Erupção minoica
A erupção minoica de Santorini, também referida como a erupção do Thera ou erupção do Santorini, foi uma catastrófica erupção vulcânica pliniana com um Índice de Explosividade Vulcânica (IEV) de 6 ou 71 2 e uma Densidade Lítica Equivalente (DLE) de 60 km³,3 que se estima ter ocorrido em meados do segundo milênio a.C., entre o período de 1 650-1 450 a.C.4 5 6 7 8 A erupção foi um dos maiores eventos vulcânicos na Terra registrados na história.9 10 11 A erupção devastou a ilha de Santorini, incluindo o assentamento minoico de Acrotiri, bem como as comunidades agrícolas e áreas em ilhas próximas e na costa da ilha de Creta.12
A ilha de Santorini é formada por um grupo circular de ilhas que pertencem ao arquipélago das Cíclades. Este arquipélago faz parte do arco insular do mar Egeu, formado pela subducção da placa africana com o sistema de trincheiras marinhas helênicas localizadas ao sul de Creta. Estudos geológicos indicam que, ao menos, 12 fases eruptivas ocorreram ao longo dos últimos milhões de anos. Devido a erupção minoica Santorini, que era uma grande ilha circular, o planalto central da ilha entrou em colapso e gerou a caldeira moderna.nt 1 Atualmente Santorini é formado por um arquipélago de três ilhas: Thera, Therasia e Aspronisi.12 nt 2
A erupção parece ter inspirado certos mitos gregos (entre eles a titanomaquia),14 da mesma forma que a destruição da cidade de Acrotiri, possivelmente forneceu a base ou inspirou a história platônica de Atlântida.15 16 Além disso é creditada a erupção mudanças climáticas que afetaram culturas na China, causou um tumulto no Egito e um tsunami que enfraqueceu a civilização minoica, que foi poucos séculos depois, ca. 1 430 a.C., dominada pelos micênicos.17 18 19
Índice |
Erupção [editar]
Antecedentes [editar]
Evidências geológicas apontam que a erupção minoica é apenas uma erupção entre inúmeras outras que ocorrem ciclicamente no vulcão de Santorini devido a subducção da placa africana. O registro geológico demonstra que nos últimos um milhão de anos que algumas erupções estrambolianas e vulcanianas ocorreram em Santorini aproximadamente uma vez a cada 5000 anos, e erupções plinianas ocorreram aproximadamente a cada 20000 anos.12
O vulcão do Santorini, a milhões de anos, passa por um contínuo processo de colapso e recarregamento: o vulcão, inúmeras vezes violentamente entrou em erupção e, eventualmente, colapsou dentro de uma caldeira aproximadamente circular de água do mar com diminutas ilhas formando o círculo. A caldeira, então, lentamente recarrega-se com magma, construindo um novo vulcão, que entraria em erupção e, em seguida, colapsaria. Imediatamente antes da erupção minoica, as paredes da caldeira formaram um anel quase contínuo de ilhas, com a única entrada situada entre Thera e a pequena ilha de Aspronisi.20
Geomorfologia [editar]
Embora o processo de fratura ainda não seja conhecido, a análise estatística indique que a caldeira tinha se formado pouco antes da erupção. Durante o período de erupção a paisagem foi coberta por sedimentos pome. Em alguns lugares, a costa desapareceu sob deposições de tufo, e em outros as costas recentes foram estendidas para o mar. Depois da erupção, a geomorfologia da ilha foi caracterizada por uma fase de intensa erosão, durante o qual as pedra-pome foram progressivamente retiradas de altitudes superiores para as inferiores.21
A núcleo da ilha se Santorini é formada por rochas metamórficas com idade entre 400-200 milhões de anos, enquanto as demais porções da mesma são formadas por rochas vulcânicas expelidas por erupções vulcânicas de pequeno e médio porte ao longo dos últimos 1,8 milhões de anos.22
Magnitude [editar]
