Erupções do Eyjafjallajökull em 2010

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Pluma vulcânica durante a segunda erupção, em 18 de abril de 2010.

As erupções ocorridas em 2010 na geleira Eyjafjallajökull (pronúncia: eia-fiatla-iocutl) foram uma série de grandes eventos vulcânicos que ocorreram em Eyjafjallajökull na Islândia. A atividade sísmica, que se iniciou no final de 2009, deu lugar a uma erupção vulcânica que começou a 20 de março de 2010, colocando seu Índice de Explosividade Vulcânica em 1.[1] Uma fase da erupção, a 14 de abril de 2010, causou uma paralisação generalizada do transporte aéreo europeu, afetando milhares de voos e causando uma espécie de efeito dominó em todo o mundo.[2] [3]

Em Outubro de 2010 as erupções cessaram, segundo declarações de Ármann Höskuldsson, cientista do Instituto de Ciências Terrestres da Islândia, embora a área ainda esteja geotermicamente ativa e ainda haja uma possibilidade de uma nova erupção no futuro.[4]

Visão geral[editar | editar código-fonte]

Quadro de pousos mostrando os voos cancelados no Aeroporto de Londres Heathrow em 16 de abril.

Eyjafjallajökull (pronúncia:[ˈɛɪjaˌfjatlaˌjœkʏtl̥], Loudspeaker.svg? ouvir) é uma das menores geleiras da Islândia.[5] Ela está situada ao norte de Skógar e ao oeste da grande geleira Mýrdalsjökull. A bacia da geleira cobre um vulcão (1666 m de altura) cuja atividade eruptiva começou a ser mais frequente a partir da última idade do gelo. A cratera do vulcão tem um diâmetro de 3 a 4 km. Houve três grandes erupções precedentes em tempos históricos: em 920, 1612 e 1821-1823. Normalmente erupções no vulcão de Eyjafjallajökull despertam seu vizinho maior, o Katla, o que causaria danos bem maiores, porém até agora não existe esse risco.[6]

Efeitos da pluma vulcânica no tráfego aéreo[editar | editar código-fonte]

Mapa mostrando os países em que o tráfego foi completamente paralisado (vermelho) e parcialmente (laranja). A Islândia aparece em verde.

As cinzas vulcânicas trazidas pelos ventos são um grande perigo para as aeronaves.[7] Por esse motivo, a segunda fase da erupção causou um grande distúrbio no tráfego aéreo europeu e mundial. Enquanto algumas cinzas foram para áreas desabitadas na Islândia, a maioria foi levada por ventos do oeste, indo parar à Europa. Os gases e cinzas reduzem a visibilidade e quando entram nas turbinas podem paralisar os motores do avião.[8] Por esse motivo, seguindo as regras da IFR, Finlândia, Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Holanda Hungria, Irlanda, Letônia, Luxemburgo, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Romênia, Suíça e os territórios de Aland e Ilhas Faroé tiveram o tráfego aéreo fechado. A Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) estimou que a indústria aérea mundial perdeu 148 milhões por dia durante a interrupção.[9]

Países afetados (com a cinza)[editar | editar código-fonte]

Mapa composto da nuvem de cinza vulcânica abrangendo nos dias de 14 a 25 de abril de 2010.

Europa[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Institute of Earth Sciences. "Eruption in Eyjafjallajökull", University of Iceland. Página visitada em 17 de abril de 2010. (em inglês)
  2. G1:Cinzas de vulcão islandês cancelam 15% dos voos na Europa
  3. Diário de Notícias:Islândia/Vulcão: 20 mil voos cancelados hoje em toda a Europa
  4. Eruption in Iceland's Eyjafjallajökull Over. Arquivado do original em 26 de Novembro de 2010. Página visitada em 2 de Novembro de 2010.
  5. Folha: Cientistas descartam enchente por erupção de vulcão na Islândia
  6. O Globo:Vulcão da Islândia tem nuvem mais baixa mas ventos preocupam
  7. C. M. Riley, "Tephra " Michigan Technological University Geological & Mining, Engineering & Sciences, Página visitada em 20 de abril de 2010. (em inglês)
  8. UOL Viagem:Como as cinzas prejudicam os aviões
  9. Wearden, Graeme. "Ash cloud costing airlines £130m a day", The Guardian, 16 de abril de 2010. Página visitada em 17 de abril de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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