Escada (Pernambuco)

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Município de Escada
Bandeira de Escada
Brasão de Escada
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 24 de maio
Fundação 1873
Gentílico escadense
Lema Pelo bem de Escada
Prefeito(a) Lucrecio Jorge Gomes Pereira da Silva (PSB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Escada
Localização de Escada em Pernambuco
Escada está localizado em: Brasil
Escada
Localização de Escada no Brasil
08° 21' 33" S 35° 13' 25" O08° 21' 33" S 35° 13' 25" O
Unidade federativa  Pernambuco
Mesorregião Mata Pernambucana IBGE/2008[1]
Microrregião Mata Meridional Pernambucana IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Cabo de Santo Agostinho, Vitória de Santo Antão, Ribeirão (Pernambuco), Sirinhaém e Primavera (Pernambuco)
Distância até a capital 63 km
Características geográficas
Área 347,197 km² [2]
População 66 907 hab. estatísticas IBGE/2014[3]
Densidade 192,71 hab./km²
Altitude 109 m
Clima Tropical As'
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,632 médio PNUD/2010 [4]
PIB R$ 459 078 mil IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 7 177 25 IBGE/2011[5]
Página oficial

Escada é um município brasileiro do estado de Pernambuco situado na região Nordeste. Distante a 63 km da capital pernambucana,Recife.

História[editar | editar código-fonte]

Primitivamente o município foi uma aldeia de índios das tribos Potiguaras, Tabujarés e Mariquitos(Indeterminado,pois os arquivos que provam a existênçias dessas tribos foram perdidos na histórica cheia de setenta que a atingiu). O nome "Escada" provém da capela erguida por missionários da Congregação do Oratório, vinda de Portugal para a catequese dos índios. Como a capela estava localizada no alto do terreno, foi construída uma escada para dar acesso a um "nicho" em louvor a Nossa Senhora d'Apresentação, que ficou conhecida como Nossa Senhora da Escada. O distrito de Escada foi criado pela Carta Régia de 27 de abril de 1786 e por Lei Municipal em 6 de março de 1893. A Lei Provincial nº 326, de 19 de abril de 1854, criou o município de Escada, com território desmembrado do município do Cabo de Santo Agostinho. A sede municipal foi elevada à cidade pela Lei Provincial nº 1.093, de 24 de maio de 1873. É formado pela Sede Administativa, distritos de Massuassu e Frexeiras.

As origens históricas do rico florescente município da Escada, remotendo-se a um aldeia de índios das tribos Meriquitos. Potiguares e Tabajares, fundada em época muito remota, porém existentes em 1685, com a denominação de Aldeia de Nossa Senhora da Escada de Ipojuca. O Governador da província de Pernambuco, João da Costa Souto Maior, escreveu uma carta ao sargento-mor, comandante da Aldeia, determinado-lhe que fizesse os índios abandonarem o mato para se recolherem aos ranchos de Aldeia, continuassem com as obras da igreja e cuidassem da lavoura, ao mesmo tempo o Governador dava várias instruções sobre o bom regime moral e vida cristã dos índios. Situada a Aldeia à margem esquerda do rio Ipojuca, na distância de 10 léguas da praça do Recife e incumbia aos padres da Madre de Deus a direção espiritual dos índios, reza a tradição, que erigiram logo aqueles padres um oratório no alto da colina ao redor da qual estendia-se o aldeiamento, para cuja subida executaram uma escala de degraus cavados na argila e que desta circunstância vem a denominação de Nossa Senhora da Escada dada à Padroeira do Oratório, cuja imagem foi encontrada pelos índios no leito do rio Ipojuca, apesar de ter ela a inovação de Nossa Senhora da Apresentação. Em 1757, segundo relata Sebastião Galvão, tendo em vista documentos vários, observa-se que a Aldeia já era Povoação. Aumentando dia a dia a população vários. Aumentando dia a dia a população do povoado, não apenas de índios, mas de colonos que, para ali acorriam em busca de amanho de terras tão férteis. Escada foi, ainda, a cidade em que vivera Tobias Barreto, entre os anos de 1871-1881, onde publicara opúsculos em português e alemão, constituindo uma excêntrica e interessante atividade literária e intelectual na cidade.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Aspectos físicos
  • Área do município: 348,8 km²
  • Participação no território do Estado: 0,35 %
  • Altitude - 109 m
  • Latitude - 08 Graus 21 min. 33 seg.
  • Longitude - 35 Graus 13 min. 25 seg.
  • Distância da capital: 63 km
Limites geográficos
  • Norte: Cabo de Sto Agostinho e Vitória de Santo Antão
  • Sul: Sirinhaém e Ribeirão
  • Leste: Ipojuca
  • Oeste: Primavera

Fonte: FIDEM, Perfil Municipal e Tribunal Regional Eleitoral - TRE-PE.