Inicialmente, durante pesquisas realizadas em 1991, estimou-se que a magnitude da erupção minoica fosse de 39 km³ de densidade lítica equivalente (DLE), no entanto, após pesquisa realizada em 2006 por uma equipe de cientistas internacionais a estimativa elevou-se para 60 km³, enquanto o volume de ejeção foi projetado como 100 km³, colocando o índice de explosividade vulcânica da erupção minoica em 6 ou 7.3 11 Isto foi quatro vezes mais do que foi lançado para a estratosfera pelo Krakatoa em 1883.nt 3 Apenas a erupção do monte Tambora em 1815,23 a erupção Hatepe no lago Taupo em 180 d.C. e, talvez, a erupção da montanha Baekdu em cerca de 970 lançaram mais material para a atmosfera durante a história.9 10
Sequência [editar]
Em Santorini, há uma espessa camada branca de piroclasto de 50 m que recobre o solo claramente delineando o nível do solo antes da erupção.24 Estudos realizados por Reck em 1936 indicaram que há quatro fases da erupção que foram nomeadas como BO1, BO2, BO3 e BO4; em 1989 Druitt estabeleceu uma nomenclatura nova: Minoano A (BO1), Minoano B (BO2), Minoano C (BO3) e Minoano D (BO4).25 Heiken e McCoy em 1984 identificaram fases basais que representam atividades vulcânicas precursoras a erupção e que foram nomeadas como BO0 Ao todos são quatro finas camadas que variam em cor (amarelo, laranja-acastanhado e/ou cinza claro) e espessura (de 1 a 4 cm). Estão presentes no sul de Thera e possivelmente foram expelidas por um respiradouro que antigamente localizava-se próximo da atual Nea Kameni meses antes a erupção se iniciar; devido a falta de restos humanos em Acrotiri, esta atividade preliminar provavelmente afugentou a população da ilha.26 27 Meses antes à erupção também foi constatado um ou mais terremotos que danificaram os assentamentos locais.28 29 30
Primeira fase (BO1/Minoano A) [editar]
Calcula-se que o tempo transcorrido entre as primeiras explosões e o colapso total da caldeira seja de dois ou três dias.31 A primeira fase é caracterizada por uma erupção do tipo pliniana que, com uma coluna de 36 km, expeliu pedra-pomes e cinzas por toda a ilha a uma taxa de 2.5X108 kg/s,32 embora tenha sido mais tendenciosa a precipitação na zona leste da ilha devido aos fortes ventos atmosféricos.33 A espessura do material vulcânico foi de 0,5-5 m (Pichler e Friedrich) ou 0,1-6 m (Heiken e McCoy) e o magma liberado tinha um volume de cerca de 2 m³. Depósitos piroclásticos desta fase foram encontrados em muitas localidades do Mediterrâneo Oriental, especialmente no mar, nas ilhas adjacentes e em regiões da Anatólia;34 35 nt 4 estudos dos depósitos piroclásticos indicam que a erupção aumentou com o passar do tempo.39
Mais de 90 % do depósito é formado por riodacito com 70,5-71,4% de SiO2, raros cristais ricos em pedra-pomes com 52,5-63,6% de SiO2 e poucos fragmentos de escória de andesito cinza com 58% de SiO2; menos que 10% do depósito é formado por cinzas e fragmentos líticos.25 Nesta primeira fase não houve interação magma-água de modo que este evento foi impulsionado apenas por gases magmáticos.39 A última camada desta fase, que varia entre 2-40 cm, é composta integralmente por cinzas e foi chamada de ruptura freatomagmática.27 É a primeira camada que alude a uma interação significativa entre o magma do vulcão e a água que adentrou no respiradouro; marca o fim da primeira unidade.26
Segunda fase (BO2/Minoano B) [editar]
A segunda fase é caracterizada pelo inicio do colapso da caldeira que foi provocado pelo aparecimento de rachaduras e fissuras e pela ação da erosão eólica. Como consequência desse processo enormes quantidades de água infiltraram no respiradouro do vulcãont 5 o que ocasionou explosões violentas que pulverizaram o magma e ejetaram grandes blocos líticos 40 e produziu nuvens de vapor com alta concentração de sódio que espalharam-se pela ilha e por localidades marinhas adjacentes.32 Estas nuvens geraram fluxos piroclásticos com velocidade entre 15-50 m/s que, através da ação da topografia, formaram depósitos piroclásticos em variadas altitudes. A espessura dos depósitos foi de 0,5-7 m (Pichler e Friedrich) ou 0,1-12 m (Heiken e McCoy).nt 6 A posição dos ventos, com base na disposição dos depósitos, aparenta ser similar a aquela da primeira fase, embora apresente um padrão mais ou menos radial em direção ao centro-sul da ilha Kameni.27
