrar a Corte em 2 de agosto de 2010, pouco antes de votar pela lei do ficha limpa manobra que empatou e atrasou a aprovação da lei, o que permitiu que inúmeros políticos fossem reeleitos, data em que foi publicado no Diário Oficial da União o decreto presidencial relativo à sua aposentadoria[2].
[editar] Publicações
Eros Grau, que é membro da União Brasileira de Escritores, não descarta pleitear uma vaga na Academia Brasileira de Letras.[8] Publicou, entre outros, os seguintes livros:
- Planejamento econômico e regra jurídica, 1978;
- Elementos de Direito Econômico, 1981;
- Direito urbano, 1983;
- A Constituinte e a Constituição que teremos, 1985;
- Direito, conceitos e normas Jurídicas, 1988;
- Licitação e contrato administrativo, 1995;
- La doppia destrutturazione del diritto, Milano, 1996; (em italiano)
- La doble desetruturación y la interpretación del derecho, Barcelona, 1998; (em espanhol)
- O direito posto e o direito pressuposto, 2005;
- O Estado, a Empresa e o Contrato (em co-autoria com Paula Forgioni), 2005;
- A ordem econômica na Constituição de 1988, 2006;
- Ensaio e discurso sobre a interpretação/aplicação do direito, 2006.
- Do ofício de orador, Editora Revan, Rio de Janeiro, 2006, 2ª edição
- Triângulo no Ponto, Nova Fronteira, 2007;
- Interpretación y aplicación del derecho, Madrid, 2007. (em espanhol)
[editar] Ligações externas
Referências
- Juristas do Brasil
- Ministros do Supremo Tribunal Federal
- Professores da Universidade de São Paulo
- Opositores da ditadura militar no Brasil (1964-1985)
- Teuto-brasileiros
- Naturais de Santa Maria (Rio Grande do Sul)
- Advogados do Rio Grande do Sul
- Ex-alunos da Universidade Presbiteriana Mackenzie
- Escândalo das passagens aéreas