Erwin Neutzsky-Wulff

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Erwin Neutzsky-Wulff (nascido a 24 de novembro de 1949) é um escritor dinamarquês, tendo publicado em vários géneros: ficção científica, ciência popular, horror e prosa.

Vida[editar | editar código-fonte]

Neutzsky-Wulff é filho de Aage Neutzsky-Wulff (1891-1967). A sua irmã Trolli Neutzsky-Wulff é conhecida pelos seus trabalhos nos géneros de poesia e ficção, e tem também uma meia irmã, Vita Andersen.

Freqüentou o curso de Filosofia da Universidade de Copenhagen, mas nunca recebeu o diploma. Após ter vivido toda a sua vida em Copenhagen mudou-se para uma escola abandonada em Vinstrup, a norte de Randers, com a sua mulher, onde ainda hoje escreve e ocasionalmente organiza palestras.

Neutzsky-Wulff é considerado por alguns como o novo Søren Kierkegaard (um filósofo existencialista dinamarquês). Sendo um polimata, escreveu muitos livros de ficção e não ficção sobre assuntos tão diversos como história, filosofia, cognição, religião, paranormal, psicologia e horror. Ele também possui experiência técnica de programação, tendo escrito vários livros de informática durante a década de 1980.

O seu contacto com o mundo mais freqüente hoje em dia é estabelecido através da revista Bathos. A Bathos, além de fazer críticas principalmente a filmes de horror clássicos, também contém artigos de fundo que geram discussões e uma caixa postal para os seus leitores, bem como expõe detalhadamente a filosofia do autor e os temas da sua literatura.

Seu universo[editar | editar código-fonte]

Nos seus trabalhos mais recentes, Erwin Neutzsky-Wulff cria o seu próprio universo literário onde ele mesmo serve como protagonista. O Dialog om det 21. århundredes to vigtigste verdenssystemer (Diálogo acerca dos dois mais importantes sistemas mundiais do século XXI) de 1971 é um diálogo filosófico que segue um estilo clássico. O enredo localiza-se no futuro onde a acção se dividide entre a visão humanística sobre o Homem e a sua nova ideologia (ou anti-ideologia) chamada de Wulffianismo, como foi baptizada pelo autor.

O Wulffianismo é anárquico no verdadeiro sentido da palavra, manifestando uma aceitação da violência como um meio e como uma negação da civilização moderna, o que tem gerado muitas críticas a seu trabalho. Outros livros do mesmo período são uma mistura de dissertações e poemas e apareceram em geral como suplementos de Dialogen. Toda a sua poesia tem rima, métrica e tem um pouco de pastiche.

Obras[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Em dinamarquês
Em inglês