Os depósitos desta fase são formados por numerosos bancos individuais, principalmente compostos por camadas brancas de bagacinas, com abundantes blocos líticos e fragmentos de tamanho entre 1-2 m. Quase 90% do volume total é de cinzas e pedra-pomes; ca. de 20% do volume total é de blocos e fragmentos líticos. Diversos processos geológicos, entre eles a erosão, provocou nesta fase o transporte balístico de blocos líticos maiores da primeira fase;26 bancos de precipitação similares à aqueles da primeira fase foram encontrados o que sugere que os processos ocorridos durante a primeira fase continuaram durante certo tempo na segunda fase ou então houve um período de flutuação entre os estilos de erupção.27
Terceira (BO3/Minoano C) e Quarta (BO4/Minoano D) fases [editar]
Na terceira fase os fluxos piroclásticos espalham-se por toda a ilha e ao longo da superfície marinha próxima. Os depósitos desta fase são desordenados e são mais proeminentes ao longo das falésias da cratera. Consistem de cinzas finas, pedra-pomes e 25-30% de blocos e fragmentos líticos de até 10 m de diâmetro. A espessura dos depósitos próximos a caldeira é de 40 m, enquanto aqueles encontrados no sul de Santorini chegam a 55 m; em distâncias maiores a espessura é menor.27 32 Além disso, aparentemente alguns dos depósitos formaram-se a baixas temperaturas, enquanto outros à picos térmicos de até 400 °C. Na quarta fase ocorre o completo colapso da caldeira o que gerou tsunamis, assim como lahars e o aparecimento de depósitos líticos ricos (34-50%), especialmente de ignimbrito.26 41 42
Vulcanologia [editar]
O colapso da caldeira do Santorini a altura da erupção minoica está associada com intensa atividade sísmica, perturbações climáticas maciças,43 44 nt 7 volumosa precipitação piroclástica, fluxo piroclástico e tsunamis.12 Esta erupção pliniana resultou numa enorme pluma vulcânica e erupções violentas de vapor. A erupção também gerou enormes ondas que afetaram as regiões litorâneas vizinhas, especialmente Creta, ao sul.nt 8 Estipulou-se que o tamanho das ondas que afetaram o litoral cretense eram de 12 m e, com este tamanho, foram capazes de destruir embarcações e vilas costeiras.46
Em outras partes do mediterrâneo existem depósitos de pedra-pomes que poderiam ter sido causados pela erupção do Santorini. Camadas de cinzas em núcleos perfurados no mar e em lagos da Turquia, no entanto, mostram que a mais pesada queda de cinzas ocorreu a leste e nordeste de Santorini. As cinzas encontradas na ilha de Creta são agora conhecidas por terem sido provenientes de uma fase precursora da erupção, algumas semanas ou meses antes das principais fases eruptivas, tendo pouco impacto sobre a ilha.47 Possíveis depósitos de cinzas de Santorini foram encontrados no Delta do Nilo,48 no entanto, isto agora é conhecido como sendo um erro de identificação.49 50
Datação [editar]
As datas por radiocarbono têm implicações significativas para a cronologia aceita de culturas do mediterrâneo Oriental.51 A erupção minoica é fundamental para a arqueologia da Idade do Bronze do mediterrâneo oriental. Ela fornece um ponto fixo para alinhar toda a cronologia do segundo milênio a.C. no Egeu, porque as provas da erupção são encontradas em toda a região. Apesar desta evidência, a data exata da erupção tem sido difícil de determinar.52 53 54 Em boa parte do século XX, arqueólogos colocam-na em aproximadamente 1 500 a.C.,30 mas esta data parece ser muito recente com base na análise com datação por radiocarbono de uma oliveira enterrada sob um fluxo de lava do vulcão que indica que a erupção ocorreu entre 1 627 a.C. e 1 600 a.C. com um grau de probabilidade de 95%.55 56 57 58 nt 9 Em 2007 um novo pedaço da oliveira assim como vários ramos foram descoberto, no entanto, estes ainda não foram datado.61 62