População
  • 63.517 habitantes
  • - 31.151 Homens
  • - 32.366 Mulheres
  • 20.185 domicílios
  • 44.363 Eleitores

Fonte: Contagem da população 2010 - IBGE

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A rede hidrográfica da cidade tem o rio Sapucaji.

Tem também em grande extensão na cidade o rio Ipojuca que tem sua nascente no município de Arcoverde, agreste pernambucano. Da cidade de Arcoverde toma uma direção geral Oeste-Leste até a cidade de Chã Grande, a partir daí inflete para sudeste passando por várias cidades, onde se destacam Pesqueira, Belo Jardim, Tacaimbó, São Caetano, Caruaru, Bezerros, Chã Grande e Gravatá (no agreste), Escada e Ipojuca (na Zona da Mata).

Em Escada, o rio Ipojuca passa pela sua periferia, cruzando áreas próximas ao extremo centro da cidade, onde se encontra a Ponte do Atalaia que faz e proporciona a passagem de bairros da cidade ao centro.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é do tipo tropical, quente e úmido, chuvoso com verão seco e chuvas de inverno. A partir do mês de maio até agosto observam-se abundantes precipitações pluviométricas, sendo os meses de maio a junho mais chuvoso.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Apresenta sua geomorfologia relevo nitidamente ondulado e inclinado para o oeste, o solo identifica-se com dois grupos principais que são: barro vermelho e o massapê, favoráveis às atividades agrícolas como: o cultivo da cana-de-açúcar.

Economia[editar | editar código-fonte]

Entre 184 municípios de Pernambuco, Escada é, atualmente, o 27º PIB estadual, constituindo-se na maior arrecadação e um dos melhores IDHs da região mata-sul do estado. Destacam-se na geração deste PIB a indústria de transformação, a agropecuária e comércio e serviços, nesta ordem.

Dados da Agência Condepe/Fidem confirmam o setor industrial como a principal atividade econômica de Escada, representando quase 37% do PIB municipal, com destaque para o álcool da cana-de-açúcar e metal (inox), seguido, pelos setores de agropecuária e serviços.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Município têm cadastradas 12 indústrias em funcionamento no município e uma indústria de grande porte do setor de tubos e conexões em fase de implantação.

Com a inclusão do município no Território Estratégico de SUAPE, a melhoria da infraestrutura do Distrito Agroindustrial e uma logística privilegiada, estima-se que nos próximos cinco anos, pelo menos 10 novas indústrias deverão se instalar na cidade.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Além da rica história e da beleza arquitetônica dos velhos engenhos, Escada tem atrativos naturais como Quedas d`água, nascentes de riachos, bicas, corredeiras e alguns resquícios da Mata Atlântica brasileira. Isso sem contar com o artesanato local, a culinária típica e o movimentado calendário de festas populares da cidade que inclui as festas juninas e a tradicional Cavalgada em abril. A cidade também conta com uma importante e religiosa festa católica no mês de novembro. A festa da padroeira da cidade engloba muitos fiéis reunidos da igreja Matriz, no centro da cidade, além da periódica chegada de parques de diversões ambulantes nessa época. Dessa maneira,o período que segue as comemorações religiosas da cidade, vem acompanhado de grandes multidões todas as noites no centro do comércio. É a própria população (na sua maioria católica) que se aglomera em diversões.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Estimativa Populacional 2014. Estimativa Populacional 2014. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (agosto de 2014). Página visitada em 29 de agosto de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 09 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 18 dez. 2013.
Veríssimo, José. O modernismo. Revista do Brasil, n1, ano 1, 1916. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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