Cronologia relativa [editar]
Arqueólogos desenvolveram cronologias das culturas do mediterrâneo oriental da Idade do Bronze Tardia, analisando a origem de artefatos (p. ex., itens de Creta, Grécia continental, Chipre ou Canaã) encontrados em cada camada arqueológica.nt 10 Se a origem do artefato pode ser datada com precisão, então obtêm-se uma data de referência para a camada em que se encontra. Se a erupção do Santorini pode ser associada a uma determinada camada da cultura de Creta, ou outra, cronologistas poderiam usar a data desta camada até à data da erupção em si. Como a cultura de Santorini na época da destruição foi semelhante a do Minoano Recente IA (MRIA) na ilha de Creta, MRIA é a base para estabelecer a cronologia em outros lugares. A erupção também se alinha com as culturas dos períodos Cicládico Recente I (CRI) e Heládico Recente I (HRI), no entanto, é anterior HRI do Peloponeso.63 Escavações arqueológicas em Acrotiri também geraram fragmentos de nove vasos de gesso sírio-palestinos da Idade do Bronze Médio II.64 Os pré-historiadores do Egeu sentiram-se tão confiantes sobre seus cálculos que eles rejeitaram datas radiocarbonicas do início da década de 1970 para o Santorini de MRI/CRI, porque o radiocarbono sugeriu uma data cerca de um século antes do que as datas tradicionais.65
Em Tell el Dab'a no Egito pedra-pomes encontradas neste local foram datadas de 1 540 a.C., o mais perto da data tradicionalmente aceita da erupção do Santorini, corresponde a composição da erupção do Santorini.66 Estas pedra-pomes foram controversas desde os anos 1990, uma vez que representam a data mais importante diferente daquela estabelecida pela cronologia tradicional. No 6º Simpósio Internacional em 2011, no entanto, Felix Hoeflmayer argumentou que, com base no novo modelo matemático para o Novo Império intitulado Bayesiano, é possível reduzir o lapso temporal entre as datas radiocarbônicas e a arqueologia, pois, por meio deste, foi possível alterar o reinado de alguns faraós do Novo Império, entre eles Amósis (1 570-1 544 a.C.), Ramsés II (1 297-1 273 a.C.) e Tutancâmon (1 253-1 231 a.C.).67 68
Núcleos de gelo [editar]
Dados de núcleos de gelo da Groenlândia parecem apoiar as datas de radiocarbono. Uma grande erupção identificada em amostras de gelo é datada de 1644 ± 20 a.C. e era de se suspeitar ser a de Santorini.69 No entanto, cinzas vulcânicas recuperadas de um núcleo de gelo demonstraram que este não era de Santorini,70 levando a conclusão de que a erupção pode ter ocorrido em outra data.47 A erupção do holoceno final do Monte Aniakchak, um vulcão do Alasca, é proposto como a fonte mais provável dos cacos de vidro vulcânico no núcleo de gelo da Groenlândia.71
Dendrocronologia [editar]
Outro método utilizado para estabelecer a data da erupção é a data de aneis de árvores. Tal datação mostra que um grande evento interferiu com o crescimento das árvores normais da América do Norte durante 1629-1 628 a.C.72 Evidências de um evento climático em torno de 1 628 a.C. foram encontradas em estudos acerca da redução no crescimento de carvalhos europeus na Irlanda e de pinheiros na Suécia, assim como na Anatólia.73 74 75 Aneis congelados de pinheiros também indicam a data de 1 627 a.C., apoiando a data de 1 600 a.C.76 77 78 Por outro lado, novas investigações apontam que a erupção minoica não seria capaz de realizar estragos climáticos de tal magnitude, dessa forma, pesquisas recentes apontam como possível causa de tais anomalias a chamada erupção Avellino do Vesúvio (c. 1 660 a.C.) ou uma ocorrida no monte Santa Helena durante o século XVII a.C.79 80
Impacto histórico [editar]
Civilização minoica [editar]
A erupção devastou o assentamento minoico de Acrotiri em Santorini, que foi enterrado em uma camada de pedra-pomes.16 Acredita-se que a erupção também afetou severamente a população minoica em Creta, embora a extensão do impacto é debatida.81 82 83 44 As primeiras teorias propuseram que as cinzas de Santorini sufocaram a vida das plantas na metade oriental da ilha de Creta, causando fome a população local.84 No entanto, depois de mais rigorosos exames de campo, essa teoria tem perdido credibilidade, como tem sido determinado que não mais de 5 mm de cinzas caíram em qualquer lugar da ilha de Creta.85 nt 11 Outras teorias têm sido propostas com base em evidências arqueológicas encontradas na ilha de Creta, indicando que um tsunami, provavelmente associado com a erupção, impactou as áreas costeiras da ilha de Creta e pode ter severamente devastado os assentamentos minoicos da orla.15 17 87 nt 12 nt 13 A mais recente teoria é que grande parte dos danos causados aos assentamentos minoicos resultou de um grande terremoto que precedeu a erupção de Santorini.90
Significativos restos minoicos foram encontrados acima das camadas de cinza do Minoano Recente I de Santorini, o que implica que a erupção do Santorini não causou a queda imediata dos minoicos.32 91 Como os minoicos foram uma potência marítima e dependiam de seus navios mercantes e de sua marinha para sobreviver, a erupção do Santorini provavelmente causou dificuldades econômicas significativas para os minoicos, e a perda de seu império, a longo prazo. Além disso a destruição de Acrotiri afetou significativamente o comércio marítimo minoico com o norte.92 93 Se esses efeitos foram suficientes para provocar a queda da civilização minoica, isto está sob intenso debate. A conquista micênica dos minoicos ocorreu no final do período Minoano Recente II, não muito anos após a erupção, e muitos arqueólogos especulam que a erupção induziu uma crise na civilização minoica, que permitiu que os micênicos conquistassem-na facilmente.17
Registros chineses [editar]
Um inverno vulcânico de uma erupção no final do século XVII a.C. tem sido afirmado por alguns pesquisadores como correlacionado com entradas em registros chineses que documentam o colapso da dinastia Xia na China. De acordo com os Anais do Bambu, o colapso da dinastia e a ascensão da dinastia Shang, aproximadamente datado de 1 618 a.C., foi acompanhada por "névoa amarela, um sol ofuscante, em seguida, três sois, geada em julho, fome e o secar de todos os cinco cereais."18
Impacto na história egípcia [editar]
Não há registros egípcios sobreviventes da erupção, e a ausência de tais registros é por vezes atribuída à desordem geral no Egito em torno do Segundo Período Intermediário. No entanto, existem conexões entre a erupção do Santorini e as calamidades do papiro Ipuur, um texto do Baixo Egito escrito durante o Império Médio ou Segundo Período Intermediário.94 Chuvas torrenciais que devastaram grande parte do Egito, e foram descritas na Estela da tempestade de Ahmés, têm sido atribuídas a curto prazo a mudanças climáticas causadas pela erupção do Santorini.18 19 95 96
Embora os danos causados por esta tempestade podem ter origem em um terremoto póstumo à erupção do Santorini, também foi sugerido que ela foi causada durante uma guerra com os hicsos, e a referência da tempestade é apenas uma metáfora para o caos, sobre o qual o faraó estava tentando impor a ordem.97 Há um consenso de que o Egito, sendo longe da área de atividade sísmica significativa, não teria sido muito afetado por um terremoto no mar Egeu. Além disso, outros documentos, tais como o Speos Artemidos de Hatshepsut, retratam tempestades similares, mas estão claramente falando figurativamente, não literalmente. Pesquisas indicam que esta estela em particular é apenas outra referência para a superação do faraó aos poderes do caos e da escuridão.98
Tradições gregas [editar]
A erupção do Santorini e a precipitação vulcânica podem ter inspirado o mito da titanomaquia na Teogonia de Hesíodo.14 As linhas de Hesíodo foram comparadas com a atividade vulcânica, citando raios de Zeus como um relâmpago vulcânico, a ebulição da terra e do mar como uma violação da câmara de magma, chamas imensas e calor como prova de explosões freáticas, entre muitas outras descrições.99 Outras passagens mitológicas que possivelmente baseiam-se na erupção são o dilúvio de Deucalião descrito na Crônica de Paros (datada de 1 582 a.C.) e o gigante de bronze de Creta, Talos, que atirava pedras sobre navios que se aproximassem da ilha.100 101 102 Há algumas evidências arqueológicas, sismológicas e vulcanológicas de que o mito da Atlântida, descrito por Platão (427-347), baseia-se na erupção do Santorini.15 16 O relato platônico originalmente deriva dos relatos do legislador ateniense Sólon (638-558 a.C.) que, durante sua viagem em Saís, no delta do Nilo, tomou conhecimento, por intermédio de sacerdotes egípcios, do desaparecimento de um grande império insular.12
Notas
- ↑ Fontes hidrotermais e grandes jazidas minerais (cobre, cobalto, manganês, ferro, zinco, níquel, chumbo) também são consequências da erupção.13
- ↑ As ilhas de Nea Kameni e Palea Kameni, localizadas sobre a caldeira do Santorini, formaram-se graças a eventos vulcânicos ocorridos nos últimos 2000 anos nas ilhas.12
- ↑ Segundo estimativas a erupção do vulcão Santorini foi dez vezes mais potente do que aquela ocorrida no Krakatoa, de modo que sua explosão foi possivelmente ouvida em cerca de 3000 km de distância.15
- ↑ Também foram encontrados depósitos piroclásticos no Delta do Nilo, Mar Negro e no sítio arqueológico de Nichoria, na Messênia.36 37 38
- ↑ Estudos realizados acerca da vesiculação de pedra-pomes constataram que todo o magma desta fase tinha vesículas antes do nível da fragmentação o que sugere que a interação magma-água possa ter se iniciado a algumas centenas de metros de profundidade.26
- ↑ Tal diferença expressiva possivelmente deriva da gradual transição do BO2 para o BO3 presente em muitos depósitos.26
- ↑ Especula-se que, ao menos, 1,8X109 kg de enxofre foram liberados na atmosfera durante a erupção. Este, combinado com OH-, forma gotículas de ácido sulfúrico que inibem a passagem de radiação solar e, consequentemente, provoca o rebaixamento da temperatura. Acredita-se que a temperatural global tenha diminuído cerca de 0,35 ºC devido a erupção.45
- ↑ Em 1997 Dr Dale Dominey-Howes da Universidade de Kingston descobriu uma concha fossilizada entre camadas estratigráficas de um pântano próximo de Malia. Tal concha é encontrada em mares profundos e, segundo ele, é prova irrefutável de que houve um tsunami em Creta.46
- ↑ Wolf-Dietrich Niemeier durante suas escavações no palácio de Tel Kabri na Palestina ressaltou que os edifícios locais destruídos em torno de 1 600 a.C. correspondem ao que foi escavado em Acrotiri. Além disso resultados similares foram detectados durante as escavações em Tell el-cAjjul em Gaza.59 60
- ↑ Em camadas relativamente datáveis de Santorini, Chipre e da cidade egípcia de Aváris foram encontrados exemplares de cerâmica com o mesmo estilo de decoração.57
- ↑ Estudos do pólen de camadas sedimentares anteriores e posteriores a erupção indicaram alterações mínimas na vegetação de Creta.86
- ↑ Em Israel foram encontrados enormes núcleos sedimentares datadas do período da erupção que, devido as suas dimensões, possivelmente foram transportados por um tsunami. Se tal conclusão for verídica, cidades e artefatos da Palestina foram destruídos neste momento.88
- ↑ Palecastro foi destruída e inundada tendo, posteriormente, sido parcialmente reconstruída.89
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